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Minha resenha do Capítulo 1 de Tesouro da Rainha Dragão.

2020.09.04 18:54 Whisdeer Minha resenha do Capítulo 1 de Tesouro da Rainha Dragão.

Houve um tempo que eu estive cogitando escrever um blog ou algo assim. Meus amigos me convenceram que postar esporadicamente no Reddit era a melhor opção mesmo.
Basicamente eu mestro RPG por um ano, mas umas quatro pessoas que jogaram comigo já me disseram que eu sou uma ótima mestre, e eu sempre tive vontade de escrever alguma coisa assim. Talvez a minha opinião valha a pena compartilhar? Eu não sou uma expert, só me disseram que eu tenho jeito pra coisa haha.
Enfim, aqui vai a review do primeiro capítulo de Hoard of the Dragon Queen, a primeira aventura de D&D5e. E o que você tem de arrumar pra deixar ele jogável. Infelizmente só o primeiro capítulo mesmo, porque todo mundo desistiu do jogo no meio dele e eu não acho justo escrever sobre uma aventura que nunca mestrei.
Eu comecei com o meu grupo no nível 3 ao invés do nível 1. Tanto porque nenhum deles era novato ao sistema, tanto pelo combate contra Cyanwrath.
Basicamente, o capítulo começa a seguinte situação: Seus personagens veêm a cidade de Ninho Verde (uma tradução medonha para Greenest, pessoalmente eu escolheria Verdejante) sob o ataque de um dragão e podem escolher interferir ou não.
Soa heróico?
Bem... Começando com o fato de que entrar em uma cidade sitiada por um dragão no nível um é um ato obviamente suicida, o seguinte é o que acontece se você escolher não entrar e esperar pela manhã:
Assume-se que quando os personagens virem pela primeira vez a luta em Ninho Verde, eles correrão para defendê-la. Se não, e eles tiverem viajando com outros, então os PdMs com quem estão viajando sugerem que um ataque imediato possa virar o jogo ou, ao menos, salvar muitas vidas. Se ainda assim os personagens se mantiverem fora da luta, eles veem metade dos atacantes deixando a cidade por volta da meia-noite, com o restante se retirando em pequenos grupos ao longo das próximas horas. Quando o sol começa a nascer, até mesmo uma rápida inspeção mostra que mais da metade dos prédios estão muito danificados e muitas das riquezas da cidade foram levadas embora. Centenas de pessoas machucadas estão reunidas ao redor do forte ou são encontradas escondidas em porões, mas a maioria irá sobreviver.
Sabe o que é o Capítulo 1? O processo de ajudar o governador da cidade se você escolher entrar nela.
Eu lembro de ter honestamente falado pros meus jogadores fazer personagens que estariam dispostos a entrar em uma cidade sitiada por um dragão por heroísmo (ou ódio a dragões) porque eu sinceramente achei a coisa inteira de te obrigar a fazer um ato suicida onde você provavelmente não pode mudar as consequências do que acontece meio estúpida.
Em "provavelmente não pode mudar as consequências do que acontece", o que o livro descreve como consequência do que acontece se você não entrar na cidade.
...O que é exatamente o que acontece se você entrar na cidade. Entrando, você ajuda a resgatar umas pessoas e impedir a invasão do forte principal, que não é invadido com sucesso se os jogadores não escolherem entrar na cidade.
...Kek?
O que eu fiz aqui foi apresentar esse dilema. Eu só não pulei esse capítulo inteiramente porque eu achei ele muito, muito dramático. Só que a consequência de escolher não entrar na cidade era ser pego por uma armadilha dos cultistas, capturado pelos cultistas.
Os personagens capturados então seriam deixados em uma casa pilhada aleatória dentro da cidade e ter de ou batalhar sozinho pelo seu escape, ou esperar ajuda (seja dos jogadores que escolheram entrar, onde resgatar prisioneiros seria a primeira missão que Nighthill daria a eles, ou de um NPC caso nenhum deles tenha uma boa Furtividade).
Para o fim de ajuda do NPC, eu transformei Linan Swift de uma camponesa em uma batedora. Bem mais útil como uma aliada, mas fraca o suficiente para sofrer contra alguns kobolds e depender dos jogadores.
Uma alternativa que eu vi ser adotada por outros mestres para resolver o problema de "a decisão sensata te faz perder tudo o que acontece no jogo" é simplesmente fazer os personagens já estarem dentro de Ninho Verde quando ela for atacada, e deixar explícito que não podem fugir já que todo o exterior da cidade já foi armadilhado ou ela foi sitiada.
Essa aventura também sofre de uma falta de continuidade horrível. Como eu pessoalmente gosto de conectar consequências, eu fiz o seguinte:
  • Tarbaw Nighthill é um membro da família Nighthill de Baldur's. Boas relações com ele permitem aos jogadores um contato político importante mais para frente na aventura (eu planejava expandir o capítulo da aventura que se passa em Baldur's porque Baldur's é uma cidade muito boa). Mesma coisa com Castellan, que está há séculos ajudando os Nighthill.
  • Eles viajariam junto de Fernando Nighthill, sobrinho de Tarbaw, para Baldur's quando voltassem à Ninho Verde para partir em viagem. Fernando estava no forte sendo treinado por Tarbaw para sucedi-lo na administração de Ninho Verde. O papel de Fernando em Baldur's seria, principalmente, permitir a passagem entre os portões nobres (que só podem ser atravessados na companhia de um dos Patriarcas em Baldur's).
  • Linan Swift é uma ex-membro dos Zhentarim em fuga. Ela dá para a pessoa que mais a ajudou e a sua família um tipo de símbolo de confiança que permite não só seu recrutamento futuro na facção (ou um símbolo de confiança para um pequeno grupo anti-Zhentarim) como faria o personagem ser reconhecido pela gnoma Jamna Gleamsilver no futuro.
Acho que a pior coisa de verdade desse capítulo é quantos combates têm nele. Sério. Se você for rodar todas as missões do capítulo, você vai encontrar facilmente mais de 10 combates em uma noite. Calcule quanto tempo demora um combate e você vai perceber como essa aventura consegue matar completamente o seu pacing. Em minha experiência pessoal, eu fico frustrada em três sessões sem avanço na história e desisto mentalmente do jogo em cinco sessões sem avanço na história.
Eu cortei completamente encontros aleatórios e metade dos combates nas missões, mas isso ainda não foi o suficiente para impedir o capítulo de demorar o suficiente para todo mundo perder o interesse na campanha. Minha recomendação para impedir o meu erro é, além de cortar os encontros aleatórios, só adotar aproximadamente metade das missões de Nighthill. Eu recomendo as seguintes:
  • "Procurando o Forte" é obrigatório, mas não precisa ter um combate além do inicial para salvar Linan e a sua família.
  • "O Velho Túnel" deve existir como um ponto de transporte, mas o combate no túnel e no leito do riacho é bem supérfluo. Eu o adotei mas substituí (como balanceamento para o nível de poder dos personagens) os ratos por um guerreiro desaparecido que estava sendo controlado mentalmente por uma corrupção (seria um plot point maior no futuro) para se tornar hostil. Ainda recomendo dropar o combate aqui porque era só um plot point muito específico do meu jogo e ele não adiciona nada ao capítulo.
  • "O Portão de Acesso" é bom para o mood da situação, mas tem partes mais importantes. Pode ser dropado com segurança.
  • "O Ataque do Dragão" é essencial. Eu obedeci a recomendação de uma outra crítica da aventura que vi online e deixei arcos e uma balista à disposição dos jogadores no topo da torre (ainda bem, porque todos os meus personagens eram especializados em meele e assim eles puderam fazer alguma coisa).
  • "Prisioneiro" pode ser feito no meio das outras missões, não tem necessidade de ser uma missão por si só. Mas uma coisa engraçada que aconteceu na minha mesa é que o prisioneiro mentiu bem o suficiente para conseguir convencê-los de que era um espião de Bahamut infiltrado no culto para destruí-lo por dentro (benditos nat 20). Meu plano era fazer ele acompanhar o grupo e ou trair os personagens alguma hora, ou se converter e vender informações para eles dependendo de como a história se desenvolvesse. Eu achei um conflito bem interessante que recomendo fazer para um prisioneiro humano que seja capturado.
  • Você pode escolher só um entre "Salvem o Moinho" e "Santuário" para o sentimento de ir lá fora para resgatar as pessoas, os dois juntos são um pouco supérfluos. Eu recomendo Santuário, pois Eadyan Moonfalcon pode ajudar os personagens e envolve mais planejamento tático por parte dos personagens (que têm de ter o bom senso de não serem capazes de tomar de frente dois dos três grupos rodeando o templo).
  • "O Campeão Meio-Dragão" é o ápice desse capítulo, mas ao mesmo tempo significa que um personagem batalhará até a morte muito cedo na aventura. Eu recomendo mantê-lo se você trabalhar com personagens que não seriam imediatamente mortos por dano excessivo (como personagens level 3). Também faça Cyanwrath apenas usar a sua baforada de dragão se considerar que seu oponente trapaçeou no combate (como usar magia ou itens mágicos) para torná-lo menos mortal. Quando o personagem chegar a 0 HP, faça-o ser curado imediatamente com uma poção de cura administrada por um NPC (ou jogador, se eles tiverem algum slot de magia de cura e estiver presente). É uma morte épica e tudo mais, mas é muito cedo na aventura para realmente ser uma morte.
Os combates, mesmos cortados a tão poucos, ainda são bem repetitivos. Eu usei homebrews de inimigos diferentes, como kobolds feiticeiros e kobolds soldados, para diminuir o sentimento de "estamos batalhando contra 2d8 kobolds iguais" e também por balanceamento (começando a aventura no nível 3 e tudo o mais).
Pessoalmente, eu balanceei todos os combates para serem Difíceis segundo as regras do livro do mestre.
E algumas coisas que também adicionei ao capítulo, mas não necessariamente são fixes necessários:
  • Eu traduzi Nighthill para "Montenegro".
  • Eu traduzi Cyanwrath para "Cianofúria".
  • Eu traduzi Linan Swift para "Linan, a Veloz". Mais porque em Forgotten Realms como eu a mestro, humanos só têm sobrenomes se são nobres, e só ganham títulos por feitos ou fama. Logo Linan tem o título de a Veloz, mas o resto de sua família não.
  • Dei um laço romântico entre Cyanwrath e Frulam Mondath. A aparição dele no capítulo 3 seria um pouco mais dramática assim. E Cyanwrath é completamente o melhor vilão de HotDQ (o único que tem um desenvolvimento significante, também). A popularidade dele é altíssima (é o terceiro NPC mais pesquisado sobre no DnDBeyond) e o fato de ser o "vilão honrado" no duelo contra ele ganha muito a simpatia dos jogadores.
  • O esposo de Linan Swift é um ferreiro. Ele oferece reparo de armamentos e substituições de graça por terem salvo sua vida caso sejam danificados nos capítulos 1-3.
Eu lembro de ter também cortado várias salas do capítulo 3, pulado o capítulo 2 completamente cortado encontros de viagem do capítulo de viagem, mas nunca mestrei eles per se então não acho que minha crítica deles seria construtiva.
Conclusões finais: Se você tem de mudar tanto assim de uma aventura apenas para ela ser jogável, vale mais a pena escrever a sua própria. Eu acho que gastei mais tempo mudando esse capítulo do que eu gastaria escrevendo uma aventura por mim mesma, porque foram horas de trabalho. Embora já seja trabalho pronto aqui, imagine que você teria de repetir isso para todos os capítulos.
Recomendo: Não.
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2020.08.03 22:12 alivefro6 no idea what this is but oh well

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Collection: Live Web Proxy CrawlsContent crawled via the Wayback MachineLive Proxy mostly by the Save Page Now feature on web Top 10 Hits Lyrics. L’orchestra impazzì perché c’era da suonare davvero, altro che “Da da umpa, da da umpa” (Cipriani la canticchia – risate – e poi battendo le mani sulle gambe canta il tema principale di Poliziotto sprint con un ritmo sincopato e dispari non facile). Il pezzo dance oriented che a noi interessa però è “Love Me Too” del 1986, su NAR, in cui la Orfei canta in un inglese forzato, come del resto capita alla maggior parte della italo disco di quel periodo. This is a dictionary file with all the words ever 1 1 2016 1597594 839. mcOS 11 GTK and Shell theme GTK3 Themes. E. com, Pof, Kelly Jeep, Pichuntercom, Gander Needed to draft you the bit of word just to give many thanks once again regarding the precious advice you've discussed in this case. IVA 07301021007 - Iscr. 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Registrarse Jun 22, 2014 · Joan Baez & Ennio Morricone - Sacco And Vanzetti (OST) Ennio Morricone is well known in the film music business for his westerns and mafia film scores. Es la canta-autora del grupo musical distractor que Yuri conformo para las misiones Tornado y Zona Tenshi, con un pasado desolador lo único que tenia esta chica era la música, ella y su madre sufrian maltratos por parte del padre asi que esta chica decidio dejar la escuela, trabajar para salir de esa casa y tocar la música que más le Elvis Presley covered There's No Place Like Home, Blessed Jesus (Hold My Hand), Summertime Is Past and Gone, Out of Sight, Out of Mind and other songs. Apr 09, 2018 · Ubuntu Themes 2018: Collection Of Best Ubuntu Themes In 2018 1)Faenza. it - Tutti i diritti riservati - Beat Records. 49. What I should do? Sabily GDM themes (transitional package) 5 Jul 2018 Ubuntu 18. Gdm. I downloaded the "Sleek Dragon" theme from gnome-look. Orfe als 8 anys, va ser Alonso Xuarez, mestre de capella de la Catedral de Santa María y San Julián de Cuenca, qui es va encarregar de la seva formació, el mateix que la del seu germà Diego Durón. tcz accountsservice-gir. Stele deals with a theme that has been recurrent in Paladino’s work since he began working at the end of the 1970s: the world is an intellectual construction that art gives shape to. J’suis le seul a être choqué de pas voir la bande son de death note (L theme …) ? En tout cas y’a la bande son de P4 donc c’est pas mal déja ! Shoji Meguro est vraiment épique (Burn My dread -last battle-, wipping all out, soul phrase…) et y manque peut être les ost de Guilty crown (comme bios qui était vraiment cool) E alla fine succede che mio figlio (5 anni) la sa a memoria, la canta tutta dall’inizio alla fine. tcz abcde. Ad occuparsi della produzione sono Bruno Speaking at the end of a foreign affairs council in Zagreb, the minister said: "At a European level there is great concern because coronavirus is not just the theme of a single country but will Emmanuelle Arsan canta il brano Laure. Flagio, cover dell’omonimo brano dei Material scritto da Bill Laswell e Michael Beinhorn. I want to change gdm theme and background. Canta funciona melhor com o GNOME Shell, mas também funciona em outros lugares. - vinceliuice/ Hum Haven't seen that. Pop Remix Theme. chubs. css will do what you are looking for. Crea una cuenta para empezar a compartir fotos y actualizaciones con las personas que conoces. To change it on ubuntu use `sudo update-alternatives --config gdm3. Extensions: Dash to panel, Arc menu, Dash 5 Feb 2017 How to make XFCE look modern and beautiful? Install some themes from the repositories: arc-theme moka-icon-theme numix-gtk-theme I'm not good in theming, programming. com/profile/00049574084420999236 [email protected]. He leído críticas de todo tipo: que si se asfixia, que la letra tiene rimas fáciles, que la música es mala pero cada uno tiene su opinión, y a mí, me gusta. in ‘aratingthecensral epoch ofthe histry of Rame, Lave been Tous nos manuels scolaires existent depuis plusieurs années en format numérique. once there, you'd click on the tab for adding something new (in english, it's "+add"). X-Arc Themes. it should be in 'lokal'. Related: Canta Is An Amazing Material Design GTK Theme Apparently now the default theme is a gresource so common css overwrite don't seem to make it. GNOME is part of the GNU project. Take a look at Gnome-Look GDM , most of the themes there come with good instructions on how to install them. 420 ‑ MARCH 2020 通信販売専用電話 03-3954-4897 土・日・祭日は一切の通販業務を休ませていただきます。 #Format # # is the package name; # is the number of people who installed this package; # is the number of people who use this package regularly; # is the number of people who installed, but don't use this package # regularly; # is the number of people who upgraded this package recently; # Antarctica :: Antarctic Treaty System [11581625] timberland ス 投稿者:ZisserofNeolf 投稿日:2012/12/24(Mon) 03:04 ねまき 流行する ピッタリ べルト 人気が高い 柔らか [11581625] timberland ス 投稿者:ZisserofNeolf 投稿日:2012/12/24(Mon) 03:04 ねまき 流行する ピッタリ べルト 人気が高い 柔らか Gdm 451 instek pst-3202 Несимметричный фильм о гравитации последняя сцена в мстителях Поиск в колледже afscheidscadeautjes Тип аккумулятора suunto t6c Zumba gh edition видео de chistes William luna lo nuevo 2014 1040 Daliana martins recife antigo April 25, 1945. Score 80. 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Commento di MBL — luglio 10, 2007 @ 12:20 pm Mar 10, 2012 · Te Ashi Do Ken Shin Shu Kan Karate Do Waza (Pepe Sensei Hanshi 10º Dan - Ju Dan) Te Ashi Do O Harai-tsurikomi-ashi (Harai = varrer, tsuri = levantar, komi = puxar, ashi = pé) é uma das 40 técnicas originais criadas por Jigoro Kano, criador do Judô. Ennio Morricone (born November 10, 1928) is an Italian composer famous for his work on the spaghetti westerns of Sergio Leone, particularly The Good, the Bad and the Ugly. 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Dictionary - Free ebook download as Text File (. com,1999:blog-5255487900992573299. rpm 19-Mar-2015 00:09 Muito mais do que documentos. 04 Xenial. 1 1 2016 1540577 277. Exact hits Package gdm. You are currently viewing LQ as a guest. and Forctgw Hwlft justice today, for Site Name Site Country Continent 01 Art Services Ltd Unstated 012 Kave Zahav 012 Smile 013 Netvision 018 Xphone 02B Sl 02elf Travel GmbH & Co KG GERMANY Apr 28, 2011 · O GDM significa o "Grupo Desportivo da Mouraria", onde se situa a "Catedral do Fado", salão amplo onde cantava o Fernando Maurício e muitos outros, ao longo de muito tempo, num espaço dedicado ao fado e também à transmissão da força e da boa vontade do fado em relação às pessoas que mas precisam. 19 Replies I meant to say: Why it CANT be done graphically. tcz alsa-dev. E son pas las escòlas agenesas que prendràn la relèva. Another prominent feature of this study is that it uses two different MCDM Aktaş Eğitim Materyalleri . naked celebrity models gDm kC5 Jennifer Maman ornofilm tu ahl simplement, vous aimez le porno gratuit et ornofilme, tous gratuitement et gratuitement autour de l'heure, mûrissez le ornofilm de votre ahl uniquement, des catégories d'enfer comme les soins du visage, des catégories de tabac à priser en caoutchouc comme les soins du visage, dépêchez-vous fille baise ma, vous aimez le porno gratuit et ornofilme. Inizia il periodo di prova gratuito Annulla in qualsiasi momento. tcz accountsservice. Un altro mondo musicale, il jazz, rispetto allo swing suonato da Canfora. /media_info/ 15-Jun-2015 21:15 - 0ad-0.

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2020.03.09 02:32 altovaliriano Jon Snow (Parte 1)

Jon Snow (Parte 1)
Sabendo que eu não conseguirei escrever o texto sobre Jon Snow para o "Domingo de Personagens" de hoje, resolvi compartilhar um texto que eu já havia escrito há algum tempo em meu blog.
Por outro lado, como eu estarei longe nos próximos dois domingos, muito provavelmente a Parte 2 sobre Jon Snow vai ficar para o dia 29/03.
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Paralelos e presságios: Aegon V e Jon Snow

Este artigo foi elaborado com base no excelente texto Hidden Dragons: Parallels between Aegon V and Jon Snow de autoria da usuária dornishdame, do fórum do site Westeros.org.
Tudo aqui pressupõe que Jon Snow é filho de Rhaegar e Lyanna.
(Legendas: GRRM = o autor, George R. R. Martin; DC = Depois da Conquista de Aegon)
Egg (Aegon V) e Jon Snow são trisavô e trineto e nunca se conheceram, pois Egg morreu em Solarestival em 259 DC enquanto o pai de Jon (Rhaegar) nascia. Ocorre, porém, que suas histórias são tão semelhantes que poderiam ser contadas em paralelo.
Dessa forma, analisarei a seguir essas semelhanças e demonstrarei que por meio delas somos capazes de confabular sobre o futuro dos contos de Dunk & Egg. E já que GRRM mencionou que ainda podem vir até mais nove histórias dessas, um pouco de reflexão premonitória pode vir a calhar.
1. Criação e juventude
Aegon era o quarto filho de Maekar I, que por sua vez também era o quarto filho do Rei Daeron II, e passou sua infância em palácios reais como um improvável herdeiro ao trono, enquanto que Jon foi criado em Winterfell como filho bastardo de Eddard, fazendo parte de sua família apenas informalmente, sem nenhuma perspectiva de entrar legalmente para a linha hereditária dos Stark.
Contudo, ainda que por razões distintas, a ambos a ocultação da identidade é um tema comum – com a pequena diferença de que Aegon V, ao contrário de Jon, sabia quem era desde que nasceu e havia vivido de acordo com sua posição social a maior parte da vida (uma questão que, no que se refere a Jon, ainda permanece em aberto).
Aegon se disfarça de Egg, um simples escudeiro de um reles cavaleiro andante, para poder viajar incógnito por Westeros e poder amadurecer em contato com pessoas comuns que o tratam como se ele fosse apenas um deles. O amadurecimento de Jon também acontece em razão das pessoas não o enxergarem como alguém de importância, mas ele, ao contrário de Aegon, é absolutamente ignorante de suas origens. E a farsa de seu parentesco não só o condiciona a encarar Eddard como seu modelo parental (ao invés de Rhaegar), como também afeta as expectativas que os outros têm dele, em razão de ser um descendente de Ned.
De todo modo, tanto Egg quanto Jon cresceram sabendo que eram figuras pouco importantes nas cortes que habitavam, e talvez em razão de disso sejam ambos marcadamente observadores. Deveras, logo em seu primeiro capítulo em “A Guerra dos Tronos”, Jon demonstra habilidade para decodificar as cortesias vazias de Eddard e Cersei e vaticina “um bastardo tinha de aprender a reparar nas coisas, a ler a verdade que as pessoas escondiam por trás dos olhos“. Egg, por sua vez, rapidamente percebe que há algo errado no Torneio de Alvasparedes em “O Cavaleiro Misterioso” e desvenda antes de Sor Duncan que o evento é apenas um palco para uma rebelião Blackfyre.
No entanto, essa natureza observadora com costume cede à miopia inerente à juventude. Por essa razão que há um paralelo entre a afirmação de Egg no sentido de que preferiria ser um cavaleiro da Guarda Real do que se casar com uma garota com a também irrefletida afirmação de Jon de que não se arrependeria de não ter tido uma mulher antes de entrar para a Patrulha da Noite.
Ainda assim, nenhum dos dois é imune às próprias aspirações e são impulsionados pelo desejo de crescer em importância, apesar de que não sem uma boa dose de esnobismo. De fato, Egg repetidamente sugere a Dunk para usarem a “bota” (onde se esconde o anel com o brasão de seu pai) e deixarem que o nome de sua família facilite seu caminho, assim como Jon acha que os laços familiares com Benjen serão sua porta de entrada para as patrulhas de seu tio logo que chega a Castelo Negro.

Brasão de armas pessoal de Maekar. A \"bota\" de Egg.
O sentimento de superioridade e prerrogativa, decorrente da crença de que seu sangue deveria ser suficiente para conseguir o que querem, é um reflexo comum a Egg e Jon quando se trata do primeiro contato com pessoas que não desfrutaram das mesmas vantagens que eles.
De fato, a princípio Aegon fica horrorizado quando é requisitado a servir os aprendizes em “A Espada Juramentada”, e Jon inicialmente se acha melhor do que os recrutas com quem ele treina em “A Guerra dos Tronos”. Porém, lá estavam Sor Duncan, o Alto, e Donal Noye, respectivamente, para lhes relembrar das vantagens advindas da criação de um membro da nobreza. Felizmente, tanto Egg quanto Jon são rápidos em absorver essa lição: Aegon fala da troca de conhecimento com os plebeus, e Jon faz as pazes com seus novos irmãos, oferecendo-se para ajudá-los a treinar.
2. Em posição de comando
Meistre Aemon, o único Targaryen que conheceu bem os dois homem, sem mesmo saber que Jon era parente dele e de Aegon, os conectou por meio de um conselho: “mate o menino e deixe o homem nascer”. Aemon deu este conselho a ambos antes de deixá-los (primeiro de Vilavelha para a Muralha, depois da Muralha para Vilavelha). e sabemos que ao menos Jon foi marcado por ele.
O modo como Aegon e Jon são alçados ao poder também os une. Aegon foi aclamado rei em um Grande Conselho e Jon foi eleito Lorde Comandante por seus irmãos juramentados. Eles foram escolhidos para a liderança, mesmo diante da existência de outros candidatos mais velhos. Isso não quer dizer que nenhum dos homens possuísse habilidades de liderança (claramente não possuíam), mas simplesmente que o papel que assumiram não era aquele que a princípio acreditavam que assumiriam.
Com efeito, enquanto que a possibilidade de Egg assumir o trono somente surgiu diante da recusa de seu irmão mais velho, Aemon, tudo que Jon tencionava em “A Guerra dos Tronos” ao se juntar à Patrulha da Noite era se tornar um patrulheiro. A ideia de chegar a Lorde Comandante nunca ocorreu a Jon até Sam sugerir que essa seria a razão pela qual Jeor Mormont o escolheu para ser seu intendente.
Como governantes, nenhum dos dois favoreceu a hipocrisia, pois ambos sabiam que não deveriam esperar daqueles por quem eram responsáveis algo que nem mesmo eles conseguiram fazer. Assim, por ter se casado por amor, Aegon permitiu que seus filhos seguissem seus corações e rompessem os compromissos que ele havia arranjado, sem renegá-los por isso (salvo a remoção do Príncipe das Libélulas da ordem de sucessão).
Por outro lado, por não ter mantido seu voto de celibato, Jon reconhece em “A Dança dos Dragões” que não poderá exigir o mesmo de seus irmãos juramentados e entrevê o perigo que a Torre de Hardin (onde as esposas de lança selvagens estão estabelecidas) representa em Castelo Negro.
Assim, ambos podem ser considerados líderes conscientes das fraquezas humanas, próprias e alheias, especialmente no que diz respeito à família, haja vista que Jon comete atos impensados na tentativa de resgatar a garota que ele acredita ser Arya, e que Aegon, apesar de ter punido um dos filhos, não tentou desfazer seu relacionamento ou o exilou da Corte.
O reinado político de Aegon foi caracterizado por reformas que favoreciam os comuns ao invés dos grandes senhores de Westeros, razão pela qual esses atos foram objeto de controvérsia e resultaram na perda de apoio do Rei, o que, no fim, lhe impediu de implementar as verdadeiras mudanças que tanto desejava.
Da mesma forma, o mandato de Jon Snow como Lorde Comandante da Patrulha da Noite está repleto de conflitos conforme ele tenta instituir políticas controversas que acabam dividindo a organização que ele lidera. Suas decisões de permitir que os selvagens passem pela Muralha e de nomear Couros para Mestre de Armas são recebidas com horror por parte da classe de oficiais.
Um paralelo também pode ser feito aqui. Jon e Aegon foram educados em ambientes de contraposição aos interesses dos Selvagens e Plebeus, respectivamente. E, no entanto, o tempo em que Aegon passou como escudeiro para um Cavaleiro Andante e o tempo de Jon como agente disfarçado nas terras além da Muralha, serviram para que ambos respeitassem e valorizassem esses grupos e passassem a vê-los como pessoas que merecem proteção. E esse respeito é escarnecidos e usado contra eles, pois, mais de uma vez, Aegon é dito “meio camponês” e Jon “meio selvagem”.
Mesmo em situações de maior apelo humanitário, em que suas ações são baseadas na lógica fria, a crítica não cessa. Aegon é criticado quando, durante um longo e duro inverno, envia suprimentos vitais para o norte a fim de ajudar os plebeus daquela região a sobreviver. Jon tem que lidar com o ressentimento dos irmãos da Patrulha da Noite por cada pedaço de comida que ele manda entregar aos selvagens, especialmente por parte de Bowen Marsh.
Porém, essas experiências de inserção na realidade do outro são tão transformadoras para Egg e Jon que fazem florescer neles a tendência de avaliar as pessoas por seus méritos e não por nascimento. De fato, isso leva Aegon a ascender um simples cavaleiro andante a Lorde Comandante da Guarda Real (Sor Duncan, o Alto) e Jon escolhe assistentes com base em sua habilidade e potencial, e não em seu nascimento (Gigante e Cetim).
E essa deferência coloca Aegon e Jon sob o fogo de seus adversários políticos, ainda mais quando ambos os homens demonstram tanto inabilidade para lidar com eles quanto tendência a deixar velhas queixas se acumularem às novas. Por exemplo, Jon não levou Chett em conta quando designou Sam para a posição de intendente do Meistre Aemon; bem como ignorou a erosão da boa vontade de seus homens conforme dirigia políticas em benefício dos Selvagens. Os senhores de Westeros tentaram convencer Aemon a renunciar seus votos como meistre para não permitir que Aegon assumisse como Rei, mas Aegon não fez nada para aplacar tais homens quando subiu ao trono.
3. Presságios
Existem, portanto, paralelos claros entre Aegon V Targaryen e Jon Snow em termos de tema, personalidade e caráter, apesar de que não sabemos que papel essas semelhanças irão desempenhar na trama. Dornishdame pondera que eles poderiam ser apenas mais uma indicação da herança paterna de Jon, ou chegar ao ponto de prenunciar seu reinado como um rei muito improvável.
Contudo, enquanto que todos os paralelos analisados versam sobre fatos que acompanhamos em primeira mão nos capítulos de Jon, os eventos ocorridos com Egg são, em sua maioria, retirados de relatos históricos, e não provenientes dos contos de Dunk e Egg.
Com isso quero afirmar que os paralelos analisados provavelmente pouco nos ajudarão a entender o futuro da história de Jon em “Os Ventos do Inverno” ou “Um Sonho de Primavera”. Porém, talvez sejam bastante úteis para entender o que aconteceu durante o reinado de Aegon V e, especialmente, o que levou à tragédia em Solarestival.
Com efeito, são os problemas causados por suas reformas e pelos noivados rompidos que levam Aegon a ponderar que as coisas seriam diferentes se tivesse Dragões. Essas reflexões acabariam contribuindo para a tragédia de Solarestival, na qual Aegon tentava fazer eclodir dragões dos ovos de pedra que a família Targaryen ainda possuía.
Jon Snow foi morto por quebrar novamente seus votos, estar se isolando em Castelo Negro e por se envolver no sequestro da nora do novo Protetor do Norte (o qual é uma importante fonte de apoio para a Patrulha da Noite). Jon, portanto, esvaziou-se de aliados ao sul da Muralha e deu azo ao surgimento de um motim.
Este comportamento espelha tanto aquele adotado por Aegon V em decorrência de suas reformas e das decisões conjugais de seus filhos que parece haver aqui outro paralelo: de que a tragédia de Solarestival não foi um acidente, mas fruto de uma conspiração.
Os príncipes e princesas reais estavam prometidos a Tully (Celia), Baratheon (desconhecida), Tyrrel (Luthor) e Redwyne (Olenna) e ainda que os Baratheons tenham ficado com Rhaelle, isso só ocorreu depois de uma curta rebelião da Casa, que terminou com a morte de Lorde Lyonel (autoproclamado Rei da Tempestade durante a Rebelião) pelas mãos de Sor Duncan, em um julgamento por combate.
Dessa forma, podemos imaginar que todos esses eventos devem ter lançado as sementes para que fosse criada uma aliança informal entre diversas das maiores Casas de Westeros, que culminou no plano para se livrar de Aegon e seus parentes com apenas um golpe.
Mas para saber mais sobre isso teremos que, como GRRM gosta de dizer, “continuar lendo” (keep reading, em inglês).
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2020.01.16 00:50 TheTanzanite Por que o futuro da humanidade é sombrio

EDIT: Esse post não tem o intuito de deixar ninguém depressivo, por mais que não sejam notícias boas, vejam isso como uma oportunidade de não ficar perdendo tempo com certas cobranças e amarras da sociedade que você sabe que não faz sentido com o que você realmente é ou quer ser. É também uma forma de redirecionar qualquer "raiva" que você tenha no espectro político para quem realmente está causando isso tudo.
Esta é apenas uma tradução das partes relevantes do tópico postado por logiman43 no /DarkFuturology.
10 anos atrás eu era o cara me acorrentando em árvores, 5 anos atrás eu era o cara bloqueando a rua para chamar a sua atenção sobre o consumo de carne. Eu já fui preso, ridicularizado e "linchado". Agora eu estou apenas cansado. Eu sou um Ph.D em Relações Internacionais com especialização em Conflitos Climáticos (e 2 outros diplomas em Direito e Economia).
Aqui você irá achar 30,000 papers científicos sobre esta situação fodida.
Para os amantes de áudio, aqui você tem uma conversa de 30 minutos sobre como tudo deverá colapsar. "Não há crescimento infinito".
5 anos atrás existia uma série chamada 'The Newsroom'. Era uma série série com alguma comédia sobre o mundo midiático. Existe um clipe famoso da série (04:48) sobre o colapso do clima. Era "cômico" na época, porém agora é a realidade.

Aquecimento Global:

De acordo com um report de 2018, a temperatura global já está 1ºC maior do que a era pré-industrial.
O que irá acontecer a cada incremento de 0.5ºC? O rastreador de ações climáticas mostra que chegaremos aos 3.5ºC com as políticas atuais em 2050. Climate stripes - Veja o salto em 1995
Gráfico mostrando emissões de carbono por continente. Veja a explosão na Ásia
Neste gráfico, você tem todos os níveis de CO2, CH4, N20, temperatura e nível do oceano.
As 20 piores consequências do aquecimento global
+9 Gráficos
1.5ºC - Este costumava ser o ponto em que os cientistas achavam que estávamos OK. Em 2018, o IPCC queria parar o aquecimento global neste temperatura, prevendo que a atingiríamos com 10% de chance em 2023. Nesta temperatura, ondas de calor tão quentes quanto o Deserto do Saara acontecerão no mundo todo, todo ano. Haverá destruição massiva de plantações, 70% dos corais no oceano perderão a sua cor e secas afetarão 360mi de pessoas (Fonte).
Advinhe só? De acordo com o - já antigo - report do IPCC de 2019, nós já estamos quase atingindo 1.5ºC. A quantidade de 'loss events' (Tsunamis, Tempestades, Enchentes, Queimadas) entre 1980 e 2015 QUADRUPLICOU.
Históricamente, todo summit pelo clima falhou em atingir a meta de limitar as emissões GHG, não chegando nem perto. Outro ângulo. Inclusive, estudos recentes alertam que metas do Acordo de Paris já estão fora do nosso alcance.

Biomassa e a 6ª Extinção

A Terra aparenta estar passando por um processo de "aniquilação biológica". Mais da metade do número total de animais que um dia dividiram o planeta com os humanos já se foram. Um estudo de 2017 checou as populações animais ao redor do planeta examinando 27,600 espécies de vertebrados - quase metade das espécies que sabemos que existem. Eles descobriram que mais de 30% delas estão em declínio. Algumas espécies estão enfrentando um colapso completo, enquanto populações locais de outras estão sendo extintas em áreas específicas. Além disso, humanos exterminaram 60% das populações animais desde 1970. (Fonte)
Aproximadamente 40% das espécies de insetos estão em declínio, de acordo com um estudo e eles não são as únicas criaturas sofrendo. Nos últimos 50 anos, mais de 500 espécies de anfíbios entraram em declínio - e 90 foram extintas - devido a uma doença mortal de um fungo, que corrói a carne de sapos. (Fonte)
E plantas estão sendo extintas 350x mais rápido do que o normal
De outro lado, veja a explosão de animais domésticos entre 1950 e 200. Gado é uma das causas do aquecimento global. Ex: A Amazônia está sendo desmatada não pela madeira, mas para abrir espaço para criação de gado. (Fonte).

População

A curva íngrime na população. Se nossos números crescem em média 228,000 por dia, em uma semana nós teremos adicionado 1.589.000 pessoas extras à população mundial. Para se preparar, a Humanidade precisa produzir mais comida nas próximas 4 décadas do que já produzimos nos últimos 8.000 anos (Link p/ Paper). Porém estamos desperdiçando tanta comida e perdendo tanta água com irrigação, que é possível que a sociedade colapse em 2040 devido à escassez catastrófica de alimento.

Permafrost e Metano

Solo no Ártico está liberando mais CO2 do que 189 países.

Com um aumento de 2ºC, esperamos que 6.6 milhões de km² descongelem e isso crie um 'feedback loop' que libere muito metano, o que significa que o descongelamento do permafrost e calotas polares se torne um processo de extinção que se auto acelere.
Os oceanos já estão borbulhando com Metano e o que é mais assustador é que nós sabemos que existem patógenos congelados no permafrost - patógenos como Anthrax.

Doenças

Conforme a Terra aquece, animais serão forçados a migrar em massa. Isso significa que animais transportando doenças tropicais (como Malária) passarão a conviver entre nós. Para se ter uma idéia de quão isso é assustador, doenças como 'Camel Flu' (MERS) tem uma taxa de mortalidade de 36%.
E os hospitais não estão preparados para os desafios da mudança climática
Report do World at Risk. Eles listaram dezenas de doenças que os experts sugerem possuir o potencial de causar epidemias que podem escalar fora de controle, entre elas o Ebola, Zika Virus e Dengue. Uma pandemia pode infectar o mundo em horas e matar milhões pois NENHUM país está totalmente preparado. 100 Anos atrás a Gripe Espanhola infectou 1/3 da população e matou 50 milhões de pessoas.
Atualmente, a poluição do ar está tão alta que a China e India ultrapassam os gráficos. Sem uma máscara, você ficará doente.

Erosão do Solo Superficial

Nós estamos ficando sem solo arável (Fonte) e até 2055, nós não teremos mais nada.
Este é o aviso do autor de "Surviving the 21st Century", Julian Cribb para uma conferência internacional do solo em Queenstown, NZ em 15/12/16.
"10kg de Solo Arável, 800L de água, 1.3L de Diesel, 0.3g de Pesticidas e 3.5kg de CO2 - Isso é o necessário para entregar uma refeição, apenas para uma pessoa" - Cribb diz.
É necessário 2000 anos para se formar 5cm de solo arável e se você acha que isso não te afetará, espere até que comida se torne a commodity mais rara da Terra. Se você acha que já viu a barbaridade humana, espere até que estes mesmos humanos estejam famintos e desesperados por comida. Isso não significa milhões de pessoas famintas, sginificará bilhões de pessoas sem comida. Incluíndo você.

Escassez de Água Doce

A India tem 5 anos para solucionar a crise hídrica, a África do Sul tem a pior seca em 1000 anos, Zâmbia tem 2mi de pessoas à beira da inanição graças à seca.
De acordo com o report das Nações Unidas, em 10 anos, 4 bilhões de pessoas serão atingidas pela falta de água doce, das quais 2 bilhões estarão severamente em falta.

O evento "Blue Ocean"

Um evento Blue Ocean significa que grandes quantidades de luz solar não serão mais refletidas de volta ao espaço. Ao invés disso, o calor será absorvido pelo Ártico. Enquanto o Oceano Ártico possui gelo, a maior parte da luz solar é refletida e o "centro de frio" permanece perto do Pólo Norte.
Isso não apenas significa que o calor adicional terá que ser absorvido pelo Ártico, mas também que os padrões de vento irão mudar radicalmente, ainda mais do que já estão mudando hoje. O que causa com que outros 'pontos de virada' sejam atingidos antes do esperado. É por isso que o evento 'Blue Ocean' é muito importante e possivelmente será atingido abruptamente em 2022. (Fonte).

O feedback loop da camada de gelo

Quando falamos do crescimento do nível do mar, está se tornando cada vez mais difícil prever uma vez não estamos apenas aquecendo o ar, o calor está ficando preso nos oceanos também, o que significa que as camadas de gelo no círculo do ártico está derretendo por cima e por baixo - Ou seja, estão derretendo MUITO mais rápido do que estimamos até nas nossas estimativas mais radicais. (Vídeo).
Se você está preocupado com os refugiados da América Central/Latina ou África, você pode começar a pensar nas dezenas de milhões de pessoas que começarão a escapar continente a dentro das inundações.
Isso TRIPLICA as nossas estimativas anteriores.

Evento Wet Bulb

Mudança Climática causará ondas húmidas de calor, que matarão até pessoas saudáveis.

Ondas de calor extremas que matam pessoas saudávels em horas atingirão partes do subcontinente indiano a menos que as emissões globais de carbono sejam drasticamente cortadas rapidamente. Mesmo foras destes hotspots, 3/4 da população de 1.7bi - particularmente agricultores no Ganges e vales Hindus - serão expostos a um nível de humidade classificado como "Perigo Extremo" até o final do século.
A nova análise avalia que o impacto do clima na combinação mortal de calor e humidade, classificado como a temperatura "Wet Bulb" (WBT). Quando a humidade chega em 35ºC, o corpo humano não consegue mais se regular através do suor e até pessoas saudáveis sentadas na sombra, morrerão em até 6 horas. Já existem partes do mundo em que a humidade atinge 32ºC a 33ªC.

Acidificação do Oceano

Acidificação do Oceano tornará a mudança climática pior ainda

Os oceanos estão absorvendo uma grande parcela do CO2 emitido na atmosfera. Na realidade, oceanos são o maior absorvente de CO2 do mundo, muito maior do que as capacidades de absorção da floresta amazônica. Mas quanto mais CO2 os oceanos absorvem, mais ácidos eles ficam em uma escala relativa pois uma parte do carbono reage com a àgua para formar ácido carbônico.
Se a acidificação diminuir as emissões marinhas de enxofre, isso poderá causar um aumento na quantidade de luz solar atingindo a superfície da Terra, acelerando o aquecimento - o que é exatamente o que o estudo do Nature Climate Change prevê. Pesquisadores estimam que o pH do oceano irá diminuir em 0.4pH até o final desse século se as emissões de carbono não pararem, ou em 0.15pH CASO o aumento pare em 2ºC. (Fonte)
Já está acontecendo uma extinção em massa nos oceanos.

Porque prevenção do desmatamento é mais importante que replantá-las.

Há tanto CO2 na atmosfera que plantar novas árvore já não pode mais nos salvar.

Cientistas estimam que precisamos plantar 1 trilhão de árvores para mitigar o Aquecimento Global. SEM PERDER NENHUMA ÁRVORE já que uma árvore queimando libera todo o CO2 de volta.
A Amazônia está perdendo 3 campos de futebol por minuto graças à queimadas - Mapa Interativo. No momento, estamos perdendo 13-15mi de hectares de árvores por ano na América do Sul, África e Oeste Asiático que estão sendo convertidos para agricultura. (Fonte)
Então se assumirmos que plantemos 1mi de árvores a cada passo que você dê, então 20 passos serão 20mi de árvores, correto? 1 trilhão de árvores é o equivalente a 2.5x mais do que a distância em que você está até a Estação Espacial Internacional, isso sem contar toda a poluição liberada para plantar as sementes, toda a logística de preparo do solo arável e o descarte de lixo. Uma ação para resolver um problema, afeta diversos outros que também contribuem para o aquecimento.

Migrações

Se prepare para centenas de milhões de refugiados do clima - MIT.

Até 2050 haverão 1.5bi de migrantes. Sim, em 30 anos. O que aumenta drasticamente o potencial de conflitos e violência. Um estudo pelo Pentágono confirma que haverão guerras causadas por problemas relacionados a refugiados do clima.
Apenas um exemplo rápido, a Índia poderá bloquear o rio Indus, matando centenas de milhões de paquistaneses. (Fonte). Ambos países que possuem armas de destruição em massa. Nos próximos 30 anos haverá também um crescimento do fascismo e campos de concentração, o que já acontece nos EUA com mexicanos e na China com os Uighurs.

Os super-ricos

Os ricos sabem que é tarde de mais e que serão os únicos que sobreviverão. (Artigo). Eles já estão costruindo bunkers e comprando passaportes neozelandeses para se refugiarem quando der merda e é por isso que eles estão ficando exponencialmente mais ricos. Por exemplo, Canada, Noruega e Brasil irão 'floodar' o mundo com petróleo para obter lucro máximo (Artigo do NYT "Flood of Oil is Coming").
Se qualquer coisa acontecer, os super-ricos irão apenas comprar passaportes por $1M+ e fugir enquanto migrantes serão colocados em campos de concentração, os ricos estão planejando nos deixar para trás.

Porque o atual sistema econômico está quebrado

O sistema econômico está completamente quebrado e não só nos EUA comot ambém na Europa, Austrália, América do Sul e Ásia. Eu estive pesquisando este assunto por anos e fico 'embasbacado' quão ruim realmente está.
Os ultra-ricos possuem $32 trilhões, sem contar assets mobiliários, ouro, iates e cavalos de corrida, em contas offshore.
Visualização da diferença entre $50,000, $1mi e $1bi. A média de income nos EUA é de $32,000/ano. Supondo que cada degrau em uma escada representa $100,000, então metade da população americana ainda está no começo ou apenas no 1º degrau, são quase 200 milhões de pessoas que não conseguem nem subir um degrau nesse sistema. Os lares conjuntos de 80% estão no quinto degrau da escada enquanto um bilionário...um bilionário está 10.000 degraus acima da escada, o que é o equivalente à 5 prédios do tamanho do Empire State. Lá de cima, eles não conseguem distinguir a diferença dentre um milionário e um sem-teto nem se eles quisessem. E Jeff Bezos? Ele está na metade do caminho até a Estação Espacial, o equivalente a 24 Everests em cima do outro.
Se você tivesse um trabalho que pagasse $2.000/HORA e você trabalhasse 40 horas por semana, sem férias e de alguma forma economizasse todo esse dinheiro, você teria que trabalhar mais de 25.000 anos para chegar na mesma fortuna de Jeff Bezos.
Outras menções notáveis:

Por que ninguém fala do colapso?

Por que ninguém fala do colapso? Porque um mundo sem esperança é um mundo de caos, imagine 7 bilhões de pessoas percebendo que eles não tem 200, 100, 50 anos restantes mas sim apenas 20 ou 30.
Além disso, os ricos estão tentando promover éticas de trabalho em que você não tenha tempo para ler, assistir ou estudar sobre nada do que foi dito acima. Nós estamos ficando cada vez mais isolados um dos outros por causa de tecnologias como Facebook ou Tinder e pra completar, os políticos estão tentando desestabilizar o mundo que conhecemos, para criar confusão e conflito entre nós. Dividir e Conquistar. Por que você acha que a Rússia está por trás do Brexit, do movimento Black Lives Matter e do crescimento do fascismo na Europa?
A Rússia influenciou as eleições americanas, criando centenas de grupos de Facebook Pro-Trump, pagou também para rodar propagandas patrióticas "MAGA" no Facebook.
Por que você acha que há tantos protestos rolando ao redor do mundo ultimamente? Aqui estão os maiores protestos acontecendo agora.
LUTE!
Para mais: /collapse
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2020.01.11 19:42 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.
O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.
Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente serás responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.
Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:
Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.
Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.
Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!
No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.
Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.
O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.
O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.
Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.
Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:
  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.
Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)
  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.
Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.
  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.
  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.
Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.
Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:
Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?
(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)
Este exemplo introduz-nos à próxima lição.
Lição 3: Controlem o que conseguem controlar
Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!
Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:
  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.
Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.
No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.
Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.
Frequently Asked Questions
Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.
Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.
Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.
Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.
Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.
O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:
DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.
Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:
Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.
Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.
O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.
O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.
Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:
Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.
Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [email protected] com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.
Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.
Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to literaciafinanceira [link] [comments]


2019.12.28 05:51 altovaliriano GRRM deixou a peteca cair? [Parte 2]

Link: https://towerofthehand.com/blog/2014/01/12-did-grrm-drop-ball/index.html
Título original: Did George R. R. Martin drop the ball?

[Link para a Parte 1]
Stefan Sasse : Não tente me convencer da qualidade literária de nada comparando-a com O Senhor dos Anéis - acho os livros um tédio. Eles são, para mim, o principal exemplo de informação inútil e subtramas estúpidas destruindo as coisas interessantes. Mas aí eu estou fugindo do assunto.
Eu realmente não ligo para Essos também – a importância daquele lugar reside no fato de termos que saber de tudo aquilo antes que venha a se tornar importante. É importante para a missão de Dany e para delinear a conspiração Varys-Illyrio, eu penso.
Mas acho que se resume a uma questão de gosto. Você está definitivamente certo de que há partes do Festimdança que poderiam ser cortadas e ainda teríamos o mesmo enredo, mesmo que eu queira enfatizar que gosto delas e não gostaria de vê-las desaparecer. Para mim elas são importantes na construção do mundo. É gosto, eu acho.
Mas vamos avançar para o próximo ponto sobre o(s) livro(s). Argumentei desde o início que é importante visualizá-los como um único volume em vez de dois volumes separados, e é por isso que eu os chamo de Festimdança (quando não estou me referindo especificamente a um deles). Ambas as histórias são muito profundamente entrelaçadas, e somente quando lidas juntas – na ordem de leitura sugerida por Sean T. Collin, por exemplo – é que você poderá desbloquear o verdadeiro potencial delas, que reside principalmente nos temas governo, guerra e paz. Chamei a multidão de tramas entrelaçadas de "A Guerra no Norte", "A Paz no Norte", "A Guerra no Leste" e "A Paz no Leste" porque Jon e Dany tentam governar sob circunstâncias muito difíceis e diversas, e ambos fracassam. Até certo ponto, esse desenvolvimento é refletido pelas tentativas de Cersei de governar em Porto Real, que são um assunto incidental neste tópico.
Somente quando vistos em conjunto Festimdança se torna um livro muito bom (comparado à experiência bastante medíocre de que você e muitos outros se queixam). Fiquei decepcionado no começo. É por isso que definitivamente concordo com sua avaliação anterior de que foi definitivamente a errada a decisão de George de dividir o livro da maneira que ele fez.
Remy Verhoeve : Suponho que me valer de O Senhor dos Anéis foi uma péssima jogada. Nada como duzentas páginas expositivas sobre os hobbits antes de a história sequer começar... (ainda assim, uma vez que começa a rolar... não, foi um exemplo ruim). Suponho que há uma importância para Essos, já que Martin gasta tanto tempo construindo-o para nós. Mas quando não atrai o leitor (e aqui parecemos concordar que Essos não é muito interessante) por que devo me importar mais tarde durante a história sobre o que acontece ou não acontece em Essos?
Não li os livros na ordem sugerida, mas não me importaria de tentar. Só tenho medo – e falo sério – de reler aqueles capítulos horríveis de Tyrion e Daenerys (os capítulos de Jon são ligeiramente mais interessantes, em geral). Embora eu possa reler qualquer capítulo dos três primeiros livros com alegria, não suporto ler sobre Daenerys sentada ali conversando com todos aqueles personagens que não consigo distinguir.
Os livros também se tornaram mais repetitivos, e estou quase arrancando os olhos sempre que leio outro "Onde quer que as putas vão". Você está certo de que a história provavelmente precisava diminuir de intensidade para reconstruir o momento. Concordo com isso. Mas mesmo nos capítulos e momentos mais silenciosos dos três primeiros livros, Martin mantém o leitor envolvido e interessado.
Sim, existem temas abrangentes, e as semelhanças entre as histórias de Jon e Dany são agradáveis ​​e os vinculam aos pólos "gelo" e "fogo" da balança. Mas há muita encheção de linguiça. Muita encheção, mesmo para um entusiasta como eu. Veja os capítulos de Bran em Dança. Eles se movem rapidamente. E em três capítulos o arco de Bran para o livro está pronto e parece satisfatório. Parece uma continuação natural de sua história dos três primeiros livros. Daí olhe para o arco da história de Tyrion. Tudo o que ele faz é viajar e dar espaço para exposições.
Stefan Sasse : Eu não seria tão rápido em vincular isso à qualidade, por si só. Está diferente, tudo bem –ac não vou negar isso. Afinal, não adiantaria, pois está óbvio. É como reclamar que o quarto ato do drama clássico não oferece tanto quanto o terceiro. A história precisa se resumir para poder recuperar o ritmo novamente no quinto ato. No caso de "A Song of Ice and Fire", estamos falando de uma estrutura de três atos, é claro, mas isso não altera a questão.
Eu diria que Festimdança nos permite aprofundar questões que os três primeiros livros apenas tangenciaram, uma vez que estávamos muito envolvidos nas perspectivas dos agentes principais. O conflito foi intenso e relativamente curto, e precisava ser contado de diferentes perspectivas.
Porém, Festimdança permite que nos aprofundemos em outras questões. Um dos pontos mais importantes é o enredo de Brienne, que é o primeiro olhar verdadeiro para o mundo do “Time dos Plebeus” (fora aqueles capítulos de aventura de Arya). É impossível imaginar o monólogo de Septão Meribald sobre os Homens Quebrados (que também é exposição, lembre-se) nos três primeiros e mais compactos romances. Mas é fundamental entender o que esses livros verdadeiramente falam sobre. E o processo de paz que compõe grande parte da política da Festimdança (exceto, notadamente, na campanha de guerra de Stannis no Norte) é uma tarefa árdua, sim. E assim foi deliberadamente concebida para ser, acredito.
Adam Feldman, do Meereenese Blot, argumentou de forma convincente que o que Martin está propondo é um processo de paz altamente complexo, tedioso e opaco, precisamente porque manter a paz é complexo, tedioso e opaco. Existem muitas camadas em toda a história e em toda a tediosidade. Camadas que pedem para serem analisadas e afastadas. Feldman, por exemplo, defendeu que Daario Naharis e Hizdahr zo Loraq personificam as opções da guerra e paz para Dany. Os beijos de um são quentes e emocionantes, os do outro são tépidos. Mas, como insiste a Graça Verde, a paz é uma pérola sem preço. Infelizmente, não há como entrar nestes pontos sem literalmente demolir tudo. A menos que você espelhe isso na narrativa, que é o que Martin faz.
Obviamente, ele arriscou a ira do fandom por causa dessa mudança, especialmente porque a dedicada fanbase levou mais de dois anos para entender o cerne da questão. Entretanto, aqui o desapego de GRRM pela fanbase é útil. Ele não precisa titubear diante dos fãs, já ele não parece se importar. E assim ele pode basicamente escrever a história em seu próprio tempo, com o melhor resultado que ele acha que pode alcançar. Na maioria do tempo, isso se mostrou recompensador (embora, como observado, a divisão dos livros não pareça uma decisão sábia, olhando em retrospectiva).
Já espero que você discorde veementemente com relação o tratamento de Martin com sua fanbase, é claro, mas, por favor, também leve em consideração o que eu disse sobre a narrativa.
Remy Verhoeve : Está diferente. E eu diria que um fator é que, de fato, a qualidade não é tão boa quanto costumava ser. Não estou dizendo que menos qualidade é a única razão pela qual Dança não se tornou um dos favoritos. Se você olhar, digamos, A Fúria dos Reis e A Dança dos Dragões lado a lado, existem vários elementos que tornam o primeiro bom e o segundo não tão bom.
No lado técnico, eu argumentaria que há muito mais erros de digitação e erros editoriais em Dança. Às vezes, o livro parece uma compilação feita às pressas, o que tenho certeza de que foi. Desenhar sobre uma tela maior também reduz a qualidade da pintura. Onde os três primeiros livros parecem compactos, Festimdança incha conforme o número de capítulos de POVs aumenta. A tal ponto que temos tantos personagens novos que Martin começa a lutar para torná-los especiais.
Veja personagens antigos como Sansa, Arya ou Tyrion, por exemplo. Você pode definir rapidamente essas personas por um número de características distintas. Eles são completamente bem caracterizados. Nos primeiros capítulos, você pode começar a formar uma imagem dessas pessoas em sua mente. No caso dos novos POVs, eles começam a se misturar, não são mais tão únicos e – para mim, pelo menos – tornam-se menos interessantes porque estão "apenas lá".
Em alguns desses novos POVs eu enxergo certas qualidades redentoras porque elas estão em uma história interessante ou foram melhor desenhadas (Asha Greyjoy me vem à mente), mas outros são muito genéricos em comparação com os POVs 'originais'. Até Melisandre, que permaneceu um dos grandes e interessantes mistérios da série, é reduzida a um ponto de vista não muito interessante (foi um grande erro em dar a ela – e a Sor Barristan – pontos de vista, eu acho; estes são personagens épicos que só devemos ver de fora; outra falha em minha opinião).
Eu também argumentaria que foi péssimo jogar, de repente, Jovem Griff na história em um momento tão tardio – embora eu esteja ciente de que ele poderia ser um arenque vermelho [red herring]. No entanto, antes dessa 'reviravolta', eventos importantes na narrativa foram profusamente ofuscados. Jovem Griff parece surgir do nada, o que contribuiu para uma experiência, na verdade, chocante. O POV de Barristan também é muito genérico. Martin precisa equilibrar todo o conhecimento que um personagem como Selmy tem para não revelar muito. E o resultado é, bem, não muito especial.
Não estou reclamando de nada ser diferente, aí é você colocando palavras na minha boca. Estou argumentando que a qualidade da redação é reduzida. Não me importo das coisas serem 'diferentes' porque, se tudo é igual, também não é muito interessante. A história fornece personagens, enredos e localidades muito diferentes. E geralmente estou interessado na maior parte deles, seja um capítulo "quieto" ou cheio de ação e aventura.
A escrita está tão diferente que eu e outras pessoas de fato já cogitamos se algumas partes não foram escritas por ghost-writers. No momento em que não parece mais com As Crônicas de Gelo e Fogo, podemos perguntar se é porque está diferente ou se é porque não está tão bom como costumava ser (tecnicamente).
Na verdade, eu não me importo com as histórias reais apresentadas em Festimdança. Gosto dos conceitos apresentados, incluindo as viagens de Brienne, os problemas políticos de Dany, o desvio de Jaime para Correrrio etc. (o único enredo em que sinto que Martin saiu terrivelmente do curso foi o de Tyrion). É uma questão de como essas histórias são executadas que deixa algo a desejar. Os personagens parecem ter perdido suas características. O diálogo perdeu a nitidez. Tantas cenas pareciam escritas para chocar, em vez de aprofundar a história. Tantos erros gramaticais que escaparam ao processo de edição. A repentina mudança nos títulos de capítulos, em vez de manter a estrutura no lugar, para que a série possa parecer mais com um todo.
Quanto a ver o mundo da perspectiva do “Time Plebeu”, com certeza é bom, mas será que realmente precisamos de um arco inteiro para isso? Pessoalmente, senti que o Time Plebeu já estava bem representado nos capítulos de Arya – através de suas jornadas, vemos realmente como a guerra afetou a população.
Prefiro dizer que os capítulos de Brienne permitiram que Martin colocasse um elemento que ele realmente não havia destacado antes - o religioso. De repente, com Festim, sacerdotes, monges e crenças são jogados na mistura de uma maneira um tanto abrupta. Ela exemplifica como Martin, tardiamente, decidiu que não havia dedicado tempo suficiente à religião. Afinal, a religião era tão importante nos tempos medievais e ele também assim queria, e ficamos com um aumento repentino na exposição sobre religião em Westeros. Alguém poderia arguir que esse é outro ponto contra os livros mais recentes - parece que Martin quer cobrir todas os pontos. Em vez disso, ele poderia ter mantido o foco mais restrito. Ninguém disse que ele precisava incluir tudo o que tem a ver com a história medieval.
Eu tenho o mesmo sentimento na Dança quando, de repente, o rito da prima noctis é mencionado pela primeira vez em mais de 3000 páginas. Como se Martin tivesse assistido Coração Valente e percebesse que ele precisava adicionar esse ritual curioso (e talvez nem verdadeiro) a sua própria obra. Quando uma obra já se estabeleceu tanto ao longo dos três primeiros livros, ela parece 'amarrada' e não soa verdadeiro quando coisas novas aparecem nos livros quatro e cinco. Especialmente quando essas coisas novas parecem que deveriam ter sido introduzidas mais cedo, se elas eram assim tão importantes.
De qualquer forma, você pode argumentar que a história de Brienne é uma maneira de vermos a luta dos plebeus com as consequências da Guerra dos Cinco Reis, enquanto eu posso arguir que a história é usada mais para apresentar e integrar facções religiosas à história. E talvez estamos ambos certos ou ambos errados (ou um de nós está certo...). Mas tudo ainda se resume à apresentação técnica.
É interessante ler sobre Brienne viajando pelas terras fluviais em busca de Sansa, quando sabemos onde Sansa está (e ela definitivamente não está por perto)? Veja bem, eu não diria que isso é uma narrativa de alta qualidade. Se houvesse alguma esperança de que Brienne pudesse encontrar Sansa, talvez isso aumentasse o interesse pela história. Ou se Brienne tivesse alguém atrás de si que representasse um perigo real, poderíamos nos preocupar com ela e, assim, estar mais envolvidos com a história. Páginas do monólogo que parecem ter sido copiadas e coladas diretamente de alguma fonte medieval (há pelo menos algumas linhas que são literalmente tiradas de algum lugar, lembro-me de protestar quando a li) não nos envolvem da mesma maneira, eu acredito.
Não há tensão, é tudo um "vamos dar uma olhada no campo". Muitas das informações recolhidas nos capítulos de Brienne parecem mais pertencer a "O Mundo de Gelo e Fogo". Mais uma vez, gosto da jornada de Brienne, mas, como narrativa, ela trabalha contra si mesma; apenas um fanático por Westeros diria que isso é uma boa narrativa. Porque você estaria tão vidrado no cenário que qualquer representação dele se torna interessante. Nossa, eu estou divagando.
No final, o enredo de Brienne poderia ter sido condensado, com alguns capítulos a menos, ou então a enorme quantidade de exposições deveriam ter sido trabalhadas na narrativa de uma maneira mais sutil. Aliás, o único objetivo dessa história (fora a exposição) é que ela dá de cara com uma certa mulher no final, o que leva ao seu confronto trilateral com Sor Jaime e Senhora Coração de Pedra, possivelmente interessante.
Quanto à paz, ou processos de paz, só posso dizer isso: a paz é a ausência de conflito, e o conflito é o que impulsiona uma narrativa. Se o "trabalho árduo", como você diz, é intencional ou não, não importa. Se você admitir que seja árduo de ler, você está, em minha opinião, admitindo que o Festimdança (ou partes dele, pelo menos) simplesmente não são tão boas. Contudo, admito que, para alguns leitores, também pode haver partes 'arrastadas' nos três primeiros livros – eu sei que existem leitores que acham os capítulos de Bran menos interessantes, por exemplo – mas esses capítulos movem a história – o que eu não tenho certeza se todos os capítulos de Festim dança realmente fazem.
Eu não me importaria se Quentyn Martell não aparecesse em Dança até o momento em que ele se apresenta na corte de Daenerys. O que teríamos perdido? Os elefantes em miniatura no Volantis? Nós realmente precisamos de tantos capítulos de Tyrion no rio ou no mar? A história poderia funcionar sem Penny?
Para que você não me entenda muito literalmente, é claro que vejo conflito em Festimdança, no nível pessoal. Há um conflito dentro de Daenerys Targaryen (vários, na verdade); há um conflito dentro de Jon Snow (talvez o mais óbvio – sua história sempre foi sobre lealdade, lealdade, honra, dever). Mas a ação exterior diminuiu, isso é verdade. Quase nada com consequência acontece até o livro terminar. “Diferente”? Sim. Mas “melhor”? Os livros antigos misturavam ação interior e exterior com grande sucesso. Por que repentinamente só estamos olhando para o próprio umbigo (por tanto tempo)?
Eu acho que seria simples demais dizer que Martin está intencionalmente tornando sua história menos interessante. Isso é uma desculpa insatisfatória. Martin sabe escrever cenas arrasadoras, sejam lentas ou não. Ou você está dando muito crédito a ele ou eu estou dando muito pouco. Pois bem, suponha que Martin queira nos mostrar que a paz é chata. Então ele teria que usar outros truques para nos manter interessados pela história. Ele nos daria personagens secundários fáceis de distinguir. Em vez disso, temos uma série de personagens com nomes semelhantes. Ele deveria elaborar o desenvolvimento do personagem de modo que acompanharíamos uma trajetória interessante. Em vez disso, Daenerys é a mesma pessoa do primeiro ao penúltimo capítulo (apesar de que, com certeza, ela não é a personagem que vimos em A Tormenta de Espadas).
Vamos deixar a interação de Martin com seus leitores para outro dia, porque só de pensar nisso sai vapor dos meus ouvidos. Eu espero que eu tenha esclarecido meus argumentos e, se algo não estiver claro, diga-me e poderemos analisar melhor esta parte do debate.
Stefan Sasse : Eu ainda acho que muitas das críticas que você faz ao(s) livro(s) vêm de uma perspectiva distinta do que está por vir. Sim, eu e muitos outros intencionalmente acreditamos que isso faz parte do todo, o que permite não se aborrecer com histórias como a de Brienne, onde nada de grande monta acontece (exceto para os personagens envolvidos, é claro). Mas, como você diz a si mesmo, para muitas pessoas, ocorria (e ocorre) o mesmo com os livros antigos.
Acho difícil na maioria das vezes lembrar minhas primeiras impressões sobre o livro, porque elas acabaram misturadas irreconhecivelmente com minha compreensão posterior e com o conhecimento decorrente de releituras. Mas tenho certeza de duas coisas: fiquei aborrecido com os capítulos de Brienne na primeira e na segunda vez que li O Festim dos Corvos em 2005 e 2006. E também não gostei muito dos capítulos de Bran nos três primeiros livros, precisamente pelo fato de que nada parecia estar acontecendo. Veja, de verdade: você precisa ser um leitor excepcionalmente perspicaz para apreciar a história do Cavaleiro da Árvore que Ri em sua primeira leitura. Se você não entende do que se trata, simplesmente acharia uma leitura muito chata a longa lista de personagens mortos há muito tempo identificados apenas por seus brasões.
O mesmo vale para as provações de Brienne. Já sabíamos que ela não encontrará Sansa (exceto naquele momento em que pensa em ir ao Vale, mas isso é descartado rapidamente). Em vez disso, nos envolvemos em uma variedade de subtramas e na resolução de subtramas (o destino de Podrick Payne, Sor Shadrich e colegas, Gendry, a Irmandade e Senhora Coração de Pedra) e também passamos por uma subnarrativa realmente atraente (especialmente na parte de Lagoa da Donzela). Mas levei um tempo para me aquecer.
Da mesma forma, ao ler A Dança dos Dragões pela primeira vez, sinceramente desejei que os capítulos de Tyrion fossem mais rápidos. Eu não conseguia lembrar nem mesmo uma das malditas cidades em ruínas que eles passam no Rhoyne. Também não fiquei particularmente intrigado com Aegon, até porque nunca gostei da “teoria da conspiração” segundo a qual Varys traficou o garoto (a qual já estava circulando há um longo tempo, assim como a de que Tyrion seria um bastardo Targaryen). Mas em releituras posteriores, quando você já sabe o que vai acontecer (como Brienne não encontrar Sansa), você pode se envolver pelas coisas que realmente estão lá.
A propósito, é isso que eu queria dizer com o problema das expectativas. Esperávamos que várias coisas acontecessem em Festimdança, e muito disso não aconteceu (nenhum Outro na Muralha, nenhum encontro entre Tyrion e Dany e assim por diante). Entretanto, apesar de que Martin certamente poderia ter cortado muito do que está lá e "ido ao ponto" mais rapidamente, eu acho que isso tornaria estes livros uma leitura menos convincente (mesmo que ele adotasse sua abordagem, mantivesse as histórias intactas e apenas cortando fora a carne – ou gordura, conforme o ponto de vista).
Da mesma forma, simplesmente ainda não sabemos qual é o objetivo com os nomes de capítulos alterados. Martin enfatizou repetidamente que existe um sistema por trás, que ainda não podemos compreender apenas com base nos dois livros, mas que no final entenderemos. Então estou reservando o julgamento final sobre isso para mais tarde, quando os livros finais forem lançados.
A propósito, fiquei desapontado com o aparecimento do Ius Primae Noctis, porque é apenas um mito medieval criado por Coração Valente. Mas achei lógico que aparecesse só agora. É claro que os Boltons (que só agora vimos de perto) ainda o praticariam. E é claro que eles não contariam aos Starks (que têm sido nossa única janela no Norte até agora).
Na verdade, eu achei essa uma das coisas mais interessantes e envolventes sobre a história do norte em A Dança dos Dragões: o Norte "sombrio". Bran aprendendo que os Stark costumavam sacrificar as pessoas sob as árvores-coração; pendurarem entranhas nas árvores; os Bolton e suas práticas cruéis; os clãs das montanhas e Karstarks e o descarte dos velhos e doentes no inverno para preservar a comida para os saudáveis; e assim por diante. O que víamos até agora era o belo Norte, através das lentes rosas dos benignos senhores Stark. Por baixo, há um norte muito mais sombrio, que foi despertado pelo conflito Bolton-Stannis. E isso torna as coisas muito boas de ler.
Também poderíamos argumentar facilmente que as culturas orientais nos três primeiros livros eram praticamente figurante feitos de papelão (escravistas do mal com penteados ridículos) e só foram aprofundados em Festimdança. Claro que você pode dizer que simplesmente não se importa com eles, já que a história deveria estar em Westeros. Mas eu gosto do toque de realismo e credibilidade que isso traz à história. Torna o lugar mais real, ao invés de somente um ponto da trama a ser riscado da agenda.
Isso me leva à minha última questão com seus argumentos: a questão da luta. Sim, a paz por definição é a ausência de guerra, mas esta última tem sido por muito tempo a doença da fantasia, que se baseou em conflitos armados para contar histórias envolventes. O experimento que Martin fornece com Festimdança é realmente ousado: ele usa dois livros realmente volumosos para verdadeiramente nos mostrar o que vem depois. Martin certa vez fez uma observação (estou parafraseando) que, em O Senhor dos Anéis, nunca aprendemos como Aragorn governaria e qual seria, por exemplo, sua posição sobre rotação de culturas em três campos ou sobre tributação. Isso ocorre porque a fantasia tradicional se mantém convenientemente afastada das questões cabeludas.
Mas ele não se afastou. Quando Dany anunciou no final de A Tormenta de Espadas que ela iria ficar e governar, acho que ninguém acreditou de verdade. Até agora, sua jornada era marcada por contínuo sucesso, crescimento e progresso (sim, mesmo com a morte de Drogo). Mas em A Dança dos Dragões, testemunhamos de perto o quão difícil é vencer. Esse desenvolvimento foi refletido na história de Jon na Muralha, onde ele teve que lidar com os selvagens (que provaram ser a parte mais fácil) e com seus próprios homens (com quem ele constantemente falhou). E em Porto Real, Cersei consegue jogar fora, em questão de semanas, os sucessos que os Lannisters conquistaram em uma guerra realmente sangrenta.
Ganhar a paz é o objeto mais difícil de todos. É duro, difícil e confuso. Lutar uma guerra, por outro lado, é a parte mais fácil. É como o lado negro em Star Wars: fácil de sucumbir, já que é tão direto e emocionante (se você não é um membro do Time Plebeu, claro). Mas é o lado negro. A paz é muito mais difícil, o caminho não está posto para você, e você deve enfrentar seus demônios internos de uma maneira muito mais pronunciada, pois você não pode apenas canalizá-los para o inimigo da vez. Jaime Lannister aprende isso também – assim que ele não pôde acertar alguém com uma espada, ele passou a estar realmente perdido.
E veja como estão todos perdidos, e como gostariam de voltar à guerra: Cersei faz de tudo para criar um fronte em Porto Real: ou você está com ela ou com os Tyrells. Não há acordo, nada no meio. Essa é a atitude da guerra, não da paz. E conflito é tudo o que ela recebe de volta. Dany tem que escolher continuamente entre o caminho mais fácil, fornecido por Cabeça-Raspada e Daario, e a paz complicada e insatisfatória, fornecida pelo Senescal, Graça Verde e Hizdahr. E Jon aproveita todas as oportunidades para deixar Castelo Negro e liderar patrulhas, e por fim, desnecessariamente, dá suporte à campanha de Stannis pelo Trono de Ferro, provocando guerra com Forte do Pavor (e sua traição).
Tudo isso é uma narrativa muito forte, ainda mais forte do que nos três primeiros livros, onde os elementos dela já eram aparentes. Robb Stark conseguiu derrotar facilmente todos os oponentes na batalha, mas ele era totalmente incapaz de ganhar a paz, ou qualquer tipo de paz. Esse é o lado negro. Toda a corrente subjacente à saga já está configurada aqui, e Festimdança capitaliza isso. Mas apenas se você estiver disposto a ler o que está lá e não a fantasia “Lado Negro” que você esperava. Aqui não há George Lucas, que deixou Luke agir dos dois lados, atacando Darth Vader e ainda saindo limpo porque seu pai mudou de idéia. Isso não acontece aqui.
E acho que o trabalho de base da Festimdança se tornará realmente importante nos livros a seguir, quando Jon, Dany e Cersei, todos tendo aprendido as lições erradas do fracasso em manter a paz, tomarão realmente algumas decisões ruins e desdenharão da carnificina durante o ataque arrebatador dos Outros. E estou bastante convencido de que muitos olharão com mais carinho para Festimdança então.
Remy Verhoeve : Você faz alguns argumentos convincentes em referência à paz e essa é provavelmente uma maneira melhor de enxergar tudo caso deseje manter a fé de que não há nada errado com Dança. Eu gostei de ver o 'norte sombrio', embora isso também dê a Martin uma chance de se aprofundar ainda mais na depravação, o que não estou certo de que seja algo que faltava na série.
Agora, eu ainda mantenho que a maioria das coisas que tornam Dança não tão bom tem a ver com tecnicidades, como mencionado, e que o enredo em si não é ruim. Sim, você tem algumas observações interessantes e eu particularmente gosto de como todos pensam que o caminho mais fácil teria sido guerra, mas quando estou lendo um dos dois romances, não estou sob juramento. Eu não precisava que ninguém me dissesse exatamente o que procurar ou sentir ao ler A Guerra dos Tronos. Ele apenas me deu um chute na cara e disse "Preste atenção".
Com Dança, as pessoas são forçadas a entrar na Internet para encontrar explicações detalhadas sobre por que Martin talvez tenha decidido escrever isso ou aquilo, mais ou menos. Mas até chegarmos ao Os Ventos do Inverno, não podemos saber exatamente o que é construção de bases e o que é escrita desleixada. Se ele pretende resolver tudo o que apresenta, então teremos mais dez livros. O que novamente significa que você deve julgar Festim e Dança por seus próprios méritos. E eles estão em falta - para muitos. Gostaria de observar que gosto mais desses livros do que a maioria dos romances de fantasia, mas eles não são tão surpreendentes quanto os três livros originais.
Existem também algumas objeções pessoais aos romances, é claro, contra as quais você não pode fazer nada. Não acho a história de Cersei convincente, sendo a profecia de 'Maggy, a Rã' um enredo particularmente ruim. Esta não era o Cersei que eu pensava conhecer dos três primeiros livros, e não sou capaz de reajustar minha percepção da personagem. Isso é culpa minha, claro. Mas isso serve como outro exemplo de escrita ruim. Não apenas porque parece tão forçado no quarto livro (embora eu entenda que você possa defendê-lo tecnicamente porque não tivemos o ponto de vista de Cersei antes), mas também porque Martin, com Festimdança, começa a fazer todas essas conexões entre os personagens, ao ponto de tornar tudo um pouco bobo - especialmente em comparação com os três primeiros livros, onde ocorria praticamente o contrário.
Agora você tem personagens se encontrando regularmente (de preferência na mesma Estalagem na Encruzilhada), nomes de personagens vinculados de várias maneiras etc. Sim, ele precisa começar a amarrar os pontos, mas essa é uma maneira ruim de fazê-lo, em minha opinião. O mundo de Westeros, que era vasto, fica menor a cada capítulo. De qualquer forma, agora estou saindo pela tangente de novo.
Tendo dito tudo isso, sou totalmente em seu favor - a dificuldade de conquistar a paz é definitivamente um tema importante e grande. No entanto, não torna mais emocionante a leitura de Tyrion a bordo de uma embarcação por dez capítulos consecutivos. Não me enche de encanto ler uma página de cima a baixo com os pensamentos de Daenerys sobre Daario. E o ponto de vista sombrio de Jon Snow também não fica mais emocionante com nada acontecendo.
Stefan Sasse : Receio que isso nos deixe em um impasse, onde tudo se resume a uma questão de gosto. Pelo menos acho que podemos ter certeza de que você dará a Os Ventos do Inverno uma chance de trazê-lo de volta ao redil.
Remy Verhoeve : Suponho que não podemos conciliar nossas opiniões, mas é bom discutir isso com você de maneira civilizada e concordar em discordar. Estou pronto e disposto a aceitar Os Ventos do Inverno. Também decidi tentar abordar os dois livros usando a reorganização dos capítulos que você sugeriu. Concordo que o gosto é o fator divisor essencial aqui, mas você parece concordar comigo que, por exemplo, os capítulos de Tyrion Lannister em Dança não são tão bons. Isso me faz pensar por que você está defendendo o desenvolvimento de As Crônicas de Gelo e Fogo se também vê certas falhas. De qualquer forma, obrigado pela conversa :)
Stefan Sasse : Foi um prazer. E para usar o privilégio da última palavra, acho que os capítulos de Tyrion precisavam de mais tempo para que se estivesse aquecido para eles. Gosto do desenvolvimento e estou ansioso para ver mais. Apenas levei um pouco de tempo para ver a luz. ;)
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2019.12.28 05:46 altovaliriano GRRM deixou a peteca cair? [Parte 1]

Link: https://towerofthehand.com/blog/2014/01/12-did-grrm-drop-ball/index.html
Título original: Did George R. R. Martin drop the ball?

Desde a publicação de A Dança dos Dragões em 2011, tem havido uma grande discussão entre os fãs sobre se o último livro e seu antecessor imediato, O Festim dos Corvos (2005) fazem jus ao padrão inegavelmente alto dos três primeiros livros: A Guerra dos Tronos (1996), A Fúria dos Reis (1998) e A Tormenta de Espadas (2000). Falando sobre isso aqui estão Stefan Sasse (The Nerdstream Era) e Remy Verhoeve (Stormsongs).
Stefan Sasse: A Dança dos Dragões já foi publicado há algum tempo agora. Enquanto muitas pessoas ficaram decepcionadas inicialmente com a falta de dragões dançando, as reações diferiram mais tarde. Muitos encontraram razões para gostar do livro (e, por extensão, de O Festim dos Corvos), enquanto outros transformaram sua decepção em ressentimento. Você tem uma teoria de por que A Dança dos Dragões dividiu a comunidade de uma maneira que O Festim dos Corvos (que mostra estrutura semelhante) não dividiu?
Remy Verhoeve : Essa é uma boa pergunta e não tenho certeza se concordo com sua pressuposição de que O Festim dos Corvos não dividiu os leitores de Martin. Não conheço ninguém que, por diferentes motivos, não tenha ficado desapontado com Festim. E eu conheço muitas pessoas que leram estes livros (muitos deles sob minha recomendação, e sempre tenho que me desculpar quando chegam ao livro quatro).
No entanto, posso estar errado. Então, para o bem da pergunta, vamos ver por que A Dança dos Dragões é mais polarizante do que O Festim dos Corvos. Poderia ter algo a ver com as expectativas. As pessoas estavam esperando há doze anos (mais ou menos) para ver o que aconteceu com Tyrion Lannister, Jon Snow e Daenerys Targaryen, então houve alguma pressão sobre esses três arcos da história para serem satisfatórios. E para muitas pessoas, isso não aconteceu.
Há pouco ou nenhum movimento nos capítulos de Daenerys; Os capítulos de Jon podem ser considerados lentos, com pouco a acontecer até o final, e o personagem de Tyrion é radicalmente alterado – o que faz sentido depois do que ele passou em A Tormenta de Espadas – a ponto de as pessoas não gostarem tanto dele quanto antes.
Eu também acredito que muitos fãs consideraram Festim um remendo grosseiro e estavam confiantes de que o próximo livro compensaria isso. Mas quando, na opinião deles, isso não aconteceu, eles podem ter se tornado ainda mais críticos com o quinto livro. Pessoalmente, acho que a escrita em Dança está muito abaixo do nível de qualidade dos três primeiros livros, mas também é pior do que Festim.
Onde os primeiros livros parecem tão vitais e pulsantes, Dança parece uma obrigação, como se o entusiasmo do escritor pela história tivesse desaparecido. Eu estava lendo um capítulo do Fedor [Theon] outro dia e me surpreendeu o quão longo e cheio de descrições grande parte do diálogo se tornou, enquanto que os primeiros livros nos deram um diálogo curto e ágil que parecia real. Quando Roose Bolton explica a Fedor, por fim, o passado de sua família, parece mais uma lição do que algo que o Roose de A Tormenta de Espadas realmente diria; tanto a caracterização quanto o bom diálogo desaparecem neste exemplo em particular.
Em conclusão, minha teoria (se é que podemos chamar assim) é que existem vários fatores: as expectativas acumuladas que levam a um desapontamento, a qualidade da imersão na escrita e os três arcos principais que não estão sendo cumpridos. O enredo em si é bom, na minha opinião, ainda que prolongado, pesado e extenso, mas a apresentação é que está falhando.
Outro exemplo: em Dança, há um capítulo de Tyrion em que ele passa o tempo a bordo de uma coca, entediado. Em A Guerra dos Tronos , Catelyn Stark viajou pelo sul de Westeros entre capítulos – entendemos que ela passou um tempo viajando, mas não precisávamos ler sobre o tédio que a tomava enquanto ela (devagar e sempre) se movia em direção a Ponta Tempestade. O ritmo está estranho. Enquanto que os livros anteriores eram tão intricadamente tecidos, Dança perde todo o compasso e quase mata a história por inteiro.
Stefan Sasse : Embora seja verdade que o ritmo narrativo diminui no Festimdança (veja aqui por que o chamamos de "Festimdança"), acho que essa foi uma decisão muito mais consciente do que você imagina. A história se torna muito mais complexa nesses dois livros, e Martin lança muitas bases, cujos frutos ainda não vimos.
Das informações que obtemos no diálogo pesadamente expositivo destes livros, muitas e mais preenchem lacunas que nos permitem explorar e conectar os pontos de coisas que foram introduzidas em A Guerra dos Tronos. Além disso, os grandes desenvolvimentos da trama já estão mais ou menos esgotados. Westeros está exaurida pela guerra e, então, a poeira assenta. O ritmo naturalmente precisa diminuir. Se Martin tivesse forçado a barra, precisaria basicamente ignorar as premissas sobre as quais o mundo foi construído – especialmente o realismo. Você não pode continuar lutando o tempo todo, colocando tudo em jogo. Torna-se-ia bobo muito em breve, como provam inúmeras obras que cometem esse mesmo erro.
Então eu acho que, em si, o ritmo não deveria ser uma grande preocupação tão logo Os Ventos do Inverno seja lançado. Você pensa que, uma vez que tenhamos a obra completa em mãos, talvez você enxergue Festimdança com mais carinho? Pois não teremos mais que nos basear na expectativas irreais desenvolvidas sobre um livro que está sendo continuamente adiado?
Remy Verhoeve : A decisão [de fazer os livros do jeito que são] pode ser deliberada, mas não tenho certeza de que funcione. Quero deixar claro que, quando estamos falando de ritmo narrativo, não estou ansioso por ação, ou confrontos incrivelmente épicos, ou que põem tudo em jogo o tempo todo.
De fato, muitos dos meus momentos favoritos nos três primeiros livros não são necessariamente calcados em situações de altos riscos (embora quase todas as cenas ecoem as lutas maiores, principalmente porque os personagens envolvidos participam da luta maior). Veja, uma cena lindamente escrita como a que Ned Stark e Robert Baratheon estão nas criptas de Winterfell, ou a que Sansa está construindo um castelo na neve, ou a que Catelyn está contando a Ned a notícia da morte de Jon Arryn, são cenas "calmas", mas elas são bem escritas e não duram muito. Elas são atmosféricas e têm uma função narrativa.
Quanto à complexidade, a história sempre foi complexa, e uma das coisas que tornou os três primeiros livros tão excelentes foi como Martin, embora contando uma narrativa complexa, conseguiu manter tudo bem organizado. As histórias construídas umas sobre as outras e a logística da guerra foram tratadas de forma realista.
Eventos e consequências parecem fluir naturalmente dentro de uma narrativa natural(mente longa) de contendas e conflitos. Eu sinto que os livros se tornaram mais inchados do que complexos depois de A Tormenta de Espadas. Adicionar um personagem como, digamos, Quentyn Martell, não torna a história mais complexa, é apenas mais uma história empilhada por cima das outras, com pouca conexão com as demais histórias que estão sendo contadas (exceto pelo link com a trama de Doran Martell).
O mesmo vale para Jovem Griff e Griff. Eles parecem que foram enxertados, não são uma parte natural do fluxo. Com personagens como Jaime, Brienne e Theon não se tem essa impressão porque os personagens estão mais naturalmente ligados ao enredo.
Talvez seja difícil para mim aceitar personagens inteiramente novos a esta altura da história. Mas, sempre que penso nisso, vejo quão poucos personagens novos existem em relação aos antigos. Portanto, em vez de obter uma história mais complexa, em que novas adições iluminam o leitor ou ajudam a mover a trama, nós apenas recebemos personagens adicionais quando claramente existem mais personagens do que suficiente. Além do que, eles levam muitas páginas para cumprir seu propósito.
E isso não é ritmo narrativo, mas encheção de linguiça. "A vida a bordo do Selaesori Qhoran não era nada além de tediosa, Tyrion descobrira". Se é tediosa, eu diria que um autor deveria passa-la rapidamente. Em vez disso, ele decide explicar o quão tediosa é a jornada para Tyrion.
Talvez Martin esteja estabelecendo muitas bases. Ele é obrigado, claro. No entanto, ele fez o mesmo em A Guerra dos Tronos e isso não impediu que fosse uma ótima leitura. Os momentos expositivos foram mais esparsos e os momentos tediosos foram poucos. Talvez tenhamos algumas resoluções fantásticas para algumas das sementes que Martin plantou em Dança - mas essas resoluções estarão em romances futuros e, portanto, Dança permanecerá defeituosa. Não será uma leitura melhor por causa de algo que acontecerá mais adiante na história. Tem que ser, ao mesmo tempo, autônomo e parte de uma série.
É por isso que acho que não enxergarei Festimdança com carinho mais tarde. Não importa que tipo de escalada Tyrion (e nós, através de seus olhos desiguais) possa experimentar, continuará sendo um obstáculo ler sua jornada pelos mares em direção a Meereen. Nesse caso, acho que provavelmente pularei Dança ao invés de relê-lo.
Não tenho certeza se concordo com o termo “expectativas irreais”. Bem, entendo por que você sugere que eu poderia estar esperando demais já que tive que aguardar tanto tempo pelo próximo livro. Entretanto, na verdade, Dança simplesmente não é tão bom assim. Festim foi muito melhor na maioria dos aspectos e nem contou com os "Três Protagonistas". Há diversas coisas em Dança que o tornam menos interessante do que os livros anteriores.
Você admite que o diálogo é mais recheado de exposição, então existe um ponto em que podemos concordar. Há também a tendência perturbadora de aumento da perversidade, o foco pesado em Essos – que não é o que prometem as primeiras três mil páginas do livro (sempre foi sobre Westeros, até os capítulos de Dany) –, personagens que mudam de personalidade, as excessivamente longas listas de inventários, redação pouco clara, diversos erros de edição incomuns, desfechos irregulares, etc., etc. Ainda assim, não me importarei se você puder me convencer de que Dança é um bom livro, porque gostaria que fosse bom.
Concluindo, não me importo tanto com o ritmo, mas que o ritmo mais lento não é interessante. Além disso, não foi uma escolha muito sábia cortar o livro no ponto em que eles o fizeram. Ok, eu vou calar a boca agora.
Stefan Sasse : Eu tenho vários pontos a fazer sobre isso. Quero enfrentá-los um por um para manter a conversa focada. Portanto, mantenha as críticas em mente. Na verdade, espero convencê-lo de que o Festimdança é melhor do que você pensa.
Então, a primeira questão que quero abordar é a expositividade. Embora eu certamente concorde com você que o diálogo oferece muito mais exposição do que anteriormente, quero enfatizar que a história sempre foi rica em exposição. Apenas relemos os primeiros livros com mais frequência do que os últimos, o que tende a obscurecer um pouco as coisas.
Pense em A Guerra dos Tronos. Illyrio Mopatis e Jorah Mormont são essencialmente exposições em duas pernas da cultura Essosi e Dothraki, respectivamente. Temos uma chuva de informação [infodump] realmente grande na história de Daenerys, especialmente na primeira metade de seus capítulos, um fato que você também notou em sua décima releitura, salvo engano.
Ou pense no Torneio da Mão. Há tanta exposição acontecendo, com uma lista realmente tediosa de nomes, nomes e nomes. Somente com o conhecimento adquirido em romances posteriores toda essa exposição se torna outra coisa, e conseguimos sorrir, gemer e tremer de medo e excitação quando reconhecemos esses personagens e agora sabemos do destino deles. Infelizmente, ainda não sabemos o destino de muitos dos personagens de Festimdança. Até sabermos, a exposição é apenas isso: exposição. Mas acho que é altamente provável que, em algum livro posterior, a recompensa seja tão grande quanto a que temos ao reler Anguy ganhando a competição de arquearia.
Um excelente exemplo disso é todo o pano de fundo que temos sobre Volantis e as cidades de Rhoyne nos capítulos de Tyrion. A lei da Arma de Chekov afirma que você não introduz uma cidade onde 4/5 da população são escravos e tem um personagem principal com a reputação de libertar escravos sem que os escravos da cidade sejam libertados. Mas se não obtivéssemos essas informações, o evento (que eu espero ver em Os Ventos do Inverno ) cairia por terra, porque não teríamos conhecimento sobre o lugar. A essa altura, já sabemos muito sobre ele (a propósito, mais sobre qualquer outra Cidade Livre – exceto Bravos). Nada disso pode ser por acaso.
Ou pense no diálogo com Roose Bolton. Um comentarista do The Nerdstream Era, em nossa série "Supreme Court of Westeros", apresentou a brilhante noção de que Roose Bolton essencialmente usa Theon como um peão em seu jogo de poder com Ramsay. É bastante possível que a intenção de Roose seja enxotar Ramsay em favor de "Walder Rosa" – seu filho legítimo com Walda Frey. Mas é claro que ele não pode deixar Ramsay saber disso. Contar toda a história da família para Theon e repetidamente enfatizar que ele não tem intenção de prejudicar as perspectivas de Ramsay seria uma jogada inteligente. Contar a história é o que garante que Theon entenda tudo e se deixe levar pelo truque de "Roose confia essas informações a mim e é honesto".
Para resumir: no que concerne à exposição, tenho certeza de que, depois que lermos Os Ventos do Inverno e Um Sonho da Primavera e relermos Festimdança, certamente teremos o mesmo sorriso nos lábios que agora temos com relação à exposição nos três primeiros romances.
Remy Verhoeve: Essa é uma maneira interessante de enxergar as coisas. E eu posso entender nossa concordância até certo ponto. Há uma diferença gritante, Entretanto. E é simplesmente que há muito mais exposição - até demais - no Festimdança em comparação com os primeiros livros.
Seu exemplo de Anguy, o Arqueiro, é uma boa vitrine para isso. Ouvimos sobre Anguy vencer a competição de arco e flecha, e é só isso. Não há muito tempo de exposição nos dizendo quem é esse cara, de onde ele veio e assim por diante. Então, quando ele aparecer mais tarde, 75% dos leitores não se lembrarão dele, mas os 25% restantes poderão apreciar o personagem reaparecendo.
Em contraste, a exposição no Volantis é pesada e massiva. Não apenas através dos olhos de Tyrion, mas também de Quentyn. Há um capítulo de Quentyn que não é quase nada além de exposição. É mais um diário de viagem do que uma história, com Quentyn olhando para todas as coisas estranhas que passam nas ruas (perdoe-me se não era Volantis, mas outra cidade – contudo, o sentido continua o mesmo).
O exemplo mais óbvio de exposição exagerada deve ser o capítulo de Jon Snow no qual temos a maior lista de todos os tempos sobre o que a Patrulha da Noite guarda nas despensas. A balança está desequilibrada; exposição demais (também chamada de "construção do mundo" por muitos) mata a história (para mim, pelo menos).
Agora, o mais complicado é que eu sempre amei a construção de mundo de Martin e houve um tempo em que eu só queria mais e mais. Porém, um pequeno problema nisto tudo é que, principalmente em Dança, Martin concentra quase toda sua energia em uma exposição sobre Essos, o que para mim e para muitos outros leitores parece errado, pois a história foi ambientada, e era sobre, Westeros. Estamos tão avançados na narrativa que isso quase soa como um recomeço em um continente muito menos interessante. Obviamente, isso também está relacionado à longa espera por Daenerys chegar a Westeros.
Talvez seja por isso que sinto que Festim é mais interessante que Dança – em Festim, pelo menos, estamos em Westeros, o lugar que sempre importou, o lugar pelo qual tantos morreram. Duvido que Martin possa nos fazer se importar assim com Essos. Mas é claro que não posso saber o quão importante Essos será até que a história esteja completa.
Quanto ao diálogo de Roose com Theon/Fedor, não duvido que tenha uma razão para estar lá, mas ainda é tratado de maneira pesada e não parece o Roose frio, calculista e quieto que conhecemos antes. Um homem cujas ações falavam mais alto do que as palavras. Parece que ele está fora do personagem nessa sequência em particular. Mas, como você disse, talvez ele esteja jogando um jogo que eu simplesmente não compreendi.
Muito poderia ser cortado do Festimdança, sem grandes perdas, para se tivesse uma narrativa mais rápida. Ao ler o romance, há um limite de quanto precisamos saber sobre o cenário. É melhor deixar essas coisas para livros complementares e coisas semelhantes. Se Tolkien tivesse parado em todas as ruínas que a Irmandade encontrou para explicar exatamente o que ela havia sido...
Os primeiros livros de Gelo e Fogo não demoraram muito para chegar aos pontos importantes da trama. Com Festimdança, fica parecendo que Martin queria uma determinada estrutura, e isso implicava em preencher capítulos para espalhar esses pontos. Um bom exemplo disso é o capítulo solitário de Jaime em Dança, onde o único evento importante ocorre nas duas últimas frases. O restante do capítulo é preenchido até as bordas com exposição sobre pequenas casas nobres nas Terras Fluviais e arredores. Mais uma vez, é provável que a exposição exista para desenvolvimentos de enredos futuros, mas o texto em si não me envolve como leitor da mesma forma que fazia antes.

[Continua na parte 2]
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2019.09.14 18:24 buldinlink Criação de site em Santos: quanto custa?

Afinal, qual é o custo da criação de site em Santos? Essa é uma pergunta feita por muitas pessoas que desejam aproveitar as oportunidades geradas pela web, mas ainda não sabem como dar os primeiros passos.
Criar um site profissional pode abrir novos horizontes para o seu negócio. Conquistar um espaço ao sol na imensidão da internet é como descobrir um novo mar para navegar. Inteiramente novo e repleto de possibilidades interessantes, com novos mercados e também novos clientes a serem conquistados.
Você precisa aproveitar os meios digitais para se destacar de seus concorrentes, profissionalizar o seu negócio e fincar sua bandeira neste terreno ainda mal explorado chamado internet.
Neste post, vamos te explicar em detalhes a composição de preço de um site. Isso vai te ajudar a avaliar cuidadosamente as empresas de criação de site em Santos e decidir com toda segurança e tranquilidade.

Qual é a importância de ter um site?

Hoje em dia, não há uma pergunta que o Google não saiba responder. E, por consequência, as pessoas recorrem cada vez mais a esse mecanismo de busca quando precisam encontrar um produto ou um serviço. Você poderia buscar por exemplo: “Empresas de criação de site em Santos”. O que te faria escolher uma delas? Provavelmente você entraria nas primeiras opções disponíveis, já na primeira tela do Google. Aí então sem perceber, faria uma pré-seleção daquelas que possuem os melhores sites, já que inspiraram maior credibilidade. Uma associação muito comum, que todos nós fazemos: “melhor site” = “melhor empresa”.
Empresas de todos os segmentos devem investir em desenvolvimento de sites. Esse é um ótimo recurso na hora de gerar resultados, como fortalecimento de marca e lucro. Ter um bom site e divulga-lo corretamente realmente alavanca bons negócios.

Conheça as vantagens da criação de site:

Mais credibilidade

As maiores e melhores empresas têm sites profissionais. Portanto, quando um possível cliente procurar pela sua marca, já se sentirá mais confiante e tendencioso a fazer contato/comprar por conta do profissionalismo.

Sem fronteiras

Um site permite ultrapassar as barreiras geográficas. Ou seja, dependendo do serviço que você oferece, pode atingir pessoas do outro lado do país ou até do mundo.

A qualquer hora

Com a criação de um site, sua empresa não estará funcionando somente em horário comercial. A qualquer momento, possíveis clientes poderão se informar sobre seus serviços e produtos.

Possibilidade de fidelizar e educar seus clientes

Você pode aliar ao seu site um blog e trabalhar em cima dele o Marketing de Conteúdo. Ao oferecer textos e outros materiais educativos, você não só estará criando engajamento, como também estará se aproximando do seu público-alvo. Ao esclarecer dúvidas e mostrar domínio sobre determinado tema, vai fazer com que confiem em você e assim contratem seus serviços e/ou comprem seus produtos.

Prospecção de novos clientes

Um bom site ajuda na geração de leads (contatos com potencial para ser cliente). Então, supondo que você produza, por exemplo, um ebook com um tema atraente e um pré-requisito para baixa-lo seja o cadastro do e-mail, você poderá enviar mais informações sobre serviços ou outros materiais que tenha produzido.

O que configura um bom site?

√ Site com design moderno, limpo e organizado.
√ Site projetado para alcançar os objetivos da empresa.
√ Site rápido – o carregamento não deve ultrapassar 3 segundos.
√Site responsivo – o site é adaptado a smartphones, notebooks, desktops, tablets, etc.
√ Site otimizado ( SEO ) – o site deve ser preparado com as melhores técnicas de SEO OnPage para alcançar bom posicionamento nos buscadores. Um site otimizado permite melhor ranqueamento no Google.
√ Site com fácil navegação – caso o usuário tenha dificuldade de encontrar o que procura, em pouco tempo ele sairá do seu site
√ Site com informações claras e objetivas e com conteúdos relevantes para o usuário.
√ Site com forte apelo comercial – objetivando geração de leads, conversões e resultados reais.
√ Site com boa tecnologia – banco de dados e linguagem de programação moderna, com fácil manutenção.
√ Site seguro – evitando qualquer preocupação de ataques e violação de informações.
√ Site útil – o visitante precisa encontrar o que deseja de modo simples e prático.

Tipos de site e quanto custam

Vamos te apresentar agora alguns dos tipos de site disponíveis e falar sobre os custos de cada um deles.
Vale lembrar que são apenas estimativas, baseadas em valores médios praticados pelas empresas de criação de site em Santos. Isso pode variar bastante de acordo com as especificações do seu projeto e também das empresas consultadas.

Criação de Site em Santos: Institucional

O site institucional é o modelo mais comum para pequenas e médias empresas. Tem de 5 a 15 páginas. Em geral, constam os serviços ou produtos da empresa, apresentação da empresa e formulário de contato.
Caso o site seja estático, ou seja, não tenha área para gerenciamento das informações, os valores variam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
Caso o site institucional seja dinâmico, ou seja, caso possua painel administrativo para gerenciamento de conteúdo, os valores são maiores, variando de R$ 5 mil a R$ 9 mil. É recomendado caso a empresa queira manter o site sempre atualizado, seja com artigos, novidades, mudança de portfólio de serviços, etc. Normalmente estes sites são vistos como mais relevantes para o Google, que prioriza no ranqueamento empresas que mantém informações mais atuais.

Criação de site em Santos: E-commerce e Lojas Virtuais

Os sites voltados para venda de produtos online possuem sistema de gerenciamento integrado e soluções de pagamento, além de estrutura logística, controle de estoque e relatórios de vendas. Esse tipo de site, geralmente, custa entre R$ 4 mil e R$ 7 mil. Dependendo do porte da loja virtual e do nível de customização, pode chegar a R$ 50 mil.

Criação de site em Santos: Landing Page ou HotSites

É um projeto de página única com forte apelo comercial e sem gerenciamento. Tem o objetivo de promoção de eventos, serviços ou produtos por determinado tempo. Geralmente, serve para coletar as informações e gerar leads (clientes em potencial). Custam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil.

Desenvolvimento de sites One Page ou Single Page

São os sites de uma página, com estrutura de menu em rolagem. É uma estratégia usada para oferecer conteúdo completo e objetivo, com menor tempo de carregamento. É recomendado para empresas que possuem uma quantidade reduzida de produtos ou serviços ou que precise somente ter um folder online.
Custam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

Entenda os custos adicionais que você terá com a criação de site em Santos

Além do custo com a empresa de criação de site em Santos, que vai produzir o layout e desenvolver o sistema, você também precisará arcar com os seguintes custos:

Custo de domínio de site

O domínio é o nome do seu site presente na barra de navegação (URL). Ex: www.suaempresa.com.br
O valor do domínio de um site varia de R$ 24,00 a R$ 40,00 / ano. O Registro.br , que é a entidade responsável pelos registros dos domínios nacionais ( .BR ) tem custo de R$ 40,00 por ano. Já o GoDaddy, muito utilizado para registros de domínios internacionais ( .com ), tem custo de aprox. R$ 24,00 / ano.

Custo de Hospedagem de site

A hospedagem é um “espaço alugado” dentro de um servidor web, onde ficam armazenados os arquivos do seu site disponíveis para consulta.
Os valores dos planos mais básicos costumam variar entre R$ 20,00 e R$ 60,00 por mês. As empresas mais conhecidas que oferecem hospedagem são Locaweb, Hostgator, KingHost, DreamHost, UOL, entre outros.
Você precisa contratar um plano de hospedagem que atenda as necessidades do site (tipo de desenvolvimento e linguagem de programação), capacidade de armazenamento, que tenha o número de contas de e-mails necessárias, que tenha boa performance de navegação sem lentidão e sem instabilidade.
Fique tranquilo, pois você não precisa se tornar um expert. A empresa de criação de sites que você vai contratar pode te ajudar com a escolha do plano de hospedagem adequado. A orientação será importante para que atenda todas as suas necessidades e com bom custo-benefício.

Manutenção de site

O serviço de manutenção de site não é obrigatório, mas muito recomendado. Engloba ajustes e alteração no conteúdo estático, monitorar permanentemente o tamanho do site, checar e revisar a parte tecnológica, ajustes pontuais no layout, backup do banco de dados, proteção do site contra invasões, auxílio para criação de e-mails, monitorar os acessos do seu site, entre outros.
O valor da manutenção de um site responsivo depende do tipo e da quantidade de horas/mês que você gostaria que fossem gastas com o projeto. Em geral, há planos a partir de R$ 130 / mês.

Certificado de segurança SSL

O certificado de segurança SSL (Secure Socket Layer) é usado para proteger os dados pessoais e sigilosos dos visitantes de um site por meio de criptografia.
Você já deve ter notado que no campo de busca (cabeçalho) aparece se o domínio é seguro ou não. Caso o cadeado tenha aparecido fechado, você tem a segurança de dados protegidos durante a navegação.
O Google não informa explicitamente sobre a importância do certificado de segurança SSL para posicionamento. Porém especialistas afirmam que o recurso influi no tráfego de usuários de um site. Atualmente, muitos usuários já deixam de navegar, quando percebem não estar em ambiente seguro.
A licença de SSL custa aproximadamente R$ 12/mês*.
\Valor Locaweb 2019*

Criação de site em Santos: contratar uma empresa ou um freelancer?

Se você está pesquisando empresas para criação de site em Santos e no meio do caminho alguém indicou um conhecido freelancer, tenha cautela. Os freelancers normalmente cobram mais barato pela criação de site do que uma agência. Porém, para que um site seja um sucesso, é necessário estudo que só uma equipe especializada é capaz de fazer. Como um freelancer trabalha de modo individual, dificilmente dará a atenção devida e terá a mesma entrega que uma agência.
Uma equipe de tecnologia completa para criação de um único site pode envolver um conjunto de profissionais com competências bem distintas:
São ao menos 5 profissionais, cada um com sua habilidade e especialista em uma determinada atividade, concorrendo com um único profissional freelancer, que certamente tem algumas deficiências e não conseguirá atender aos objetivos da empresa contratante. O barato pode sair bem caro ao ter que refazer um novo site.
Além disso, lembrem-se que muitas vezes o freelancer não é um freelancer por opção, muitas vezes ele é apenas um profissional desempregado. Quando o freelancer consegue encontrar um emprego ele simplesmente se desliga dos seus projetos avulsos, muitas vezes sem nem mesmo concluir o trabalho para o qual foi contratado. Não há nenhuma garantia de qualidade, de continuidade e de entrega.

O que fazer depois da criação de site? Redes sociais, Google Adwords e Marketing de Conteúdo!

Depois que seu site estiver pronto, é importante divulgá-lo de alguma forma. A forma mais comum é através das redes sociais. Convide clientes e conhecidos a conhecerem novos sites. Isso poderá render algumas novas vendas.
Outra forma muito utilizada para iniciar a divulgação de um site assim que ele for lançado é realizar anúncios através do Google AdWords. Esta plataforma de anúncios do Google funciona basicamente como um leilão on-line de termos de busca, com valor isolado para cada um. Isso favorece o destaque do seu site através dos links patrocinados.
Mas, se você quer um crescimento efetivo e contínuo, precisa investir em Marketing de Conteúdo, uma técnica dentro de SEO (Search Engine Optimization). Além de melhorar a reputação de seu negócio, pois você se portará como especialista em um assunto, as chances de aparecer entre as melhores posições no Google serão grandes. Para isso, você pode contar com a ajude de uma equipe multidisciplinar, treinada para elaborar conteúdos relevantes e otimizados (SEO).
A equipe também poderá ficar de olho nas métricas do Google Analytics. A ferramenta exibe o tráfego em tempo real, dá acesso a outras informações importantes que ajudam a entender o comportamento dos visitantes. Os resultados serão cada vez mais positivos. Lembre-se: quanto maior for a qualidade do site e o conteúdo, maior será o retorno.

Conheça a melhor empresa de criação de site em Santos

A KBR TEC possui expertise em criação de sites de todos os tipos e portes, criação de conteúdo SEO (otimizado), gestão de campanhas Google AdWords, desenvolvimento de sistemas e Aplicativos para celulare. Desde 2000, ano de fundação da empresa, já foram criados mais de 1.200 projetos, para grandes clientes do setor público e privado. A empresa possui diversos produtos para necessidades e bolsos diferentes, se adequando a necessidade do cliente, seja ele pequeno ou uma grande empresa.
Veja como os clientes da KBR TEC avaliam a empresa através do Google e confira e reputação.
Entre em contato agora e saiba mais.
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2019.09.07 21:38 ViniciusMonfre No Happy Hour

Hoje, uma aulinha de Linux servida como uma prosa descontraída, depois de um dia de trabalho, redigida pelo nosso amigo Vinicius Monfre, originalmente postada no Blog do CodeWalkers
Confira a postagem aqui.

Leiamos :)
- Cara, você vive me falando sobre Linux e software livre. Pode me explicar direito como isso tudo funciona?
- Claro amigo. De onde eu começo?
- Do início.
- Beleza. Quando Linus Torvalds criou o LINUX, ele não tinha ideia do quão grande seu projeto se tornaria dentro do vasto universo que é a computação e a Tecnologia da Informação. Graças a ele, hoje o Linux está presente em bilhões de dispositivos eletrônicos.Dentre eles servidores, desktops, smartphones, embarcados, satélites, vários dispositivos portáteis como relógios inteligentes e até mesmo em televisores.
- Mas o que é o Linux?
- Muitos pensam que o Linux é apenas um sistema operacional. Esse pensamento não está errado, porém não está totalmente certo. Antes de me xingar mentalmente, deixe eu te explicar. O Linux é uma parte do sistema operacional. Para ser mais exato, ele é um kernel de código aberto, que vem sendo desenvolvido ao longo dos anos graças à colaboração de programadores ao redor da terra.
- Beleza, mas o que é um kernel?
- Kernel é o núcleo de um sistema, e é imprescindível para que este funcione corretamente. O kernel faz a ponte entre o hardware da sua máquina e os programas que você executa nela. Ou seja, o kernel, juntamente com os softwares que te deixam usar sua máquina (drivers por exemplo), formam no sistema operacional própriamente dito.
Um exemplo prático: imagine o kernel como se fosse o quadro de uma bicicleta. Dependendo da forma como você for usar, você pode construir uma bicicleta de carga, uma de corrida ou uma bicicleta comum, com ou sem marchas. O kernel não deve ser manipulado diretamente pelo usuário. Não é tão simples assim. O kernel é um software de alta complexidade que deve constituir o sistema, trabalhando “por baixo dos panos”. Desta forma, para um usuário leigo não há necessidade de saber que o kernel está ali.
- Tô entendendo, Então o Linux é um kernel?
- Isso mesmo! Quando você procura um programa na internet, por exemplo o Chrome,você pode perceber que existem versões diferentes desse programa para cada sistema com seus respectivos links. Um vai te redirecionar para o instalador do Windows, outro para o do Mac, outro para o do Linux e por aí vai. Nesse caso o termo Linux está certo. Mas achar que o Linux é um sistema operacional completo, com interface, programas e etc., é meio errado.
- Que interessante. Mas vem cá: como isso começou?
- Meio que por acidente. Em 1991, Linus Torvalds estava estudando Ciência Da Computação e criou o Linux como um fork, uma variação de um sistema conhecido na época, o Minix, que por sua vez era baseado em Unix. Minix, assim como o Linux é um kernel gratuito e de código aberto para que estudandes pudessem e possam estudar seu código para se aprimorarem ou criar projetos baseados nele. Foi nesse ponto que Linus Torvalds resolveu aparecer.
- Poxa cara, que legal. Mas quem é esse tal de Unix mesmo?
- Que bom que perguntou! O Unix nasceu em 1969 no Bell Labs. Mas só na década de 70 que o Unix se tornou visível na área acadêmica e graças a isso ele evoluiu muito. Porém surgiram variações, outros sistemas baseados nele. Seu desenvolvimento se iniciou por volta dos anos 60 e veio acompanhado de uma equipe de programadores que causaria inveja em qualquer empresa na época. Dentre eles Dennis Ritchie e Ken Thompson.
Seu nome inicial seria Multics, um projeto muito ambicioso, mas que estava à frente do seu tempo. Tinha como principal empecilho a falta de poder computacional. Desta forma Thompson optou por colocar os “pés no chão” e criar algo mais realista. Seu novo projeto se chamou Unics, depois seu nome foi mudado para Unix e assim continua até os dias atuais.
Apesar de haver outros programadores envolvidos com a criação do Unix, Ken Thompson e Dennis Ritchie são os nomes mais lembrados porque ambos, em 1973, praticamente reescreveram o Unix a partir da linguagem C, linguagem essa criada pelo próprio Dennis. Graças a seus inúmeros recursos, sua linguagem passou a ser usada em muitos projetos variando a complexidade, e até mesmo em outros sistemas operacionais, o que deu a Ritchie reconhecimento mundial como um dos maiores nomes da tecnologia. (Infelizmente Ritchie faleceu em outubro de 2011).
O Unix foi amplamente aceito não apenas nas faculdades, mas também em ambientes corporativos, o que fez que surgissem várias variações do sistema, como por exemplo BSD, Solaris, Minix e o Linux. O que não significa que sejam todos iguais ao Unix, mas são bem parecidos.
- Que história incrível! Conta mais sobre como o Linux começou!
- Você que manda. Linus Torvalds com quase 20 anos de idade entrou para a universidade de Helsinki, na Finlândia, em 1988. Uns 2 anos depois, com o conhecimento que estava adquirindo com a linguagem C, Linus optou por criar uma implementação de um terminal em seu computador novinho, um 80386, para acessar o servidor Unix de sua faculdade porque ele não havia ficado satisfeito com os recursos disponíveis no Minix para essa função. A ideia de Linus era fazer o projeto apenas para seu computador 80386. Sendo baseado no Minix, o desenvolvimento foi tão rápido que em pouco tempo Linus já tinha um kernel em mãos.
Em 1991 Linus optou por divulgar seu projeto para o mundo. Para isso, fez uso da Usenet (pensa nela como a internet do tempo das cavernas) e escreveu algo como:
“Olá pra quem usa o Minix. Estou fazendo um sistema operacional no meu tempo livre. Não será tão grande como o GNU, mas funciona em computadores AT 386 e talvez 486. Estou trabalhando nele tem um tempo e está começando a ficar legal. Eu gostaria muito que me enviassem opiniões sobre o que gostam ou não no Minix, já que meu sistema tem o mesmo Layout de arquivos do Minix e outras semelhanças. Também já portei o BASH 1.08 e o GCC 1.40, parece que está tudo funcionando. Em alguns meses creio que vou ter algo sólido e gostaria de saber quais recursos as pessoas gostariam que o sistema tivesse. Toda sugestão é bem vinda. Só não posso prometer que vou conseguir implementar todas.P.S.: Meu sistema é livre dos códigos do Minix e vem com sistema de arquivos com multitarefa. Ele não é portável e provavelmente nunca suportará nada além de discos rígidos AT, porque é só isso que eu tenho”
- Cara, ele não tinha nem ideia do que o sistema ia se tornar!
- Sim. Ele não esperava que seu projeto iria ficar tão grande. Mas nem por isso o Linux se livrou dos problemas. Os maiores obstáculos vinham na forma de críticas feitas pelo professor Andrew S. Tanenbaum (criador do Minix) que dizia que o Linux era defasado por ser monolítico. Andrew não estava nem um pouco contente com o fato de que o Linux foi feito para rodar com o processador 80386 porque o hardware era muito caro e provalvelmente sua arquitetura seria trocada no futuro (o que não ocorreu).
Apesar das críticas Linus continuou trabalhando em seu sistema com a ajuda de mais pessoas a cada dia. Conforme o tempo ia passando e iam surgindo necessidades por parte dos desenvolvedores envolvidos no projeto, o Linux foi portado para outros dispositivos, o que ajudou no seu crescimento.
- É… a necessidade é mesmo a mãe de todas as invenções. Já sei! Linus deu o seu nome para o Linux!
- Não foi bem assim. O sistema ficou sem nome por um tempo, então Linus o nomeou de Freax, que é uma uma fusão de free (livre) e freak (assustador) e o x no final pra acrescentar um toque único. Entendeu a referência? Porém o programador e amigo de Torvalds, Ari Lemmke, não gostou do nome Freax e criou em seu servidor FTP uma pasta chamada Linux (acho que é exatamente isso que você está pensando, uma fusão de Linus com Unix), onde ele hospedou o sistema e disponibilizou para download. O nome Linux pegou e vem sendo usado desde então.
- Olha, esse projeto vem sendo envolvido em cada coincidência engraçada! E sobre os programas que vem junto com o Linux?
- Ah, esse é o GNU. A maioria dos sistemas Linux hoje em dia vem acompanhados dele. São chamados de GNU/Linux. GNU é uma sigla recursiva que significa Gnu is Not Unix (em português, GNU não é Unix**). O projeto começou em 84 sob o comando de Richard Stallman, que queria fazer um sistema que fosse compatível com o Unix, mas sem usar o código dele. Com o passar do tempo o projeto cresceu e ganhou muitos recursos, mas ainda faltava um kernel. Stallman e sua equipe estavam trabalhando em um kernel chamado Hurd, mas não rolou de fazerem ele e adivinha quem coube como uma luva no projeto? Isso mesmo! O Linux.**
- Então o Linux que o pessoal conhece e usa vem com o GNU?
- Mais ou menos isso. Linux funciona muito bem com GNU e a maioria dos sistemas Linux vem com programas GNU acompanhando seu kernel. Por esse motivo tem uma galera que defende que o nome GNU/Linux seja empregado no sistema operacional e Linux só no kernel.
- Entendi. Queria conversar mais, mas já é tarde. Se eu demorar muito, vou chegar atrasado em casa!.
- Nossa! Nem vi a hora passando! Me empolguei um pouco contando pra você sobre o Linux. Mas fica tranquilo. Se quiser saber de onde eu tirei tudo isso que te expliquei agora e ainda ter uma explicação legal sobre o que são as distribuições Linux, saber mais sobre as versões do kernel, sobre a licença do Linux e mais um pouco, visita a página do InfoWester nesse link.
Para ficar atento no mundo da tecnologia e aprender com uma galera que tem a mesma paixão por tecnologia que você, acesse o site do CodeWalkers nesse link aqui e depois entre no grupo de Telegram deles. Agora pode ir, cara. Bom descanso. A gente se vê no próximo Happy Hour.
- Valeu amigo. Até mais!
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2019.08.20 01:17 paralegalweb Abrir empresa EIRELI

Abrir uma empresa EIRELI

Vamos aprender como abrir uma empresa EIRELI. Devido ao Art. 980A do Código Civil — Lei 10406/02 de 10 de Janeiro de 2002 “A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.”
Com base nesse paragrafo podemos constar que abrir uma empresa EIRELI é necessário, entretanto, ter alguns cuidados. Conforme foi descrito no artigo, somente um indivíduo pode abrir uma empresa EIRELI.
Uma Empresa Individual de Responsabilidade Limita, ou como chamamos, EIRELI, é um tipo empresarial que é estabelecido por apenas um sócio. Dessa forma, é proibido qualquer tipo de sociedade quando se pensa em abrir uma empresa EIRELI.

Abrir uma empresa EIRELI — Capital Social

Conforme foi explicado no código civil, é preciso a declaração do capital social de no mínimo 100 salários mínimos. Esse valor pode ser representado com uma quantia em dinheiro, ou em bens de espécie.
Atualmente tipo de empresa EIRELI é mais novo, por isso ainda existem algumas dúvidas referente a construção do contrato e do capital social.
Pensando nisso a ParaLegalWeb desenvolveu esse artigo para explicar melhor sobre abrir empresa EIRELI e como você vai conseguir definir um capital social de maneira certa. Assim, dessa forma, sem passar por nenhum problema depois com o governo.
Como vimos antes, o capital social precisa representar a quantia de 100 vezes o valor do salário mínimo.
No momento da construção desse artigo, o valor do salário mínimo no Brasil é de R$ 954,00. Sendo assim, o valor total do capital social deve ser de R$95.400,00.
Esse limite mínimo se dá pelo fato de que uma empresa EIRELI é uma empresa limitada, que em tese, no caso de falência, a responsabilidade do proprietário é limitada ao montante do capital social integralizado.
No momento de abrir uma empresa EIRELI, o valor referente ao capital social deve ser integralizado no registro e realizado pela Junta Comercial do seu estado. Dessa forma, o valor do capital social não pode ser parcelado, visto que o valor deve ser integralizado totalmente.
Isso ocorre diferentemente de uma empresa de sociedade limitada, em que o valor do capital social pode ser divido e integralizado parceladamente.
Uma forma de definir esse valor, visto que o futuro empresário não tenha essa quantia no momento do registro, é de descrever seus bens no ato constitutivo da empresa, registrado pela junta comercial.

Comprovação do capital social

Após o tramite de registro da empresa EIRELI, em um período de até 30 dias a aprovação do processo, será necessário realizar o depósito bancário do capital social integralizado.
Esse depósito deverá ser feito em uma conta aberta no nome da empresa e não poderá ser retirado em seguida. Isso acontece, pois servirá como uma espécie de garantia para futuros empregados, ou fornecedores, que forem trabalhar come essa empresa.
Caso o empresário não tenha o valor total em dinheiro, poderá utilizar da integralização de bens. Para isso, é necessário criar uma lista com descrição, data de aquisição, tipo, modelo e valor de mercado de bem descrito no capital social.
Para ter valor legal, esse documento necessita do registro juntamente com o ato constitutivo.
É muito importante se atentar a esse detalhe, pois a não confirmação do capital social acarretará em crime de falsificação de documentos e ficam sujeitos a pena de multa, ou até mesmo reclusão.
Por esse motivo é muito importante que você tenha total conhecimento sobre como abrir uma empresa EIRELI e suas particularidades.

Requisitos e impedimentos para abrir uma empresa EIRELI

Para abrir uma empresa EIRELI é necessário estar de acordo com alguns requisitos. Para abrir uma empresa EIRELI não exige muitos requisitos, o principal fator é ser maior de idade.

Capacidade para ser titular de uma empresa EIRELI

É exigido que, para abrir uma empresa EIRELI o proprietário seja maior de 18 anos, podendo ser brasileiro ou estrangeiro.
Para menores de 16 anos, é necessário a emancipação, podendo essa ser comprovado por meio de:

Impedimentos para abrir uma empresa EIRELI

Pessoas jurídicas estão impedidas de abrir uma empresa EIRELI, visto que, uma empresa EIRELI é uma empresa individual, de uma pessoa individual.
Assim também conta como impedimento para abrir uma empresa EIRELI pessoas impedidas por norma constitucional ou por lei especial.
É importante também considerar algumas situações em que uma pessoa não pode ser administradora de uma empresa EIRELI.

Impedimentos para administrador EIRELI

Existem vários impedimentos para uma pessoa ser administrar EIREILI, listamos alguns importantes. Não pode ser administrador de EIRELI uma pessoa:

Características de uma empresa EIRELI

É importante você conhecer todas as características dessa modalidade antes de abrir uma empresa EIRELI. Para isso separamos algumas características importantes, elas são:

Diferenças entre Eireli x EI x MEI x Sociedade Limitada

Nesse artigo, até o momento, passamos todas as características de uma EIRELI e quais os requerimentos e impedimentos para abrir uma empresa EIRELI.
Nesse momento vamos abordar todas as diferenças entre esse regime jurídico de outros que já são mais conhecidos por todos.

Eireli

É importante relembrar que a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada é formada por uma única pessoa e não é permitido ter um sócio.
Para abrir uma empresa EIRELI, você precisará investir um capital social no valor de 100x o salário mínimo. Essa quantia aparece no ato constitutivo, que representa o contrato social para esse tipo de negócio.
Esse valor precisa ser integralizado, isso significa que, deve se constituir o patrimônio da empresa na forma de dinheiro ou em bens.
Vamos agora entender um pouco sobre uma empresa de regime jurídico EI.

EI

O único paralelo com a Eireli é que os dois regimes são constituídos por uma única pessoa, não sendo possível ter um sócio. Essa é a única paridade entre uma Eireli e uma Ei.
Diferente do Eireli, uma empresa EI não exige capital social mínimo. Dessa forma um empresário individual não necessita integralizar o valor do capital social no ato do cadastro.
Da mesma forma que pode ser uma vantagem abrir uma empresa Ei sem aporte financeiro. Pois, dessa forma, todas as dívidas contraídas pela empresa serão cobradas da pessoa física.
Caso uma empresa Ei entre em processo de falência, você irá continuar respondendo por essas dividas, só que agora como pessoa física.
Claro que isso só irá acontecer se o empresário quebrar. Se ele for um bom gestor e estiver em dia com todos os impostos e obrigações do seu negócio, não irá sofrer desse mal.
Um empresário individual também poderá se enquadrar como micro ou pequena empresa, e também aderir ao Simples Nacional. Isso se a atividade desenvolvida não for impeditiva ao regime tributário.
Uma outra forma de se configurar com um empresário individual é por forma de um Microempreendedor Individual.

MEI

Microempreendedor Individual é o regime jurídico que está mais em alta no mercado atualmente. Hoje já são mais de 7 milhões de MEIs formalizados.
Existem algumas semelhanças entre um MEI para uma Eireli, ou um EI.
Da mesma forma como os outros regimes, um MEI é um empresário individual, ou seja, não pode haver sócios.
Um MEI também irá participar do Simples Nacional, no caso desse regime, a adesão é obrigatória e o regime é adaptado para esse tipo de regime, que é chamado de SIMEI.
O SIMEI tem como característica a isenção de impostos federais, dessa forma ele irá pagar menos impostos comparados aos outros regimes.
Por outro lado, o faturamento de uma empresa MEI não pode ultrapassar o valor de R$81 mil reais em receitas brutas no ano. Caso a empresa ultrapasse esse valor, ele será desenquadrado e se tornara uma Microempresa e deverá escolher entre tornar-se uma empresa EI ou uma empresa EIRELI.
Uma grande característica de empresários que estão cadastrados nesse regime não poderá participar de nenhum outro tipo de empresa. Mesmo não sendo o proprietário, é contra a lei entrar como um sócio, ou ter algum tipo de participação em qualquer outra empresa.
Diferente de uma Eireli, ele também se assemelha a uma Ei, que não exige capital social mínimo.

Sociedade Limitada

Uma grande diferença para quem busca abrir uma empresa EIRELI para uma sociedade limitada é a necessidade de um sócio.
Por meio do capital social, cada um dos sócios irá possuir um papel determinado e responde de maneira limitada ao capital social da empresa. Esse valor é estipulado pelo número de quotas que a pessoa possui na sociedade.
Exatamente da mesma forma que acontece em uma empresa EIRELI, os bens das pessoas físicas estão preservados. Dessa maneira, todas as dividias contraídas da empresa não podem ser cobradas diretamente aos sócios.
Entretanto, mesmo os sócios tendo participação limitada ao valor do capital, embora exista uma pequena particularidade para uma empresa EIRELI.
Durante o desenvolvimento do contrato e do capital social, uma empresa de sociedade limitada, poderá optar por integralizar o valor montante de forma parcelada.
Dessa forma, poderá ser escolhido datas para integralização desse valor do capital social.
Como vimos antes, para abrir uma empresa EIRELI é necessário todo o aporte financeiro no momento do ato de construção do contrato.
Agora que vimos os 4 tipos de empresas e suas diferenças, podemos conferir como fazer para abrir uma uma empresa EIRELI.

Passo a passo para abrir uma empresa EIRELI

Para qualquer abertura de empresa necessita de certos processos e documentos obrigatórios. Para abrir uma empresa EIRELI é importante ver com o seu município se exige algo a mais para sua atividade.
Esse passo a passo que você irá acompanhar é um processo geral, que é de costume ser utilizado. Caso você tenha alguma dúvida sobre abrir uma empresa, é importante verificar junto à prefeitura da sua cidade quanto a alguma necessidade de licença ou liberação do seu alvará de funcionamento.
Portanto, vamos conhecer os passos que serão necessários:
  1. Consulta de viabilidade na Junta Comercial do seu estado;
  2. Decidir qual enquadramento será escolhido, poderá optar por Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP);
  3. Documentos Pessoais necessários:
  4. RG;
  5. CPF;
  6. Título de Eleitor;
  7. Última declaração de imposto de renda; e
  8. Comprovante de Residência ou comprovante diferente da residência.
  9. Acerte com o contador o código CNAE (Código Nacional de Atividades Econômicas);
  10. Escolhe entre os tipos de regime tributários:
  11. Simples Nacional;
  12. Lucro Presumido; ou
  13. Lucro Real.
  14. Elaborar o ato constitutivo a ser registrado;
  15. Encaminhar o processo de registro na Junta Comercial do seu estado;
  16. Reunir a documentação para essa etapa:
  17. Formulário de inscrição com qualificação completa;
  18. Documentos de arrecadação com comprovantes de pagamento;
  19. Ato constitutivo;
  20. Consulta de viabilidade;
  21. Cópia de documentos pessoais do empresário; e
  22. Documento Básico de Entrada (DBE).
  23. Obter o NIRE (Número de Identificação de Registro de Empresa) e o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas);
  24. Na prefeitura, providenciar o alvará de localização e funcionamento;
  25. Fazer o cadastro na Previdência Social. É necessário esse processo mesmo que não haja empregados ainda na empresa;
  26. Realizar a Inscrição Municipal, se contribuinte do ISS (Imposto Sobre Serviços); e
  27. Realizar a Inscrição Estadual, se contribuinte do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Concluindo

Nesse artigo como resultado você encontrou todas as informações para abrir uma empresa EIRELI. Vimos suas particularidades, características e finalmente entendemos o passo a passo para abrir uma empresa EIRELI.
Caso você tenha ficado com algum tipo de dúvida, fique tranquilo que a ParaLegalWeb irá ajudar você, da mesma forma você pode entrar em contato com a gente acesse nossa página de contato.
Este artigo foi visto primeiro em: abrir empresa EIRELI — Paralegalweb
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2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
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2019.07.26 18:18 altovaliriano O nexo entre dragões e armas nucleares

Link: https://bit.ly/2JTfFOs
Autor: @Westmyer (gerente de projeto de segurança nuclear na CRDF Global, apresentador do Super Critical Podcast, aluno do Security Study Program da Georgetown University).

Na superfície, Game of Thrones é apenas mais uma série de TV a cabo com batalhas, traições na corte e personagens pouco (ou não) vestidos. Mas ele contém sentidos mais profundos no que concerne a um número inesperado de lições para a vida real sobre paz e segurança. Comentaristas de instituições como a Fletcher School of Diplomacy, Foreign Policy e o Atlantic.com escreveram sobre como este show da HBO - baseado na épica série de fantasia de George RR Martin, As Crônicas de Fogo e Gelo - ajuda a explicar as relações internacionais no mundo real.
Um paralelo, no entanto, escapou a análise: os dragões como metáforas vivas e igníferas para as armas nucleares. Apesar do cenário de fantasia, a história ensina muito sobre os perigos inerentes que vêm com o gerenciamento desses subversivos expedientes, sua propensão para acidentes, os benefícios circunstanciais que concedem aos seus mestres e a tensão que essas armas impõem sobre aqueles que os manuseiam.
"Os dragões são o dissuasor nuclear, e apenas [Daenerys Targaryen, uma das heroínas da série] os tem, o que de certa forma faz dela a pessoa mais poderosa do mundo", disse Martin em 2011. “Mas isso é suficiente? Esses são os tipos de problemas que estou tentando explorar. Os Estados Unidos têm agora a capacidade de destruir o mundo com o nosso arsenal nuclear, mas isso não significa que podemos alcançar objetivos geopolíticos específicos. O poder é mais sutil que isso. Você pode ter o poder de destruir, mas isso não lhe dá o poder de reformar, melhorar ou construir”.
Isso cria uma perspectiva sombria. Ou, como um personagem adverte repetidamente no primeiro episódio: "O inverno está chegando".

(Alerta de spoilers)

Dragões 101. Antes de prosseguir, o bê-á-bá dos dragões: Na concepção de Martin, os dragões são criaturas voadoras que vomitam fogo quente o suficiente para derreter aço, concreto e carne. Aqueles que os domesticam podem montar seus animais em batalha como armas de guerra quase invulneráveis. Um dragão nunca deixará de crescer “desde que tenha comida e liberdade” - assim como os arsenais nucleares crescem continuamente, em tamanho e letalidade, desde que tenham orçamentos inesgotáveis.
Na história, os dragões foram extintos antes que a exilada Daenerys os rearma-se, descobrindo como chocar três dragões a partir de ovos antigos, da mesma forma que os físicos descobriram como liberar o poder das forças elementares do universo. E, assim como as armas nucleares, os dragões não têm o monopólio da violência. Morte e sofrimento ocorrem em escala maciça sempre que as guerras convencionais assolam a terra, transformando jovens soldados em homens despedaçados e tratando a plebe como danos colaterais.
Mas, como o teórico militar Thomas Schelling escreveu em Arms and Influence, a destruição inerentemente acelerada separa as armas nucleares dos instrumentos de guerra usuais. Schelling sugeriu que “esta é a diferença entre armas nucleares e baionetas. Não é no número de pessoas que podem eventualmente matar, mas na velocidade com que pode ser feito ...”. Da mesma forma, a destruição em massa que acompanha o fogo do dragão os torna semelhantes a aviões bombardeiros pesados com cargas nucleares. Isto é especialmente verdade quando o objetivo é montar sua fera alada em batalha, tal qual o piloto de B-52 cavalgando uma bomba nuclear em Dr. Strangelove .
Tanto dragões quanto armas nucleares oferecem a seus donos uma defesa aparentemente barata. “Alguns países podem achar as armas nucleares uma alternativa mais barata e segura de concorrer nas economicamente lamentáveis e militarmente perigosas corridas armamentistas”, escreveu Kenneth Waltz em The Spread of Nuclear Weapons. Com apenas três dragões e menos de 2.000 combatentes, Aegon (o Conquistador) Targaryen já havia colocado a maior parte de um continente sob seu governo, sem tempo ou tesouro desperdiçado com reunião de tropas ou construção de frotas e armamentos. Os programas nucleares também são atraentes para os líderes que estão buscando o maior retorno para o dinheiro investido - ou “veado”, como a série chama a moeda corrente.
A tríade tem três cabeças. Profecias sobre o futuro, feitas por sábios eminentes ou em sonhos misteriosos, desempenham um papel fundamental na vida dos personagens da série. Seja um produto de orientação divina ou um ardil cínico, essas predições dirigem as ações dos personagens e, portanto, influenciam as mudanças nos rumos dos próximos eventos. Interpretar qualquer determinada profecia com precisão, entretanto, se mostra difícil, diante do descarte equivocado de certos fatos; as notícias do renascimento dos dragões, por exemplo, são desconsideradas. Por outro lado, rumores falsos podem ser erroneamente (ou convenientemente) aceitos como verdades absolutas - muito parecido com os relatórios de inteligência do governo Bush sobre supostas armas de destruição em massa no Iraque.
De forma similar, em uma visão durante seu exílio, a jovem Daenerys é informada de que “o dragão tem três cabeças”, levando-a a refletir sobre Aegon, o Conquistador, e suas irmãs montando um trio de dragões na batalha. Isso traz à mente a tríade nuclear dos Estados Unidos, com seus sistemas de distribuição separados baseados no ar, submarinos e terrestres. O atual ambiente orçamentário levou muitos especialistas a considerar fazer cortes na tríade. Entretanto, a resistência é forte entre alguns sábios nucleares, que advertem que o arsenal sempre deve ter três cabeças, caso uma delas seja impedida por falha do sistema ou decapitada por um ataque preventivo.
Outra maneira de interpretar a visão de Daenerys é como a necessidade de buscar aliados para compartilhar o fardo. Assim como Daenerys procura os cavaleiros de dragões para ajudá-la a conquistar o Trono de Ferro, os planejadores de defesa dos EUA tentaram impedir a agressão convencional soviética durante a Guerra Fria, trabalhando em estreita colaboração com os aliados da OTAN. Acordos de compartilhamento nuclear, alianças e ajuda aos programas de armas nucleares britânicos e franceses ajudaram os EUA a montar um dragão de três cabeças para enfrentar o urso soviético.
Dissuasão com dragões. A posse de uma ogiva nuclear não confere automaticamente uma dissuasão efetiva. O possuidor também deve ter os meios para atirar a arma em um alvo, detoná-la no tempo e lugar certos, comunicar intenções aos rivais e proteger seu arsenal de ataques.
Após nascerem, os dragões de Daenerys são frágeis e incapazes de voar grandes distâncias ou de soltar fogo com rendimentos mais altos. Durante seu estágio infantil, seus dragões se comportam mais como armas nucleares táticas do que aquelas adequadas para uma missão estratégica; eles são profícuos apenas em um teatro restrito, como dentro de um espaço fechado. Até que seus bebês-dragões se tornassem mais fortes, eles eram vulneráveis ao aço ou roubo. No entanto, enquanto pudessem sobreviver a um ataque preventivo, poderiam dissuadir o conflito, muito parecido com o que Waltz escreveu sobre pequenas forças nucleares. À medida que os dragões envelhecem, suas escamas endurecem para proteger contra flechas, assim como os silos de mísseis balísticos intercontinentais acabaram sendo fortificados contra tudo, exceto a uma explosão direta no solo. Essas são lições que todo jovem Estado nuclearmente armado precisa aprender.
A dissuasão nuclear é frequentemente caracterizada como impedimento a guerra entre duas ou mais potências nucleares. Mas conceitos estabilizadores como Destruição Mútua Assegurada não existem no mundo de Martin. Sendo a única com dragões, Daenerys saca cidades e incute o terror em seus adversários. Seu ancestral, Aegon, o Conquistador, era o único possuidor de dragões quando sua invasão mirou uma fortificação de pedra maciça; suas muralhas derreteram sob intenso fogo de dragão e agora existem sob um legado de maldição, como as tempestades de fogo que arrasaram Hiroshima e Nagasaki. Essas cidades se recuperaram em grande parte, mas o legado das doenças por radiação e do câncer perdura até hoje.
Os otimistas que aceitam as armas nucleares como uma influência estabilizadora insistem que, por sua própria natureza, essas armas fazem com que os líderes racionais de regimes estáveis mantenham controle estrito sobre os arsenais de seus estados e moderem seu comportamento - ou correrão risco de retaliação. Isso leva à pergunta: o que acontece quando as armas nucleares estão nas mãos de líderes irracionais, países menos estáveis ou agentes não estatais? Felizmente para Westeros, seu "Rei Louco" não tinha dragões à sua disposição. "Queime todos eles", ele rosnou enquanto ordenava que sua cidade fosse incendiada em vez de se render - mostrando como as ameaças retaliatórias pouco significam para alguém determinado à violência suicida.
Waltz rejeitou essas preocupações porque “em um mundo nuclear, agir de maneira descaradamente ofensiva é loucura”. Nestas circunstâncias, quantos generais obedeceriam aos comandos de um louco? Um dos principais personagens da série, Jaime Lannister, desonerou seu Rei Louco do comando ao invés de executar tais ordens, mas só é necessário um general obsequioso para iniciar o Armagedom.
Pois o efeito de tal armamento é devastador. O general Curtis Lemay, ex-chefe do Comando Aéreo Estratégico dos EUA, disse certa vez: “entre o pôr do sol de hoje e o nascer do sol amanhã de manhã, a União Soviética provavelmente deixaria de ser uma grande potência militar ou mesmo uma grande nação” se ele pudesse soltar sua bateria nuclear. O lema da família Targaryen “Fogo e Sangue” poderia facilmente ter enfeitado as bandeiras da Casa Lemay.
Limites ao poder bélico de dragões. Armas nucleares podem ajudar a prevenir ameaças existenciais, mas elas têm uso limitado em outras operações militares ou em metas de política externa. Como o personagem de Tywin Lannister refletiu, um “nenhum dragão ganhou uma guerra em 300 anos. Exércitos as vencem o tempo todo”.
Mesmo com seu triunvirato de dragão, Aegon, o Conquistador, não conseguiu forçar um reino resistente a dobrar o joelho. A maioria dos reinos fictícios de Thrones oferece um ambiente “rico em alvos”, com populações consideráveis vivendo em castelos e buscando estratégias adequadas para a batalha em campo aberto. O reino de Dorne, no entanto, consistia em uma paisagem rochosa, montanhosa, árida e desértica com cidades relativamente pequenas, populações dispersas e amplos esconderijos - o que o tornava mais resistente ao poder bélico de dragões. Após uma guerra prolongada, Aegon encerrou sua campanha porque seus exércitos foram repetidamente emboscados por combatentes da resistência que continuaram se retirando para o interior antes que os dragões pudessem chegar. A paz só foi alcançada através da diplomacia um século mais tarde, e a região preservou um grau mais amplo de costumes e liberdades do que o resto dos Sete Reinos, onde a maior parte da série acontece.
De maneira semelhante, durante a Guerra do Vietnã, os militares dos EUA enfrentaram uma campanha prolongada de guerrilheiros insuscetíveis ao estoque nuclear dos EUA. Um relatório secreto de 1967 produzido pelo grupo JASON determinou que as armas nucleares não ofereceriam nenhuma vantagem militar decisiva. O Vietnã era "pobre em alvos", com linhas de abastecimento difusas e tropas dispersas. Nosso envolvimento terminou quando os Acordos de Paz de Paris declararam que “os Estados Unidos e todos os outros países respeitam a independência, a soberania, a unidade e a integridade territorial do Vietnã”.
De mesma maneira bem parecida, uma Daenerys cheia de turbulência e inabalável confiança toma a antiga cidade de Meereen à força; ninguém ousa desafiar abertamente sua nova rainha ou arriscar a ira de um dragão. No entanto, quando ela começa a se defender, Daenerys encontra dilemas e desafios políticos em que os dragões oferecem pouca ajuda. Vários fãs comparam a luta de Daenerys para alimentar seu povo e acabar com uma insurgência local com a experiência dos EUA no Iraque e sobre as aventuras da União Soviética no Afeganistão. Nesses teatros, as armas nucleares eram inadequadas para alcançar objetivos específicos de política externa. Daenerys acaba confiando em seu exército para conduzir operações de contrainsurgência, e na diplomacia para alcançar uma paz desconfortável com seus vizinhos.
Comando e controle. Enquanto dizem que os senhores de dragão controlam suas feras com “chicote, cornos e feitiçaria”, o sistema de Comando e Controle Nuclear dos EUA depende de uma complexa infraestrutura de “planejamento, direção e controle de operações de armas nucleares das forças militares e das atividades que apoiam essas operações”. Quando Daenerys perde um dragão e aprisiona dois outros, isso leva a um estado de coisas semelhante ao desarmamento unilateral, já que ela não é mais capaz de controlar seu armamento. Se seus dragões se tornarem selvagens demais para ouvir sua mãe, os rivais poderão ver seu arsenal degradado a ponto de não ter a capacidade de mirar e lançar fogo. Os dragões não precisam de mira precisa para acertar os alvos, mas os senhores de dragão são apenas senhores de dragão se mantiverem um controle firme sobre seus sistemas de comando e controle.
Manter tal autoridade é difícil com vários personagens tentando controlar os dragões de Daenerys para suas próprias ambições geoestratégicas. Os filmes de ação de Hollywood estão repletos de conspirações sobre cientistas descontentes, terroristas, elementos do governo desonestos ou supercomputadores mal-intencionados tentando iniciar uma guerra nuclear com as bombas de outra pessoa.
No entanto, os dragões são cobiçados, mesmo que sejam itens difíceis de adquirir. Os proprietários de escravos em Astapor esperavam trocar um dos dragões de Daenerys por seu exército de super-soldados. Em vez disso, eles descobriram que um "dragão não é um escravo" e sua compra saiu pela culatra.
Segundo o professor da Universidade Estadual de Ohio, John Mueller, é improvável que os fornecedores nucleares confiem suas preciosas bombas a grupos que não consigam controlar totalmente. No mínimo, da próxima vez que alguém quiser comprar um dragão para uso pessoal, eles devem verificar se ele vem equipado com um interruptor de segurança ou qualquer coisa que impeça o uso não autorizado.
Uma lição que Daenerys deveria aprender é o valor dos investimentos em segurança nuclear. Durante uma estadia prolongada em uma antiga cidade comercial, seus adversários contornam os protocolos mínimos de segurança de Daenerys e roubam seus dragões. Sem a ajuda de algo como uma equipe de apoio a emergências nucleares, ela perambula pela cidade por dias antes de levá-los para casa. Ela perde o controle novamente quando seu maior dragão escapa.
Daenerys passa a lamentar o quão selvagem seus dragões se tornaram quando problemas domésticos desviam sua atenção de sua administração. Alyssa Rosenberg, escritora de cultura pop do The Washington Post, comparou esses dragões com livre circulação a “material físsil à solta”. Diante de uma situação semelhante na vida real, o presidente Barack Obama iniciou uma série de cúpulas sobre segurança nuclear para fazer um “esforço sério e continuado” para proteger material nuclear vulnerável em todo o mundo. Daenerys talvez devesse reunir conselheiros com uma agenda semelhante.
Pais orgulhosos. Depois de uma era centenária sem dragão, Daenerys proclama-se uma orgulhosa "mãe dos dragões". Hugh Gusterson, colunista do Bulletin e autor de People of the Bomb: Portraits of America’s Nuclear Complex, foi atingido pela "ausência de metáforas da morte e a superabundância de metáforas do nascimento” na emergente cultura de armas nucleares. O secretário de Estado Henry Stimson informou Winston Churchill sobre o primeiro teste nuclear com a seguinte nota: "os bebês nasceram a contento".
A felicidade precoce da paternidade - tanto para as bombas nucleares quanto para os dragões - acabou se desgastando à medida que a força destrutiva dessas armas se tornava aparente. Quando um pai de luto diz a Daenerys que um dragão comeu seu filho, ela fica horrorizada e tenta enjaular seus filhos de temperamento quente. Alguns cientistas nucleares intimamente envolvidos no Projeto Manhattan, como Niels Bohr, Hans Bethe e outros, expressaram preocupação com os perigos nucleares e fizeram lobby contra o uso do que haviam criado.
Perto do final do último livro de Martin, a busca da visão de Daenerys parece convencê-la a abraçar a tradição de conquista dos Targaryen. Reconciliada com seu dragão rebelde, ela aponta seu olhar para Westeros. Ao contrário de alguns de seus colegas do Manhattan Project, o físico Edward Teller perseguiu uma bomba de hidrogênio mais avançada, também conhecida como “Super”. Quando os Estados Unidos testaram essa bomba no Atol de Bikini durante a Operação Castelo em 1954, seu rendimento explosivo foi significativamente maior do que o esperado e espalhou precipitação radioativa por milhas. Muitas pessoas mais tarde sofreram de doença ou morte por radiação, incluindo membros da tripulação a bordo de um barco de pesca japonês chamado Fukuryu Maru - o “Dragão da Sorte”.
Se você brinca com fogo... Armas nucleares e dragões são perigosos mesmo em tempos de paz. Solarestival, um castelo em ruínas outrora usado pelos Targaryens como casa de veraneio, foi palco de uma misteriosa tragédia paralela ao desenvolvimento inicial da bomba nuclear. Membros da família Targaryen acidentalmente desencadearam uma calamidade que matou um de seus ancestrais durante um experimento para trazer dragões de volta ao mundo deles.
Da mesma forma, um relatório da Comissão de Energia Atômica dos EUA afirma que houve 26 ocorrências de exposições acidentais de radiação em experiências nucleares e seis mortes devido a acidentes de criticidade de 1943 a 1970. Em 1946, Louis Slotin, um cientista envolvido no Projeto Manhattan, sofreu uma dose letal de radiação ao calcular a massa crítica na qual ocorre uma reação em cadeia nuclear. O nome da técnica usada neste procedimento: Fazer Cócegas na Cauda do Dragão.
Os dragões de Daenerys são bastante populares entre os fãs dos livros e séries de TV. Se eles apreciam os fortes temas antiguerra adotados por Game of Thrones, eles podem optar por se compadecer pelo dilema de Daenerys ao invés de cobiçar seus rebentos. Martin disse que suas histórias tentam se um testemunho não apenas a glória da guerra, mas das consequências horrendas da violência - sobre inimigos, espectadores inocentes e, finalmente, sobre si mesmo. Dada essa perspectiva e os paralelos nucleares, seus dragões emergem como um dispositivo de enredo cheio de nuances; ao invés de simplesmente criaturas “legais” (ou excitantes), elas são criaturas complexas que podem ameaçar um personagem ou a população como um todo. Quando os livros e os shows terminarem, não seria surpreendente que os dragões de Daenerys tenham um fim trágico, como tantos personagens amados na série; os dragões poderiam se voltar contra seus senhores, Daenerys poderia ter que sacrificá-los em nome da paz, ou os dragões poderiam desencadear desolação involuntária em Westeros. Armas nucleares e dragões podem ajudar a conquistar, mas eles não podem garantir um governo pacífico e estabilidade.
Uma guerra nuclear em nosso mundo primeiro envolveria as cidades em chamas e depois inauguraria um inverno nuclear de uma geração - nosso canto do cisne de gelo e fogo da vida real.
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2019.06.26 06:49 altovaliriano Como não foi: Game of Thrones e a Idade Média, Parte I

Texto original: https://bit.ly/2IXUlqM
Autor: @BretDevereaux (autodescrito como "Historiador de História antiga, especializado em economia e vida militar romana")

O número de vezes que fãs entusiastas me disseram que Game of Thrones era superior a outras obras de fantasia porque mostrava que uma sociedade medieval "como realmente era" ou "mais realisticamente" está além da contagem. Às vezes, esse louvor está simplesmente exacerbado em relação ao "passado" como se a experiência humana fosse um binário entre "o agora" (quando as coisas são boas) e "o passado" (quando as coisas eram uniformemente ruins). Arguir que Game of Thrones é mais fiel à "verdadeira" Idade Média é fazer uma afirmação não apenas sobre Game of Thrones, mas também sobre a natureza da Idade Média em si. E essa afirmação merece ser avaliada.
Isso é parte do porque eu optei por olhar principalmente para o show, Game of Thrones e não a série de livros, A Song of Ice and Fire. O show - alcançando muitos milhões de pessoas e sendo muito mais culturalmente difundido - terá um impacto muito maior sobre a percepção pública do passado. Além disso, para ser honesto, a "defesa da historicidade" repetidamente feita para o show parece menos comum do que a defesa dos livros (talvez, em parte, porque os fãs de livros parecem sentir que os livros precisam de menos defesa).
Devemos também definir a Idade Média européia para fins desta comparação. A Idade Média na Europa se estende aproximadamente de 500 dC a 1450 dC, um período de quase 1.000 anos. Compreensivelmente, existe grande diferença entre o que se entendia por guerra e sociedade em 550 e em 1350. Mas os símbolos de Game of Thrones são muito mais específicos: os cavaleiros vestidos com placas, damas refinadas, torneios marciais que evocam a Alta (cerca de 1000-1250 dC) e Baixa (cerca de 1250-1450 dC) Idade Média, então esse é o período com o qual principalmente faremos comparação.
Por fim, antes de mergulharmos, duas advertências finais. Primeiro, isso não é uma crítica à construção do mundo de George R. R. Martin. Não há, afinal de contas, nenhuma razão para que o mundo de fantasia dele precise ser fiel à Idade Média européia (falaremos sobre inspirações históricas conhecidas/possíveis à medida que surgirem). Não creio que Martin tenha planejado elaborar uma dissertação de cultura medieval em forma de romance de fantasia, de modo que ele não pode ser culpado por falhar em fazer o que nunca tentou. Em segundo lugar, essa análise vai se basear mais no show do que dos livros, simplesmente porque o show está completo e é mais fácil discutir uma coisa completa - dito isso, elementos de lore que não entraram no show (mas que ainda são ilustrativos) podem surgir.
Tudo bem? Vamos mergulhar.

Destrutividade

Uma coisa sobre a qual Game of Thrones é muito clara é quão brutalmente destrutivas são as guerras de Westeros. A roda - "e assim gira, esmagando os que estão no chão" (S5E8) - quase acaba totalmente com a sociedade Westerosi. A Guerra dos Cinco Reis interrompe as condições de fornecimento de alimentos a ponto de causar fome e miséria nas Terras da Coroa e tumultos sangrentos em Porto Real (S2E6). A própria Porto Real viria a ser essencialmente destruída durante a captura por Daenerys (S8E5), provavelmente com centenas de milhares de baixas, levando em consideração a escala da destruição e o tamanho conhecido da cidade (porém falarei mais sobre isso depois).
Mas quão destrutiva é essa roda, de verdade? Podemos mensurar em números? Nem o programa nem os livros fornecem uma métrica clara para avaliar as perdas de guerra, mas considerando-se a queima de Porto Real e as repetidas menções a fome, não podem ser inferiores a várias centenas de milhares apenas em vidas civis (e possivelmente muito mais altas se incluirmos mortes da praticamente certa indigência do inverno). A esta conta devem ser acrescidos o Norte e as Terras Fluviais, que experimentaram contínua devastação e ocupação.
E quanto às perdas militares? Os exércitos da Casa Tyrell, Lannister e Baratheon foram todos destruídos em campo - vamos olhar para questões de escala em um instante - mas, por enquanto, se metade de sua força fosse de baixas, poderíamos estimar cerca de 80.000 perdas para essas Casas. As perdas para as Terras Fluviais, o Norte, Dorne, as Terras da Coroa e as Ilhas de Ferro são menos claras, mas poderíamos supor que elas equivalem aproximadamente ao total imaginado. Ao que devem então ser acrescidas as forças de Daenerys, reduzidas pela metade em Winterfell com a perda de cerca de 4.000 Imaculados e 30.000 Dothraki (nos dizem que ela perdeu "metade" de ambos).
Com base em toda essa especulação, poderíamos estimar um número mínimo de perdas nas guerras como sendo de mais de 300.000 civis e cerca de 200.000 combatentes (não incluindo perdas sofridas em Essos). Se a fome generalizada for contabilizada - e quase certamente deveria ser, considerando-se o inverno que se aproxima - o número real seria muito maior, talvez bem mais de um milhão. E deixamos de fora a destruição quase total dos Selvagens, as mortes deixada pelo exército dos mortos enquanto se deslocavam para o sul, e pelos assaltos dos Homens de Ferro. A isso seria preciso acrescentar baixas excedentes por doenças, que são mais graves do que as perdas no campo de batalha - o provável número total de vítimas poderia, assim, facilmente se aproximar de 2.000.000 ou mais.
A guerra em Game of Thrones é, portanto, não apenas endêmica, mas também chocantemente destrutiva. É importante ressaltar que a guerra em Westeros chega ao nível de significância demográfica - essa guerra é suficiente para causar uma diminuição real e perceptível na população total de Westeros (os livros não fornecem nenhuma ferramenta para estimar o tamanho da população de Westeros, mas uma estimativa de 40 milhões é perfeitamente razoável - o que significa que a guerra matou algo entre 2,5% e 5% de toda a população, em apenas alguns anos). Este é um nível de morte que os futuros arqueólogos e historiadores westerosis, escavando aldeias e lendo registros da cidade, serão capazes de identificar através da perda acentuada de população. Guerras tão destrutivas foram raras no período pré-moderno - a maioria das guerras não é "demograficamente visível" a esse ponto, porque as perdas de guerra se perdem no "ruído" dos nascimentos e mortes normais.
Apesar de que a guerra na Idade Média era frequente, geralmente não era destrutiva. Estimar a destrutividade e a escala da morte nas guerras medievais é quase impossível de ser feito com precisão devido à natureza das fontes. Mas algumas comparações podem ser feitas. A estimativa padrão para a perda de vidas devido às Cruzadas é de 1 a 3 milhões, o que significa que a Guerra dos Cinco Reis foi, em três ou quatro anos, aproximadamente tão letal quanto duzentos anos (1091-1291) da guerra religiosa medieval no Oriente Próximo. Alternadamente, acredita-se que a Cruzada Albigense - um esforço na França para suprimir a heresia "cátara" - tenha matado algo entre 200.000 e 800.000 pessoas; o cerne da violência durou vinte anos (1209-1229), mas o número de mortos tipicamente também inclui décadas de expedições da Inquisição que só foram terminadas em 1350, um século e meio após o início da cruzada. É importante notar que essas guerras - que ainda estão longe da escala e da intensidade da guerra em Westeros - foram guerras religiosas, onde as normas que impediam a violência contra civis eram muito mais fracas.
A maioria das guerras não eram guerras religiosas, e estas tendiam a ser significativamente menos destrutivas, especialmente para os camponeses que compunham a grande maioria da população. Em parte, isso se devia simplesmente a bom senso: em uma guerra territorial, o controle sobre o campesinato e sua produção agrícola era o objetivo, então assassinar massivamente o campesinato tinha pouca serventia. As guerras entre Senhores poderiam assim muitas vezes ocorrer "acima das cabeças" do campesinato (embora o perigo invasão ou de ter comida roubada para uso pelos exércitos permanecesse agudo - nós não devemos minimizar o quão difícil essas guerras poderiam ser para as pessoas "no chão").
Outro fator foi um conjunto de normas sociais. Apesar de que a Idade Média tenha sido um período de frequentes (pequenas) guerras, nela também se viu alguns dos primeiros esforços para reduzir a violência em sentido amplo, originados pela Igreja Católica: os movimentos de Paz de Deus e Trégua de Deus. A Paz de Deus (do séc. X-XI) deu proteção religiosa ao campesinato e ao clero (e mulheres e viúvas) enquanto não-combatentes. A Igreja encorajou cavaleiros e senhores a fazer juramentos no sentido de que eles não violariam a paz atacando o campesinato.
Isso não quer dizer que essa proibição sempre era seguida - na prática, parece ter sido em grande cumprida via de exceção. Mas é um claro contraste com a guerra em Westeros, onde atacar a população civil é claramente normal - Tywin não hesita em “colocar as Terras Fluviais em chamas desde o Olho de Deus até o Ramo Vermelho” (S1E10) e nenhum dos seus estandartes questiona a ordem. O esforço de Cersei na 8ª Temporada para impedir o ataque de Daenerys por meio da concentração de civis só é posto em ação porque ela acha que Daenerys é diferente de um senhor normal - os quais provavelmente ignorariam o obstáculo.
Nesse sentido, a guerra em Westeros é menos parecida com a guerra na Idade Média - onde, observada ou não, havia um senso geral de que alguns indivíduos eram "civis" e, portanto, não eram alvos militares válidos - e mais como guerra na Antiguidade. Para os romanos, por exemplo, as guerras eram geralmente contra os povos - os romanos falariam sobre estar em guerra com os cartagineses (todos eles) ou com os celtiberos (todos eles) ou os helvécios (todos eles). A única exceção são as monarquias helenistas do Oriente, que eram as posses pessoais das famílias reais, em vez de grandes grupos étnicos - ali os romanos foram à guerra com monarcas individuais. Mas essa foi a exceção, e não a regra.
Nesse contexto, onde os romanos estão em guerra com todo um povo, todo o povo se tornou alvos militares válidos. E os romanos se comportavam como tal. Políbio descreve o processo romano para saquear uma cidade - “Quando Cipião pensou que um número suficiente de tropas tinha entrado [na cidade] ele enviou a maioria deles, segundo o costume romano, contra os habitantes da cidade com o fim de matar todos que eles encontrassem, poupando nenhum, e começassem a pilhagem até que o sinal fosse dado ... muitas vezes pode-se ver não apenas os cadáveres dos seres humanos, mas os cães cortados ao meio e os membros desmembrados de outros animais ... ” (Políbio 10.15.4-5; grifei). Tal massacre não era visto como fora das regras da guerra, mas sim uma consequência normal de tentar resistir a um exército sitiante. Uma cidade que quisesse evitar o massacre deveria se render antes que o cerco começasse pra valer (o último momento para se render, sob as regras romanas de guerra, era antes que o primeiro aríete tocasse a muralha da cidade).
É verdade que, em certas ocasiões, o mesmo tipo de matança indiscriminada ocorreu na Idade Média, quase sempre no contexto de guerras religiosas (onde, por que os inimigos eram hereges ou infiéis, as restrições religiosas à violência não se impunham), mas mesmo isso é tipicamente apresentado pelas fontes como incomum e chocante. A captura de Jerusalém durante a Primeira Cruzada (1099) é o exemplo típico de acentuada brutalidade medieval - os cruzados massacraram grande parte da população da cidade em uma terrível onda de derramamento de sangue.
Raymond d'Aguliers, uma testemunha ocular, diz assim do massacre: "se eu disser a verdade, excederá seu poder de crença" (transcrição de A. C. Krey, The First Crusade: The Accounts of Eye-Witnesses apud Edward Peters, The First Crusade: The Chronicle of Fulcher of Chartes and Other Source Materials) - ainda que tal massacre tivesse sido normal e indigno de nota no mundo romano - e, aparentemente, em Westeros. O que era excepcional em 1099 dC era normal em 199 aC - ou em Porto Real.
É claro, há outra razão pela qual as guerras medievais tendiam a ser muito menos destrutivas - os governantes medievais simplesmente não tinham a capacidade - na administração, infraestrutura e recursos - para causar tantos danos. O que nos leva a:

Escala na Guerra

A guerra na Europa medieval era geralmente um assunto relativamente pequeno. Enquanto muita atenção é dada às guerras entre os reis - a Guerra dos Cem Anos, a Guerra das Rosas, etc. - a grande maioria dos conflitos era pequeno, entre senhores regionais com propriedades limitadas. Esse tipo de guerra envolvia muitas vezes "exércitos" de apenas dezenas ou centenas de homens. No passado, tive alunos que liam trechos das muitas queixas de Hugh V de Lusignan (que datam de 1028). Hugh está perpetuamente em conflito militar com seus vizinhos, mas a escala de tais conflitos é pequena - ele leva apenas 43 cavaleiros para tentar ganhar um castelo e algumas terras, por exemplo (o que ainda era uma força grande o suficiente que o seu Senhor, o conde de Aquitânia, estivesse ciente de que ele a tivesse levado e ordena que ele retorne à corte). O mesmo tipo de guerra de pequena escala povoa as "canções de gesta" (francês: Chasons de Geste), como o de Raoul de Cambrai, onde Raoul passa o poema tentando recuperar o feudo de Vermandois (a canção de gesta de Raoul também se relaciona com o ponto anterior sobre normas de guerra: Raoul quebra a Paz de Deus atacando um convento, que faz com que seu melhor cavaleiro, Bernier, se posicione contra ele; Bernier então mata Raoul em batalha, levando a uma briga de sangue entre as famílias. Note como a transgressão da proteção religiosa devida aos não-combatentes leva à morte dos protagonistas e uma fissura permanente na comunidade - a moral é clara: não ataque os não-combatentes).
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes. Acreditando-se na Wiki of Ice and Fire, podemos estimar os exércitos de campanha - não incluindo guarnições e outras forças pequenas - de cada um dos principais atores como sendo de aproximadamente:

O Norte: 20-30.000 (mas lento para reunir; poder nocional 45.000)
Ilhas de Ferro: 20.000
Terras Fluviais: cerca de 20.000 (poder nocional 45.000, mas politicamente dividido)
Vale de Arryn: Aproximadamente igual ao Norte ou Dorne (cerca de 45.000, no nocional)
Terras Ocidentais: 35.000 no campo durante guerra (nocional: 55.000)
Terras da Coroa: 10.000 a 15.000
Terras de Tempestade: cerca de 30.000
Campina: 80.000-100.000 partiram com Renly (!!)
Dorne: estima-se que cerca de 50.000 estariam à disposição dos Martells

Em comparação, o exército francês em Azincourt (1415) não era maior do que talvez 35.000 homens (alguns historiadores argumentam que era significativamente menor), mas sua derrota foi suficiente para aleijar a França (sugerindo que o exército representava a maior parte das forças de campanha à disposição do rei da França na época). A força de campanha inglesa era menor - apenas cerca de 9.000. Azincourt não era uma pequena escaramuça: eram exércitos reais que representavam o melhor que seus reis podiam fazer (Henrique V, rei da Inglaterra, estava com seu exército, de fato). Nem esses tamanhos típicos eram restritos à Inglaterra e à França. A Batalha de Nicópolis (1396) foi entre os otomanos de um lado e uma grande aliança de poderes cristãos do outro, e provavelmente não envolveu mais do que 40.000 homens de ambos os lados (ou seja, dois exércitos de cerca de 20 mil), apesar do fato de que a batalha estava entre os bem organizados otomanos de um lado e mais de uma dúzia de potências européias do outro.
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes - e os números acima não incluem as várias frotas de centenas de navios que muitos senhores mantêm. Renly Baratheon sozinho tem uma coluna em campo de 100.000 homens; Mace Tyrell depois marcha para Porto Real com 70.000 soldados Tyrell. Em comparação, em 1527 - bem no início do período moderno (onde o tamanho do exército salta acentuadamente) - todo o exército otomano consistia de 18.000 soldados regulares e 90.000 timariots (grupo étnico da Turquia convocados para lutar em campanhas específicas, de modo similar a cavaleiros e seus seguidores). Os otomanos estavam muito melhor organizados do que qualquer poder europeu medieval (daí a exigência de que a oposição à expansão otomana requeresse grandes alianças - veja acima). E todas essas tropas otomanas absolutamente não poderiam ser mantidas em um só lugar, como Renly faz com sua coluna.
Não adianta ressaltar que Westeros cobre uma área enorme, porque isso simplesmente introduz novos problemas: a logística de exércitos tão grandes provavelmente está além da capacidade da maioria dos governantes europeus medievais. Mesmo os romanos - cuja capacidade logística excedia significativamente a do período medieval - raramente reuniram exércitos tão grandes quanto os de Renly ou o de Mace Tyrell e apenas por curtos períodos. Tibério (na condição de general sob o imperador Augusto) reuniu um exército de cerca de 100.000 para lidar com uma revolta em Illyricum (região que atualmente corresponde à Albânia, Bósnia, partes da Croácia e Eslovênia) - o exército foi suficiente para levar a província à fome em um único ano (o que parece ter sido, de fato, o objetivo de Tibério - suprimir a revolta negando suprimentos) e nunca se afastou dos rios (por meio dos quais poderiam chegar suprimento de regiões distantes).
O exército de Mace Tyrell teria que ter marchado pela Estrada da Rosa por cerca de 850 milhas para chegar a Porto Real. Ele provavelmente não se moveu mais rápido do que 10 milhas por dia, então esteve em marcha por 85 dias (decore esse número - nós voltaremos a ele). 80.000 homens, juntamente com animais de carga em um trem de carga bastante enxuto - eram cerca de 20 mil mulas (sim, um trem de bagagem bastante enxuto para um exército deste tamanho!) - consumiriam cerca de 189 toneladas de alimentos por dia. O exército deve ser capaz de carregar cerca de 20 dias com ele (supondo que as mulas estão puxando muitos vagões grandes e lentos) e é grande demais para se abastecer simplesmente pilhando os camponeses locais enquanto ele se move. Isso significa que os Tyrell terão que preparar estoques de alimentos em pontos-chave ao longo de toda a Roseroad. Quanta comida? Supondo que o exército parta de Highgarden totalmente suprido (isso parece improvável), seriam 12.285 toneladas . E isso sem conta a comida dos cavalos.
Nenhum rei medieval tinha acesso a esses tipos de recursos, nem ao tipo de administração que poderia obter quantidades tão grandes de suprimentos. O Império Romano poderia fazer isso - mas exigia o envolvimento de funcionários do Tesouro, magistrados locais e um sistema de suprimento pronto (que era mantido por um grande exército permanente de soldados profissionais). O que leva a:

Montagem de exército, para leigos

Lembra-se daquele número de 85 dias? Voltaremos logo a ele. Em breve. Eu prometo.
A frase que enfio na cabeça dos meus alunos sobre a estrutura dos exércitos medievais é que eles são uma comitiva de comitivas. O que quero dizer com isso é que o modo como um rei medieval forma seus exércitos é que ele tem um bando de aristocratas militares (leia-se: nobres) que lhe devem o serviço militar (eles são seus "vassalos") - sua comitiva. Quando ele vai para a guerra, o rei pede que todos os seus vassalos apareçam. Mas cada um desses vassalos também tem seu próprio bando de aristocratas militares que são seus vassalos - sua comitiva. E isso se repete, até chegar a um cavaleiro individual, que provavelmente tem um punhado de não-nobres como sua comitiva (talvez alguns de seus camponeses, ou talvez ele tenha contratado um ou dois mercenários para segui-lo).
Se você quiser ler uma visão realmente detalhada (e bastante seca) de como isso funcionou, dê uma olhada em The English Aristocracy at War (2008), de David Simpkin; ele vasculhou registros ingleses sobreviventes de cerca de 1272 a 1314 e analisa (entre outras coisas) o tamanho médio das comitivas. A comitiva média encontrada foi de cinco homens, embora senhores importantes (como os condes) pudessem ter centenas de homens em suas comitivas (que, por sua vez, eram compostas pelas comitivas de seus próprios seguidores). Assim, a comitiva do nobre é a comitiva combinado de todos os seus servires, e o exército do rei é o total combinado dos seguidores dos seguidores de todos, se isso fizer sentido. Assim: uma comitiva de comitivas.
Esse é exatamente o sistema segundo o qual o Game of Thrones afirma que seus exércitos funcionam. Os grandes senhores - pessoas como Tywin Lannister - "convocam seus estandartes" e seus bannermen - o termo Westerosi para vassalos (e presumivelmente uma versão direta do que era chamado historicamente de "cavaleiro banneret" \ou cavaleiro-abandeirado])) - a forma mais baixa de aristocrata que teria sua própria bandeira e, portanto, sua própria unidade militar) aparecem com suas próprias comitivas, exatamente como acima. E, à primeira vista, isso parece bastante medieval - foi assim que os exércitos medievais da Alta e da Baixa Idade Média eram formados (principalmente). O problema é que os exércitos em Westeros nunca parecem funcionar dentro das restrições desse sistema .
Primeiro, o óbvio: este sistema, onde os exércitos são montados com base em relacionamentos pessoais e onde as unidades menores são geralmente muito pequenas, simplesmente não têm a capacidade de aumentar de escala para sempre. Há apenas alguns seguidores com que um rei pode manter um relacionamento pessoal - e assim vai fila abaixo.
Em segundo lugar, esses seguidores não "seguiam" servindo para sempre. Eles são obrigados a um certo número de dias de serviço militar por ano. Especificamente, o número padrão - que vem do estabelecido por Guilherme, o Conquistador, para seus vassalos depois de tomar o trono inglês - era de 40 dias. O ponto principal deste sistema é que o rei dá aos seus vassalos a terra e eles lhe dão serviço militar para que ninguém tenha que pagar nada a ninguém, porque os reis medievais não têm a receita requerida para manter exércitos permanentes de longo prazo. Não é por acaso que os conflitos medievais mais destrutivos foram as guerras religiosas em que os guerreiros participantes estavam essencialmente engajados em uma "peregrinação armada" e assim poderiam permanecer no campo por mais tempo (tendo Deus um direito maior ao tempo do cavaleiro do que o rei).
Finalmente, imagine organizar os suprimentos de um exército como este. Cada unidade de comitiva tem um tamanho diferente: Lorde Tarly pode ter algumas centenas de homens, Lorde Risley, algumas dúzias, Lorde Hastwyck apareceu apenas com sua guarda doméstica de cinco e assim por diante (por dezenas e dezenas de comitivas). Você - o intendente do rei - não sabe quão grande são cada um destas comitivas, mas você deve racionar e distribuir comida para que não fique em uma posição onde uma comitiva morra de fome enquanto os outros tenha em excesso. Você também precisa coordenar o trem de bagagem de comida sobrando... mas é claro que a maioria dos vagões e animais de carga pertence a todos os senhores menores com suas pequenas comitivas. Você começa a ver o problema: suprimento centralizado - necessário para manter um grande exército alimentado - é praticamente impossível.
[Se você quiser ler sobre as dificuldades de manter um exército da Idade Moderna (com suprimento e logística um pouco mais centralizados) unido por longas distâncias, pense em ler The Army of Flanders and the Spanish Road , de Geoffrey Parker, e tenha em mente que, em seu apogeu, o exército que ele descreve (com os desafios intransponíveis de pagá-lo e supri-lo) nunca foi maior do que 90.000 homens - menor do que a coluna de Renly Baratheon - e tendia a ser, em média, um pouco menor de 60.000].

Que tipo de exército é esse?

Então, para resumir o que nós cobrimos até agora: a guerra em Westeros não é realmente muito medieval. Enquanto nos dizem que os exércitos estão organizados em linhas medievais, eles são muito grandes e as guerras que eles empreendem são muito mais destrutivas do que o normal para conflitos políticos (leia-se: não-religiosos) da Idade Média. Além disso, eles parecem não ser limitados pelas normas culturais da Idade Média (como a Paz de Deus), ou pelos limites logísticos comuns aos (mal organizados) exércitos medievais.
Há algum tempo na história européia em que esses exércitos se encaixariam melhor?
Acho que a resposta para isso é "sim" - esses exércitos não são medievais, mas da Idade Moderna em seu tamanho, capacidade e destrutividade.
Várias coisas colocam o período moderno à parte da Idade Média, mas o que mais nos interessa aqui é a capacidade do Estado. O que quero dizer com isso é a aptidão do estado (leia-se: o rei) de extrair receita e usar essa receita para fazer coisas (mobilizar forças militares, reformar a sociedade, contratar burocratas para extrair mais receita, etc.). Os reis medievais tinham uma capacidade estatal muito limitada, porque seus próprios nobres - os quais (ver acima) tinham seus próprios exércitos - trabalhavam para limitar o poder do monarca central. Em contraste, o período moderno (cerca de 1450-1789) é de crescente capacidade do Estado, à medida que os monarcas começam a centralizar agressivamente a governança de seu país.
Mudanças na natureza dos exércitos é tanto uma causa quanto um efeito disso. O poder real centralizado permitiu que exércitos maiores, mais padronizados e mais profissionais aumentassem as receitas reais fora do controle da nobreza - que eram, por sua vez, mecanismos eficientes para a supressão da nobreza e, assim, maior centralização de poder (eu deveria anotar: o conhecimento sobre os mecanismos exatos pelos quais isso acontece é volumoso e contestado - esta é apenas uma descrição geral do fenômeno; ch7 de Waging War de Wayne Lee (2016) é na verdade uma introdução bastante acessível ao leigo à história e ao debate se você quiserem).
Como já observei em outro lugar, a linguagem visual usada por Game of Thrones para todos os exércitos de Westeros, exceto para os do norte, é tirada do início do período moderno. Esses exércitos têm equipamento uniforme - supostamente fornecido por arsenais do Estado - e foram treinados e preparados para marchar e lutar em sincronia. Mesmo se dispensarmos a representação visual dos exércitos como erros da parte do show, o fato de esses exércitos poderem permanecer no campo mês após mês implica que pelo menos partes significativas dessas forças são efetivamente profissionais e pagas pelo seu serviço, em vez de terem sido formadas em um sistema de vassalagem.
O tamanho dos exércitos também aponta nessa direção. Embora a trajetória exata do crescimento do exército na início do período moderno seja um tanto contestada, o que não é contestado é que os exércitos no início do período moderno eram substancialmente maiores do que os do final da Idade Média. Dos exércitos medievais nos milhares ou nas primeiras dezenas de milhares, os exércitos das grandes potências da Europa passaram às últimas dezenas de milhares nos anos 1500 e depois ultrapassaram bastante os 100.000 em meados do século XVII. Esses exércitos geralmente não estavam concentrados em um só lugar devido a questões de logística, mas a capacidade destrutiva geral do estado aumentara várias vezes.
Assim, enquanto George RR Martin frequentemente apontava para a Guerra das Rosas (1455-1487 - portanto, ressalto, uma guerra moderna, não medieval) como inspiração histórica para Game of Thrones, a escala do conflito e o tamanho dos exércitos mais claramente evocam as guerras dos séculos XVI e XVII, como a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Como se pode imaginar, exércitos maiores geralmente significam maiores “danos colaterais”, então vamos ver como o período moderno se compara à Idade Média na destrutividade da guerra.
As guerras dos séculos XVI e XVII - especialmente a Guerra dos Trinta Anos - foram chocantemente destrutivas em comparação com o que acontecera antes. Parte da razão para isso foi a natureza dos conflitos: muitas dessas guerras nasceram da Reforma Protestante e foram, portanto, guerras religiosas, colocando protestantes contra os católicos. Nesse tipo de guerra - ao contrário de uma disputa política sobre um trono ou território - a população inimiga se torna alvo de violência por acreditar na coisa "errada". Na Guerra dos Trinta Anos, exércitos católicos destruíram aldeias protestantes e vice-versa, com o objetivo de mudar a composição religiosa da região pela violência.
Mas nem todos os conflitos desse período foram guerras religiosas. Apesar de que as guerras seculares nunca atingiram a carnificina da Guerra dos Trinta Anos, elas ainda eram marcadamente mais destrutivas do que as anteriores. Outra razão para isso foi a melhora dos próprios exércitos - você verá pessoas atribuindo isso à pólvora, mas os mosquetes de tiro lentos não são muito mais destrutivos do que as armas do passado. Mas um exército medieval - como já discutimos - só poderia ter um certo tamanho e só poderia permanecer no campo por um determinado tempo. Mas os novos exércitos permanentes do início do período moderno eram formados por profissionais que podem guerrear o ano todo e eram ainda maiores. Além disso, a Reforma - ao dividir o poder da Igreja - enfraqueceu as próprias normas religiosas que às vezes restringiam a violência (mesmo que fracamente) na Idade Média. A conseqüência foi exércitos mais capazes e mais dispostos a infligir danos à população em geral.
Por fim, o vultoso tamanho desses exércitos também contribuiu para maiores níveis de destrutividade de um modo diferente e inesperado: eles pelejaram contra as limitações derradeiras da logística pré-ferroviária. Enquanto os governos lutavam para pagar, alimentar e equipar esses soldados, os exércitos no campo eram forçados a se abastecerem localmente e a pagar soldados com saque capturado, às custas da população local. Sob essas condições, restringir os soldados famintos de cometer atos de extrema violência para obter comida ou saque tornou-se cada vez mais difícil, beirando o impossível. Os exércitos no campo tornaram-se forças quase elementares de destruição, evoluindo de fazer cerco e batalhar para fazer cerco e destruir a região por qual passassem.
Assim, a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) despovoou grande parte da Alemanha moderna, matando cerca de um quarto de toda a população (mas a carnificina costumava ser muito localizada - algumas áreas estavam efetivamente intocadas, enquanto outras estavam completamente despovoadas). Nos Países Baixos, a Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648) criou uma terra de ninguém despovoada onde os dois lados (os exércitos espanhóis e holandeses) se encontraram em um longo impasse defensivo. Os exércitos espanhóis, tendo ido muito tempo sem pagar, também saquearam Antuérpia (1576) - a sede regional do governo espanhol - para recuperar seus atrasos no pagamento por meio de saques, danificando severamente a economia local por décadas e matando milhares de habitantes.
Esse tipo de guerra - menos limitada, com exércitos maiores, mais destrutivos e mais vorazes - está muito mais perto do que vemos em Game of Thrones . Ironicamente, Joffrey sugere (S1E3) construir um exército de estilo moderno e a idéia foi descartada por Cersei . Algum pode pensar, no entanto - considerando-se que Cersei sabe pouco sobre a guerra e não é tão inteligente quanto ela pensa - se Tywin não já havia começado a usar o ouro Lannister para construir o exército de estilo moderno que ele aparentemente já possui.

Conclusões sobre o Medievalismo Militar

A situação militar em Westeros, portanto, não parece se encaixar muito bem na Idade Média européia. Os exércitos de Westerosi não parecem ser limitados a curtos períodos de serviço militar comum nos exércitos medievais, eles são muito maiores do que os exércitos medievais alguma vez foram e são significativamente mais destrutivos. Além disso - e este é um tópico que retomaremos na próxima vez - eles parecem não restringidos pelos limites sociais e religiosos à violência da Idade Média. Não devemos florear demais ​​- esses limites eram frequentemente mais honrados via de exceção do que observados (e eles não se aplicavam a todos igualmente). No entanto, o aumento acentuado da mortalidade militar no período moderno atesta o fato de que esses limites - os limites organizacionais, juntamente com os culturais - resultaram, de fato, em um nível geral de violência mais baixo.
Parece que quase qualquer discussão sobre a Idade Média começa com “este período foi extremamente violento”. E há alguma verdade nisso - comparado ao mundo moderno, os reis e senhores medievais foram muito à guerra. A guerra era uma parte normal da vida. Mas em comparação com o período moderno inicial ou mesmo com a antiguidade clássica, essas guerras costumavam ser relativamente pequenas e seu impacto era limitado. Em comparação com o período moderno (ou seja, nosso período histórico) - bem, conseguimos matar mais pessoas (num sentido absoluto) em um único espasmo horrível de violência que abalou a terra de 1937 a 1945 (cerca de 85 milhões de pessoas) do que provavelmente morreu em todas as guerras medievais europeias combinadas. Violência é relativa. Comparado com a longa paz do Império Romano (27 aC - c. 235 dC; o próprio império durou até cerca de 450 dC no Ocidente (e 1453 dC no leste), mas seus últimos séculos foram mais violentos), de fato, a Idade Média foi bastante violenta. Mas comparado ao que veio depois, a Idade Média teve mais guerra, porém menos morte (e nós nem sequer discutimos a catástrofe humana que foi a descoberta do novo mundo ...).
Isso significa que Martin "falhou" de alguma forma? Não - de modo algum. Novamente, A Song of Ice and Fire não é uma dissertação de história disfarçada, é um romance de fantasia. Martin construiu uma sociedade com suas próprias regras e sistemas e então seguiu essas regras e sistemas sociais até onde elas levam. Em vez disso, o que quero enfatizar é que - no que diz respeito a assuntos militares - os exércitos de Westeros não são muito parecidos com os exércitos da Idade Média européia, apesar das semelhanças entre cavaleiros, armas e armaduras.
Não obstante, observar a diferença entre a Idade Média e Westeros é importante porque reformula um dos temas centrais do cenário. É reconfortante pensar que a violência descontrolada em Westeros é o produto de algo - uma cultura de cavaleiros guerreiros e violência - que não temos mais. Mas o oposto é verdadeiro: a violência fora de controle, do tipo que Westeros possui, é o produto de algo que ainda temos muito: a tremenda capacidade do Estado administrativo moderno para a violência.
Nossos estados administrativos modernos podem fazer coisas maravilhosas - eles constroem estradas e escolas, fornecem cuidados de saúde (às vezes), podem cuidar dos pobres e regular os locais de trabalho. Mas eles também podem produzir quantidades espetaculares e horripilantes de violência. É essa tarefa - a violência, não as escolas ou as estradas - para as quais eles foram projetados e às quais eles permanecem mais aptos. Nós nos esquecemos disso (fingindo que tal violência pertence apenas à HBO e ao passado distante) por nossa conta e risco.
Na próxima vez, veremos como funcionam as normas culturais e religiosas na sociedade Westerosi. A Idade Média na Europa foi, em muitos aspectos, definida por fortes normas culturais e especialmente religiosas. Quanto se parece com Westeros?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2018.10.05 14:41 pizzaiolo_ Sobre o erro de votar no Bolsonaro

Quem vota em Bolsonaro geralmente acredita que ele é o único candidato honesto. Essa pessoa pode até estar bem intencionada, mas está mal informada. Bolsonaro tem uma longa lista de condutas corruptas ou imorais. Além disso, ele definitivamente não é algo novo na política: é político há mais de 25 anos, fez a carreira dos filhos dele e se mostrou totalmente ineficiente e descuidado com os gastos públicos.
Para quem quiser se informar mais a respeito, preparei uma coletânea de notícias e vídeos. Tomei o cuidado de selecionar fontes de informação que não são ligadas à esquerda, para evitar que o leitor achasse que são críticas imparciais a ele. Inclusive, selecionei várias notícias de veículos ligados à direita (Veja, O Antagonista, The economist).
CORRUPÇÃO:
– É acusado de sonegação de impostos: https://veja.abril.com.bblog/o-leitoe-o-comeco-do-fim-de-bolsonaro/
– É acusado de enriquecimento ilícito através da máquina pública: https://www.opovo.com.bnoticias/politica/2018/01/patrimonio-de-jair-bolsonaro-e-filhos-se-multiplica-em-apenas-dez-anos.html
– Está apontado em suspeita de lavagem de dinheiro: https://ultimosegundo.ig.com.bpolitica/2018-01-07/jair-bolsonaro-patrimonio-familia.html
– Envolvido em Caixa 2 de Campanha: https://www.gazetaonline.com.bnoticias/politica/eleicoes_2018/2018/06/articulador-de-apoios-a-bolsonaro-deputado-confessou-caixa-dois-1014134496.html
INCOMPETÊNCIA
Além disso Bolsonaro frequentemente defende leis ou faz pronunciamentos absolutamente desumanos. Veja uma lista:
DESUMANIDADE:
ATAQUES DIRETOS À DEMOCRACIA
Não vote por medo do outro candidato. Não tolere comportamentos inadimissíveis por medo. Há outros candidatos concorrendo e a situação ainda pode mudar nesses últimos dias.
Lista originalmente produzida pelo mancini86
submitted by pizzaiolo_ to brasil [link] [comments]


2018.10.05 04:20 mancini86 Repassem! Sobre o erro de votar em Bolsonaro!

Quem vota em Bolsonaro geralmente acredita que ele é o único candidato honesto. Essa pessoa pode até estar bem intencionada, mas está mal informada. Bolsonaro tem uma longa lista de condutas corruptas ou imorais. Além disso, ele definitivamente não é algo novo na política: é político há mais de 25 anos, fez a carreira dos filhos dele e se mostrou totalmente ineficiente e descuidado com os gastos públicos.
Para quem quiser se informar mais a respeito, preparei uma coletânea de notícias e vídeos. Tomei o cuidado de selecionar fontes de informação que não são ligadas à esquerda, para evitar que o leitor achasse que são críticas imparciais a ele. Inclusive, selecionei várias notícias de veículos ligados à direita (Veja, O Antagonista, The economist).
CORRUPÇÃO:
– É acusado de sonegação de impostos: https://veja.abril.com.bblog/o-leitoe-o-comeco-do-fim-de-bolsonaro/
– É acusado de enriquecimento ilícito através da máquina pública: https://www.opovo.com.bnoticias/politica/2018/01/patrimonio-de-jair-bolsonaro-e-filhos-se-multiplica-em-apenas-dez-anos.html
– Está apontado em suspeita de lavagem de dinheiro: https://ultimosegundo.ig.com.bpolitica/2018-01-07/jair-bolsonaro-patrimonio-familia.html
– Envolvido em Caixa 2 de Campanha: https://www.gazetaonline.com.bnoticias/politica/eleicoes_2018/2018/06/articulador-de-apoios-a-bolsonaro-deputado-confessou-caixa-dois-1014134496.html
INCOMPETÊNCIA
Além disso Bolsonaro frequentemente defende leis ou faz pronunciamentos absolutamente desumanos. Veja uma lista:
DESUMANIDADE:
ATAQUES DIRETOS À DEMOCRACIA
Não vote por medo do outro candidato. Não tolere comportamentos inadimissíveis por medo. Há outros candidatos concorrendo e a situação ainda pode mudar nesses últimos dias.
REPASSE ESSA LISTA. É IMPORTANTE QUE AS PESSOAS CONHEÇAM A PESSOA EM QUEM ESTÃO PENSANDO EM VOTAR.
submitted by mancini86 to BrasildoB [link] [comments]


2017.12.12 03:04 subreddit_stats Subreddit Stats: curitiba top posts from 2012-02-22 to 2017-12-08 18:00 PDT

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  29. 9 points, 1 submission: Madooxlins
    1. Museum ucranian Curitiba-pr (9 points, 0 comments)
  30. 9 points, 1 submission: zedafuinha
    1. Centro: Problemas com tráficos de drogas e usuários de crack (9 points, 9 comments)
  31. 8 points, 3 submissions: gstv86
    1. Após “tratoraço”, manifestantes invadem a Assembleia [Gazeta do Povo] (3 points, 0 comments)
    2. Pesquisa do Procon aponta diferença superior a 70% em produto para a Páscoa (3 points, 1 comment)
    3. Telemarketing de todo o país pode ser bloqueado por clientes do Paraná (2 points, 0 comments)
  32. 8 points, 2 submissions: anselmocaramelo
    1. Assalto no tubo Coronel Dulcídio termina em morte (7 points, 0 comments)
    2. Sempre que ando de metrô em SP penso: Curitiba não está pronta... (1 point, 5 comments)
  33. 8 points, 1 submission: -Chimpzy-
    1. Pretendendo me mudar pra Curitiba e precisando de uma ajuda (8 points, 4 comments)
  34. 8 points, 1 submission: Fer22f
    1. Aviso encontrado sobre a Frente Nacionalista (8 points, 3 comments)
  35. 8 points, 1 submission: GiovaniGuizzo
    1. Redditors do /curitiba, postem suas fotos com o grande Oil Man. (8 points, 3 comments)
  36. 8 points, 1 submission: ProfessorPauloGuina
    1. I was researching the city of Curitiba for my Geography project, found its horrible flag, and redesigned it. : vexillology (8 points, 0 comments)
  37. 8 points, 1 submission: ebaroni83
    1. Adolescente morre esfaqueado dentro de escola ocupada em Curitiba (8 points, 0 comments)
  38. 8 points, 1 submission: hankdraperdasilva
    1. Está funcionando o sistema de compartilhamento de bike? (8 points, 1 comment)
  39. 7 points, 2 submissions: eplehans
    1. Bike-riding downtown Curitiba (4 points, 1 comment)
    2. Any good trails for trail running in or around the Curitiba area? (3 points, 4 comments)
  40. 7 points, 1 submission: anonimou_eu
    1. Violência em Curitiba (7 points, 6 comments)
  41. 7 points, 1 submission: paulora2405
    1. Dicas e fatos sobre Curitiba (7 points, 4 comments)
  42. 7 points, 1 submission: quagliato
    1. Maratona "De Volta Para o Futuro" no dia 21 de Outubro (7 points, 0 comments)

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  1. Um destes é o novo prefeito de Curitiba. Consegue distinguir qual deles? by zikavirusfromhell (18 points, 0 comments)
  2. Curitiba vista do bairro Alto da XV by rpcastilho (15 points, 1 comment)
  3. De modelo a defasado: o declínio do sistema de ônibus de Curitiba by chiphead2332 (15 points, 1 comment)
  4. Google Transit agora mostra os horários dos ônibus em tempo real em Curitiba by gordori (15 points, 0 comments)
  5. Prefeitura anuncia aumento de passagem de ônibus em Curitiba (4,25, dia 06/02) by Chrono1984 (14 points, 11 comments)
  6. Esta senhora vende coisas feitas com anéis de lata de refrigerante na feirinha do Largo e estava vestida com uma "cota de malha" feita desse material by meunovonomedeusuario (14 points, 1 comment)
  7. /gazetadopovo by leospricigo (13 points, 3 comments)
  8. O Greca brindou o ano novo com Cini by frahm9 (13 points, 3 comments)
  9. Lumen FM anuncia encerramento das atividades após 12 anos by mrcapgras (13 points, 2 comments)
  10. Número de atropelamentos em Curitiba cai 36,5% em dois anos by gordori (13 points, 0 comments)

Top Comments

  1. 10 points: Chrono1984's comment in Rafael Greca estuda limitar grafite
  2. 8 points: Chrono1984's comment in Greca diz que vai fazer "Lava Jato física" em Curitiba e que metrô é para toupeira (Entrevista para o UOL)
  3. 8 points: punkcosmonaut's comment in Prefeitura anuncia aumento de passagem de ônibus em Curitiba (4,25, dia 06/02)
  4. 7 points: gordori's comment in Greca faz balanço dos 100 dias de gestão e diz que não quer ser quem 'agrada sindicatos e maltrata o funcionalismo'
  5. 6 points: Jvrc's comment in Manifestantes ameaçam atear fogo na sede do PT em Curitiba
  6. 6 points: RafaAff's comment in Tem um Delivery novo de cerveja gelada em Curitiba... pedi hoje e fiquei surpreso que chegou em 30 minutos! E o preço parece ser bem mais em conta que o Alo Esquenta
  7. 6 points: chiphead2332's comment in Ratinho lidera disputa a prefeito; 4 opositores ‘embolam’ o 2.º lugar
  8. 6 points: chiphead2332's comment in Por que Curitiba ainda não tem um bilhete único?
  9. 6 points: eojnai's comment in Prefeitura anuncia aumento de passagem de ônibus em Curitiba (4,25, dia 06/02)
  10. 6 points: gordori's comment in Histórico da tarifa de ônibus em Curitiba
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2017.11.27 21:41 asantos3 Campanha contra o Nónio

Em Março foi colocado aqui no portugal sobre os problemas da plataforma Nónio - [ver tópico]
Para quem não está ocorrente, 6 grupos de comunicação social aliaram-se e criaram uma plataforma com login único, Nónio, para "oferecer conteúdos mais personalizados com mais segurança e qualidade". Para que tal possa acontecer, os websites aderentes necessitam de recolher e armazenar um vasto número de dados de cada leitor. Neste período de transição, os websites aderentes estão a pedir a cada leitor para se registar nesta plataforma para começar a coleta de dados.
Ao fazer o registo, a plataforma nónio terá acesso a um conjunto enorme de dados pessoais. O registo pode ser feito usando credenciais de serviços externos ou o usual email. Caso escolha a opção rede social, terá de partilhar os seguintes dados: nome, fotografia de perfil, endereço de e-mail, data de nascimento e local, ou caso escolha opção e-mail, terá de enviar o seu nome, sexo e data de nascimento. O processo de adesão é muito simples porque a plataforma precisa de num curto espaço de tempo ter um grande número de leitores para que em inícios de 2018 tenha força suficiente para terminar o período de transição e obrigar a todos a aderir ao sistema, como está planeado. Ou seja, num futuro próximo, caso o Nónio seja bem sucedido, só poderá ler artigos depois de efetuado o registo.
O leitor NÃO DEVE registar-se no Nónio, por dois grandes motivos: 1) violação de privacidade e 2) efeito "filtros-bolha".

Violação de privacidade

Uma leitura da política de privacidade do Nónio revela que esta plataforma viola a sua privacidade porque recolhe através de cookies ou outras técnicas de fingerprinting os seguintes dados: o seu endereço IP de cada sessão, data e hora de acesso ao artigo, versão do navegador web e sistema operativo utilizado, resolução de ecrã, dados referentes à localização, pontos de acesso Wifi, assinatura canvas (que o website Nónio utiliza), entre outros. Atualmente é possível unificar essas assinaturas/fingerprints, mesmo utilizadando navegadores web diferentes em diferentes plataformas. Deixo aqui uma demo com os alguns dados que são possíveis obter.
A plataforma irá coletar e armazenar todos os artigos que leu dos websites aderentes. Segundo declarado na página oficial:
"Usar a internet e os seus serviços, implica, necessariamente, a transmissão de informação a nível internacional. Assim, ao relacionar-se connosco e ao consentir a comunicação de dados a terceiros, está a reconhecer que sabe e a consentir no tratamento de dados nesta escala" 
Ou seja, todos estes dados podem ser acedidos por terceiros. Mesmo que o leitor deseje eliminar os seus dados, estes apenas serão apagados ou anonimizados um ano após a desativação do registo pelo utilizador. No mundo do Big Data, não existem dados anonimizados, ler artigo onde são dados exemplos de de-anonimização de base de dados.
A partir da análise desses dados é possível inferir por exemplo: afiliação política, religião, poder de compra, estado emocional, padrões de sono. Para mais detalhes, recomendo consultar o seguinte relatório Corporate surveilance e o working paper How Companies Use Personal Data Against People.
Relembro que estes websites já violam a privacidade ao disponibilizar trackers de outras companhias como o Facebook, Google e alguns data Brokers como a BlueKai,DataLogix,etc...). Visitando alguns do websites aderentes com um navegador Firefox e apenas com a extensão UBlock Scope, foram registados os seguintes resultados. Para validar os resultados foram utilizadas as ferramentas Webbkoll e PrivacyScore.
Website Pedidos a terceiros(*) Cookies primárias Cookies de terceiros
publico.pt 105/39 28 22
expresso.sapo.pt 177/40 15 30
rr.sapo.pt 50/25 20 18
blitz.pt 129/40 14 28
visao.pt 383/39 14 28
expressoemprego.pt 78/18 8 14
exameinformatica.pt 102/35 14 28
cmjornal.pt 227/79 29 74
record.pt 288/106 29 130
jornaldenegocios.pt 210/78 19 90
sabado.pt 206/71 20 64
tsf.pt 199/73 29 52
jn.pt 251/85 27 56
dn.pt 202/71 26 47
ojogo.pt 313/92 32 71
dinheirovivo.pt 164/69 22 53
radiocomercial.iol.pt 67/28 8 8
maisfutebol.iol.pt 136/43 11 14
(*) Total número de pedidos a domínios externos/número de domínios únicos
Para mitigar o web tracking instala no teu navegor web a extensão uBlock Origin (e o uMatrix para utilizadores avançados), com fim a bloquear o acesso e execução desses trackers. Adiciona esta lista de regras para anular o tracking dos websites aderentes, para o formato uBlock Orgin/uMatrix e para o Pi-hole/Dnsmasq .

Efeito "filtros-bolha"/echo chamber

Recolhemos informações sobre si com o seu consentimento explícito para lhe podermos prestar um serviço personalizado na apresentação de notícias consoante as suas preferências, o que constitui o núcleo dos nossos serviços.
Quanto mais o leitor interagir com esta plataforma, mais dados esta recebe sobre si, e por conseguinte, terá um perfil de gostos de leitura cada vez mais detalhado. Como o objetivo/modelo de negócio da plataforma é que esteja o maior tempo possível na plataforma, mais tempo de exposição há publicidade, serão recomendardos cada vez mais e mais direcionados apenas artigos de um certo ponto de vista. O leitor com o desenrolar do tempo ficará dentro de uma "echo chamber". Não é exposto a informação contrária às suas preferências que poderia desafiar ou ampliar a sua visão do mundo. Este fenómeno é designado por Eli Pariser de "filtros-bolha". É recomendado a visualização da sua Ted Talk Eli Pariser: Tenha cuidado com os "filtros-bolha" online

Efeitos secundários

Além dos dois problemas referidos, outros problemas não menos importantes devem ser explicados. A partir da análise desses dados, é possível inferir os gostos da população portuguesa, e com fim a maximizar os lucros, mais artigos de baixo teor jornalísticos (artigos clickbait geram mais tráfego/receita) serão escritos, levando à decadência desta nobre profissão. Por consequência, uma população com menos acesso à informação de qualidade, não toma decisões corretas, levando à decadência gradual de regimes democráticos.
Em resumo e como refere Zeynep Tufekci na seu recente Ted Talk, Estamos a criar uma distopia só para fazer as pessoas clicarem em anúncios
Lista de website aderentes por cada grupo:

O que muda

Com efeitos imediatos irá ser colocado em todos os futuros tópicos provenientes de websites aderentes a esta plataforma um comentário a alertar os utilizadores sobre esta plataforma.
No entanto gostaríamos de saber a vossa opinião sobre o assunto e sugestões para mitigar o uso destas plataformas sem o conhecimento prévio do utilizador.
submitted by asantos3 to portugal [link] [comments]


2017.05.21 17:53 caks Quem (ainda) apoia Temer?

[Fiz caquinha no primeiro post e foi removido então decidi respostar]
Passados já alguns dias desde a bomba que Joesley lançou sobre Brasília, nosso queridíssimo presidente infelizmente mantem-se no seu cargo. Eu acho válido, nesse momento, fazermos um levantamento de quem ainda banca Temer na presidência.

Mídia

Resumindo:
Grupo Fora Temer?
Globo Sim
Estadão Não
Folha Não
RBS Sim

Partidos da Base Aliada

A Folha publicou uma matéria com um resumo gráfico aqui.
Resumo:
Partido Fora Temer?
PSDB Não?
DEM Não?
PP Não?
PTdoB Não?
Podemos Sim
PPS Sim
PSB Sim
PTB Não
PR Não
PRB Não
PSC Não?
PV Não?
Pros, PSL e PRP Não?

Sociedade Civil

Organização Fora Temer?
OAB Sim
MBL Não
Vem Pra Rua Sim

Conclusão

Parece que vai depender muito da decisão do PSDB/DEM. Se eles saírem, o governo Temer está quase certamente ferido de morte. Se não, ainda seria possível achar um número suficiente de dissidentes, mas sem um apoio maciço da mídia, acho que fica difícil. Meu veredito: 50/50 chances de crime acontece nada acontece feijoada.
Por favor corrijam informações erradas ou tragam mais informações à medida que vão saindo.
EDIT:
  • Adicionei um Obs ao Grupo RBS por ser afiliado à Globo. Alguém tem informações sobre os Grupos Abril, O Dia, Bandeirantes, etc?
  • Alterei detalhes sobre PSDB e DEM, que cancelaram o encontro. O jantar que Temer havia planejado também foi cancelado por baixa adesão.
  • Informação nova sobre o MBL, que parece que recuou de vez do Fora Temer
  • Adicionei nova info sobre o PSDB
  • Nota sobre o PSL/Livres
  • Resumo da Folha
  • Novo editorial da Folha não muda sua posição
  • Alckmin está contra
submitted by caks to brasil [link] [comments]


2017.04.12 05:35 subreddit_stats Subreddit Stats: curitiba top posts from 2012-02-22 to 2017-04-12 02:36 PDT

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Top Submitters' Top Submissions

  1. 658 points, 134 submissions: chiphead2332
    1. Prefeitura implanta em Curitiba o compartilhamento de bicicletas (11 points, 1 comment)
    2. Rafael Greca é eleito prefeito de Curitiba (11 points, 0 comments)
    3. Sem liberação da Prefeitura, tradicional Zombie Walk de Curitiba é cancelada (11 points, 2 comments)
    4. Curitiba teve fevereiro mais quente em 14 anos (10 points, 0 comments)
    5. Guia de Feiras em Curitiba (10 points, 1 comment)
    6. Prefeitura de Curitiba muda de ideia e confirma Zombie Walk no carnaval (10 points, 0 comments)
    7. Eclipse da Lua pode ser visto em todo o Brasil, menos em Curitiba (9 points, 0 comments)
    8. Em resposta à página "descolada" da Prefeitura de Curitiba no Facebook, surge a Prefrescura de Curitiba (9 points, 0 comments)
    9. Feira em Curitiba coloca cães e gatos de todos os tamanhos para adoção (9 points, 0 comments)
    10. Governo pede penhora do CT e da Arena e cobra dívida de R$ 226,1 milhões do Atlético (9 points, 0 comments)
  2. 254 points, 37 submissions: gordori
    1. Google Transit agora mostra os horários dos ônibus em tempo real em Curitiba (14 points, 0 comments)
    2. Número de atropelamentos em Curitiba cai 36,5% em dois anos (14 points, 0 comments)
    3. Eleições 2016: Qual a sua opinião sobre o Fruet? (12 points, 5 comments)
    4. Histórico da tarifa de ônibus em Curitiba (12 points, 1 comment)
    5. [Humor] Winston Greca / Rafael Churchill (11 points, 3 comments)
    6. As marcas do paranismo na arquitetura de Curitiba (10 points, 1 comment)
    7. Curitibanos afirmam que o transporte do futuro é o público, mas maioria usa veículo particular (10 points, 1 comment)
    8. Bunkers secretos em Curitiba não são lenda (9 points, 0 comments)
    9. Curitiba ganha maior roda-gigante da América Latina (9 points, 0 comments)
    10. Motoristas de táxi em Curitiba se unem para combater Uber e crise (9 points, 5 comments)
  3. 238 points, 40 submissions: Chrono1984
    1. Prefeitura anuncia aumento de passagem de ônibus em Curitiba (4,25, dia 06/02) (14 points, 11 comments)
    2. Linha Verde completa uma década só com metade da obra concluída (13 points, 3 comments)
    3. Rafael Greca é eleito prefeito de Curitiba (12 points, 0 comments)
    4. Beto Richa é governador com menor aprovação do país (9 points, 0 comments)
    5. Demora no atendimento e água caindo pelo teto causam confusão na UPA da CIC (8 points, 0 comments)
    6. A cidade mais fria do mundo (7 points, 2 comments)
    7. Governo do Paraná quer 80% dos “lucros” das universidades estaduais (7 points, 0 comments)
    8. Governo do estado descumpriu 72,4% das ressalvas feitas pelo TC em contas de 2013 (7 points, 0 comments)
    9. Juiz condena Richa e Helisul a devolverem R$ 2 milhões ao erário por contrato sem licitação (7 points, 1 comment)
    10. Número de escolas ocupadas no Paraná chega a 210; professores decretam greve (7 points, 1 comment)
  4. 129 points, 20 submissions: pedrostakeholder
    1. Prefeito Rafael Greca inicia fiscalização e esvazia bares na rua onde mora (12 points, 1 comment)
    2. ATENÇÃO: Curitiba pode ter greve parcial de ônibus nesta segunda-feira (23) (10 points, 3 comments)
    3. Prefeito Rafael Greca é internado com embolia pulmonar (10 points, 2 comments)
    4. TC manda prefeitura suspender reajuste da tarifa de ônibus em Curitiba (10 points, 1 comment)
    5. Vereador que dizia "pagar para trabalhar" tentou, mas não se reelegeu em Curitiba (9 points, 0 comments)
    6. É hoje! “A inesquecível viagem de Natal” estreia no Palácio Avenida (8 points, 0 comments)
    7. Após piadinha, Greca pede desculpas aos torcedores do Paraná Clube (7 points, 2 comments)
    8. Conta de luz da Copel vai ter desconto de mais de 10% em abril (7 points, 0 comments)
    9. Relógio em Curitiba está parado, há anos, no mesmo horário do relógio de De Volta para o Futuro (7 points, 0 comments)
    10. Com escolas ocupadas, Curitiba terá votação em supermercado e fábrica no segundo turno (6 points, 3 comments)
  5. 47 points, 7 submissions: rpcastilho
    1. Curitiba vista do bairro Alto da XV (15 points, 1 comment)
    2. Fábrica dos "Sonhos Alfa" do carro do sonho é atingida por incêndio (8 points, 1 comment)
    3. Moinho Holandês em Castro/PR (6 points, 0 comments)
    4. Homem morre ao tentar pegar pinhão em árvore (5 points, 1 comment)
    5. se você é gordo/gorda, como faz pra comprar roupas aqui em Curitiba? (5 points, 1 comment)
    6. Família Imperial vem a Curitiba (4 points, 1 comment)
    7. Ladrões armados roubam loja dentro do ParkShopping Barigui (4 points, 0 comments)
  6. 42 points, 6 submissions: mrcapgras
    1. Lumen FM anuncia encerramento das atividades após 12 anos (14 points, 2 comments)
    2. Uber confirma chegada a Curitiba (7 points, 2 comments)
    3. A rota cervejeira do, bom e velho, São Francisco (6 points, 2 comments)
    4. Alguém reconhece da onde é essa vista? (6 points, 3 comments)
    5. Projeto prevê abono na falta de servidor municipal em caso de morte de animal (5 points, 1 comment)
    6. Leprevost: “Vou disputar prefeitura nem que chova canivete” (4 points, 0 comments)
  7. 41 points, 5 submissions: frahm9
    1. O Greca brindou o ano novo com Cini (12 points, 3 comments)
    2. (banhopensamento) O Parracho da RPC é a cara do Jeb Bush (9 points, 3 comments)
    3. Indicação de psiquiatra e/ou psicólogo? (9 points, 1 comment)
    4. Curitiba tá longe de receber uma Olimpíadas, mas pelo menos teve Água Verde (6 points, 0 comments)
    5. O dia que a Khaleesi foi pedir ajuda do Rafael Greca (5 points, 1 comment)
  8. 34 points, 6 submissions: luiznp
    1. Ligeiramente interessante: Esse gif na front page foi gravado no Palladium (10 points, 0 comments)
    2. Piscina de bolinhas gigante no Shopping Estação atenderá adultos em horário especial (7 points, 1 comment)
    3. Tiroteio na Avenida Marechal Deodoro deixa assaltante ferido (7 points, 1 comment)
    4. Tentaram me assaltar agora há pouco na XV. (5 points, 3 comments)
    5. Water Salute no aeroporto Afonso Pena, para o 1º voo da rota Guarulhos - Curitiba (4 points, 2 comments)
    6. Estimativa da PM: 15 mil nas ruas (1 point, 0 comments)
  9. 32 points, 6 submissions: tarigui
    1. Presidente da FCC, Marcos Cordiolli é detido durante confusão no Centro (7 points, 0 comments)
    2. Dia da Bandeira do Haiti é comemorado em Curitiba (6 points, 1 comment)
    3. Moeda social eletrônica pode começar a circular em Curitiba (5 points, 0 comments)
    4. Novos parques de Curitiba integram 'projeto verde' na região sul (5 points, 0 comments)
    5. Shows de jazz tomam conta do Paço da Liberdade (5 points, 0 comments)
    6. Ratinho lidera disputa a prefeito; 4 opositores ‘embolam’ o 2.º lugar (4 points, 2 comments)
  10. 25 points, 4 submissions: crszoom
    1. Curitiba entra no terceiro dia com greve de ônibus; siga em tempo realGazeta do Povo (8 points, 4 comments)
    2. Guarda Municipal detém cinco por pichação (7 points, 0 comments)
    3. Novo estádio do Paraná estaciona na mesa do ministro do Planejamento (6 points, 0 comments)
    4. Faça chuva ou tenha Carnaval, professores seguem acampados na Alep (4 points, 0 comments)
  11. 25 points, 4 submissions: koselleck
    1. Greca diz que vai fazer "Lava Jato física" em Curitiba e que metrô é para toupeira (Entrevista para o UOL) (8 points, 2 comments)
    2. Professor de História é ameaçado por dizer que Lula não deve ser assassinado (8 points, 4 comments)
    3. Orquestra Sinfônica do Paraná abre temporada com novo maestro titular (6 points, 2 comments)
    4. Visita à Lapa (3 points, 1 comment)
  12. 22 points, 2 submissions: drlyons
    1. Máquina de venda automática de guarda-chuva chega a Curitiba (11 points, 0 comments)
    2. whatafuck vendendo hamburguer a 1 real (11 points, 3 comments)
  13. 19 points, 2 submissions: zwttrn
    1. Onde vocês gostam de comer aqui? (12 points, 10 comments)
    2. Liga De Basquete Interpraças (7 points, 0 comments)
  14. 18 points, 4 submissions: pizzaiolo_
    1. Ouvidoria Municipal de Curitiba recomenda o uso de Software Livre (7 points, 2 comments)
    2. Curitiba lança edital para implantação de sistema de carro elétrico compartilhado (4 points, 0 comments)
    3. Padre que fugiu da Síria recomeça a vida em Curitiba (4 points, 0 comments)
    4. Leminski Falando Sobre Graffiti (3 points, 0 comments)
  15. 18 points, 1 submission: zikavirusfromhell
    1. Um destes é o novo prefeito de Curitiba. Consegue distinguir qual deles? (18 points, 0 comments)
  16. 15 points, 3 submissions: luccwb
    1. Esquema de desvios milionários da UFPR era comandado por três famílias, diz PF (7 points, 1 comment)
    2. Boqueirão: a fazenda que se transformou num dos maiores e o mais populoso bairro de Curitiba (6 points, 0 comments)
    3. Palácio Avenida Curitiba - ÚLTIMA APRESENTAÇÃO 2016 (2 points, 0 comments)
  17. 14 points, 4 submissions: muaddib4
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2016.02.09 16:01 veribaka [Blog] Análise ao Belenenses vs Benfica - Liga NOS (Eu Visto de Vermelho e Branco)

Depois da vitória sobre o Moreirense, sexta-feira foi dia do Benfica visitar o terreno do Belenenses. Não se previa um jogo fácil, pois a equipa de Belém tem praticado um bom futebol com o seu novo treinador. Rui Vitória apresentou o 11 esperado, apenas com a entrada de Victor Lindelöf para o lugar de defesa central, pois Luisão e Lisandro estão lesionados. Júlio César, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Samaris, Renato Sanches, Pizzi, Nico Gaitán, Jonas e Mitroglou. O 11 titular do Benfica para este jogo.
O Benfica está muito perto de marcar logo num dos primeiros lances do jogo, mas o remate de Gaitán, em excelente posição, acaba por sair ao lado. Os primeiros 10 minutos foram bem animados, com o Belenenses a jogar o jogo pelo jogo, tal como o seu treinador tinha prometido. Bola a chegar perto de ambas as balizas e com muito espaço para se jogar.
Depois, o jogo depois começou a acalmar bem mais o ritmo. A posse de bola estava bastante dividida e havia menos espaço para jogar, sendo a um ritmo mais lento que se jogava em campo, com muitas falhas de ambos os lados.
Já conseguíamos ter mais posse de bola e mostrar algum domínio em campo, mas depois na decisão final, o último passe acabava por sair sempre mal e pouco perigo conseguíamos criar. Aos 32 minutos, André Almeida de fora da área cria algum perigo, mas a bola acaba por sair ao lado da baliza de Ventura. Pouco depois, é Jonas que também de fora da área atira por cima da baliza.
O jogo caminhava para o intervalo. Ambas as equipas acumulavam erros nas jogadas, não existindo muito futebol em campo e praticamente nenhuma oportunidade de golo. Contudo, o Benfica adianta-se no marcador aos 41 minutos. Cruzamento de Pizzi na direita e Mitroglou a cabecear para o golo, num lance com algumas culpas para Ventura.
Aos 44 minutos, Renato tem uma grande jogada no lado esquerdo do ataque, mas depois o cruzamento acaba por sair mal. Não houve tempo para mais e chegou-se ao fim dos primeiros 45 minutos com 0-1 no marcador.
Esta não foi uma grande primeira parte do Benfica. Valeu pelo golo já perto do fim e a vantagem no marcador. A equipa deu muitos espaços entre os sectores e a pressão não foi feita com muita qualidade, sendo inúmeras vezes que o Belenenses conseguiu ultrapassar as nossas linhas de pressão. Na transição defensiva, também não fomos muito competentes, com a reacção à perda a não ser muito boa e a ocupação do espaço também não. Apesar de muito espaço dado em várias situações, a defesa conseguiu resolver todos os lances e em nenhuma vez a baliza de Júlio César foi colocada em grande perigo. Ofensivamente, até conseguimos chegar com a bola na frente, mas depois acumulámos muitas más decisões e passes, nos momentos chave de definição das jogadas.
Júlio César não teve trabalho. André Almeida e Eliseu cumpriram bem, com o lateral direito a atacar bem mais que Eliseu, pois Pizzi deixa muito mais espaço para ser utilizado. Defensivamente, nada a apontar aos dois jogadores. Jardel e Lindelöf também conseguiram resolver todos os lances e controlar bem a profundidade, apesar da defesa algumas vezes ter estado longe do meio-campo e demasiado baixa. Jardel falhou ali numa saída a jogar quando escorregou e que podia ter custado caro, mas felizmente não deu em nada.
Samaris e Renato foram muitas vezes ultrapassados e não ocuparam os espaços como deveriam. Com bola, tentaram sempre jogar e Renato conseguiu ter uma grande importância no único golo da primeira parte e em muitas jogadas que progrediu com bola. Pizzi, não esteve tão bem como em jogos anteriores, apesar da assistência para o golo. Acumulou más decisões no último passe, onde costuma ser bem competente. Gaitán tentou desequilibrar ofensivamente, mas não o conseguiu muitas vezes. Defensivamente, cumpriu bem mais que em jogos anteriores.
Jonas não teve tanta bola como normalmente e ressentiu-se disso. Fez boas movimentações, mas nem sempre servidas adequadamente. Mitroglou esteve activo, procurando também diversos espaços para dar solução e marcou o único golo da primeira parte.
Rui Vitória não fez nenhuma alteração ao intervalo. Logo aos 20 segundos, Pizzi remata já dentro da área, mas Ventura defende. O Belenenses leva algum perigo à baliza de Júlio César aos 51 minutos, mas o remate de Miguel Rosa sai ao lado. Numa boa jogada de ataque rápido, fazemos o 0-2 no jogo. Gaitán entrega em Jonas e o avançado brasileiro com um trabalho muito bom, não dá hipótese a Ventura, fazendo o golo.
Logo no recomeço do jogo depois do golo do Benfica, o Belenenses está muito perto de reduzir, mas Júlio César evita o golo, fechando a baliza ao jogador que estava isolado, tendo apenas a pressão de Victor Lindelöf nas costas. Um lance em que o avançado partiu em posição irregular, mas não foi assinalado o fora de jogo, estando a defesa do Benfica bem alinhada.
O 0-3 aparece aos 58 minutos. Jogada de Renato que cruza para Pizzi. O médio recebe orientado na área e entrega depois em Mitroglou, que apenas precisa de empurrar a bola para a baliza deserta. O que tinha acontecido depois do segundo golo, volta a repetir-se. Pouco depois do recomeço, o Belenenses está perto de reduzir, mas Miguel Rosa atira ao lado em excelente posição.
Eliseu comete uma falta à entrada da área aos 65 minutos. Carlos Martins, obriga Júlio César a uma defesa impressionante, demonstrando o grande guarda-redes que é, evitando assim o golo da equipa da casa. Rui Vitória mexe pela primeira vez na equipa aos 69 minutos, fazendo entrar Sílvio para o lugar de Eliseu.
Havia agora mais espaço para jogar em campo. O Benfica controlava o jogo, mas o Belenenses continuava a procurar o ataque, não se remetendo apenas ao seu meio-campo. Aos 76 minutos, fazemos o 0-4 por Mitroglou. Gaitán recupera uma bola e de calcanhar deixa o avançado grego na cara de Ventura. Mitroglou não perdoa e faz o seu terceiro golo no jogo.
O segundo jogador a entrar na equipa do Benfica é Carcela aos 79 minutos, saindo Pizzi. Rui Vitória esgota pouco depois as substituições, fazendo entrar Talisca aos 83 minutos para o lugar de Mitroglou.
O jogo ia caminhando para o fim. O Belenenses já pouco ou nada atacava e o Benfica ia gerindo o jogo à velocidade que mais queria, guardando a bola. Depois de uma boa jogada entre André Almeida e Carcela, Jonas bisa, fazendo o 0-5 aos 88 minutos.
Nada de mais importante aconteceu e 0-5 foi o resultado final do jogo.
Nesta segunda parte já estivemos melhor e aproveitámos muito bem as oportunidades. Ofensivamente, conseguimos boas jogadas e melhorámos muito no último passe e na decisão final, o que fez toda a diferença no avolumar do resultado final. Mais dinâmicos no ataque, mais próximos e com melhores combinações. Conseguimos ter mais bola, mas o Belenenses até chegou mais vezes à nossa baliza que na primeira parte. Continuámos com várias falhas na ocupação de espaços e na pressão, sendo várias compensações feitas de forma inadequada. Defensivamente, permitimos dois lances isolados, mas não posso apontar grande coisa aos defesas, pois os avançados estavam em fora de jogo - não assinalados - e a linha defensiva até estava bem. Num outro lance, é que a linha esteve mal. Não podemos é deixar o jogador que faz o passe com tanta liberdade.
Júlio César brilhou na defesa ao livre de Carlos Martins e num dos lances isolados, fechando completamente a baliza. André Almeida continuou a tentar ajudar no ataque. Defensivamente esteve mal em um ou dois lances. Eliseu cumpriu bem, tirando a falta completamente desnecessária à entrada da área. Victor Lindelöf e Jardel continuaram como na primeira parte. Algumas falhas entre eles na maneira como sobem ou não mediante a jogada, mas até mostraram um bom entendimento para quem ainda só tinha feito um jogo como dupla titular este ano na defesa.
Samaris e Renato subiram de produção, apesar de continuarem com algumas falhas na ocupação dos espaços e na pressão. Ofensivamente, continuaram a tentar jogar e Renato carregou muitas vezes a equipa com bola, queimando as linhas adversárias. Pizzi melhorou no segundo tempo e esteve bem melhor no último passe. Gaitán não deslumbrou como é normal, mas esteve bem, fazendo duas assistências para golo. Mitroglou e Jonas fizeram dois golos cada um no segundo tempo e cada vez mostram um entendimento melhor, dando muitas soluções ao jogo ofensivo.
Sílvio cumpriu bem. Carcela entrou e desequilibrou várias vezes com bola, fazendo inclusive uma assistência para golo. Talisca apesar do pouco tempo que esteve em campo, mostrou uma atitude melhor do que aquela que é habitual. E isso já aconteceu no último jogo, quando entrou perto do fim em Moreira de Cónegos.
Esta foi mais uma vitória importante do Benfica na Liga. Apesar da goleada, não considero que tenha sido uma exibição assim tão bem conseguida como outras anteriores, já que estivemos mal em vários capítulos do jogo. Na segunda parte, acabámos com o jogo, quer por boas jogadas conseguidas, enorme qualidade de alguns dos nossos jogadores ou aproveitar dos erros adversários.
Continuamos com falhas no processo defensivo e na transição defensiva. Abrimos demasiado espaço ao meio em determinados momentos do jogo e um dia destes isso vai acabar por ser muito prejudicial, contra interpretes de outra qualidade. A pressão alta desta vez não teve grande qualidade, e foi muitas vezes ultrapassada, pois o Belenenses também tem qualidade de jogo. Nas várias compensações e coberturas temos de ter mais atenção. Não podemos ter dois jogadores no mesmo sítio, abrindo uma cratera noutras zonas do terreno.
O ataque continua bem. Neste jogo, os avançados tiveram menos bola em muitos momentos e isso notou-se um pouco. As movimentações até foram bem feitas, mas muitas vezes falharam pela má decisão no último passe, principalmente nos primeiros 45 minutos de jogo, onde apesar de tudo, podíamos ter aproveitado vários lances que tivemos.
Jonas e Mitroglou na frente entendem-se cada vez melhor. O avançado grego está em grande forma e consegue dar muitas coisas ao jogo da equipa, libertando também muito espaço para Jonas. É o que sempre disse dele, é um grande jogador para o nosso campeonato. Bem servido e com muita bola na frente, é muitas vezes intratável na área. Percebe muito bem o jogo, conseguindo movimentar-se quase sempre para onde deve e depois é muito difícil de ser marcado pelos defesas.
Estamos numa grande série. Não imaginava que com este calendário recente e com a desvantagem pontual que tínhamos desde o jogo na Madeira fosse, sequer, possível nesta altura o Benfica estar no primeiro lugar, empatado em pontos com o Sporting. Acho que nem o adepto mais optimista esperava que fosse esta situação pontual neste momento na Liga. A melhoria do nível de jogo contribuiu muito para isso, e há muito mérito de Rui Vitória. Ainda para mais numa altura que tivemos vários jogadores importantes lesionados e que não puderam dar o seu contributo.
Sexta-feira, jogo muito importante. Clássico em casa contra o FC Porto e apesar de eles estarem num momento menos bom, não vai ser um jogo fácil. É preciso um grande Benfica para ganhar os 3 pontos e um grande ambiente no Estádio da Luz.
Artigo escrito por P1nheir8, no blog Eu Visto de Vermelho e Branco
O artigo original contém vários lances elucidativos da opinião do autor.
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2014.02.11 18:12 allex2501 OS BITCOINS E A FÉ PÚBLICA por Letácio Jansen

O artigo “Os bitcoins são valores mobiliários ?”, de CELSO ROBERTO PEREIRA FILHO, publicado hoje na seção legislação e tributos Rio do jornal Valor Econômico é fruto de um equívoco conceitual que decorre, em última análise, de um fato do qual o analista de regulação e orientação a emissores parece não desconfiar: a falsidade do Bitcoin.
Ao refletir sobre o Bitcoin o analista CELSO ROBERTO percebe que eles são algo estranho ao observar: “não são títulos ou contratos de investimento coletivo” e não figuram no elenco dos valores mobiliários mencionados na Lei n. 6.385, de 1976. ” Isso porque” – prossegue ele – “ não representam qualquer direito ou promessa de pagamento, nem qualquer manifestação ou acordo de vontades.” Seriam, assim, “ bens móveis incorpóreos, similares a títulos de crédito eletrônicos, mas que com esse não se confundem, porque não se sujeitam aos requisitos ou às regras de circulação aplicáveis a esses últimos”. Ou, enfim:
“ A criação e circulação de bitcoins são puramente fenômeno tecnológico, libertário da normatividade estatal, um sinal do novos tempos.”
Essa ideologia libertária e o encantamento com os supostos méritos desse “fenômeno tecnológico” cegaram o articulista do Valor, danificando, de forma irreparável, a objetividade de seu texto.
A emissão e a utilização do Bitcoin, na verdade, ofendem a Fé Pública, e são considerados crime pela Lei brasileira, como se lê do artigo 292 do Código Penal, e seu parágrafo único, que são do teor seguinte:
“ Emitir, sem permissão legal, nota, bilhete, ficha, vale ou título que contenha promessa de pagamento, em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome de pessoa a quem deva ser pago.
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.
Parágrafo único. Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos referidos neste artigo, incorre na pena de detenção de quinze dias a três meses, ou multa.”
Sobre esse crime escreve a juíza federal VERA LÚCIA FEIL PONCIANO, no livro “Crimes de Moeda Falsa”:
“ O objeto jurídico é também a proteção à fé pública.
A finalidade da inclusão desse crime no Capítulo I, que trata sobre os crimes de moeda falsa, é se evitar a emissão abusiva de títulos ao portador, que podem fazer às vezes de papel-moeda, mantendo-se por tempo indeterminado em circulação, concorrendo com a moeda papel. É um fato que tem potencialidade para causar lesão à normalidade da circulação da moeda de curso legal, que vem a sofrer a concorrência dos papéis de crédito em questão.
O título não pode ter a função de servir como moeda, não podendo ser “ao portador” ou emitido com omissão do nome da pessoa a quem deva ser pago. O tipo penal refere-se a títulos com promessa de pagamento em dinheiro e transmissíveis por simples tradição, prescindindo de endosso ou de autorização do emitente.” (…)*
Para configuração do crime, é preciso que o documento ou título tenha a finalidade de circular como dinheiro.”
A finalidade do artigo do analista CELSO ROBERTO, ao que parece, é subtrair da CVM (Comissão de Valores Mobiliários ) a competência para disciplinar o Bitcoin.
Ora, não só a CVM deve intervir, para proibir o alastramento do Bitcoin, como o Banco Central precisa tomar medidas drásticas contra a prática dessa falsidade, bem assim o Ministério Público Federal, em defesa da Fé Pública.
Letácio Jansen
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